12 de março de 2012

Quilombola denuncia opressão da Marinha contra sua comunidade

No Dia Internacional da Mulher, Rosimeire dos Santos surpreendeu as autoridades que participavam de um seminário promovido pelo governo federal e pela Organização Internacional do Trabalho, em Brasília, ao interromper os discursos dos ministros para denunciar a violência cometida por fuzileiros navais baianos contra o quilombo Rio dos Macacos, na Bahia. Segundo ela, a comunidade vive cercada, sem o direito de plantar, pescar e mesmo acessar a sede do município, para estudar e ter atendimento médico.

Najla Passos

Brasília - Nesta quinta (8), Dia Internacional da Mulher, Rosimeire dos Santos, uma negra de 33 anos, analfabeta, desempregada, moradora do quilombo Rio dos Macacos, em Simão Filho, na grande Salvador (BA), tomou coragem para esquecer sua condição de oprimida e assumir a batalha pelos direitos da sua comunidade. Ela veio a Brasília (DF) para participar de um seminário promovido pelo governo federal e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Quando se viu frente às diversas autoridades que participavam da mesa de abertura, não resistiu. Se levantou, interrompeu os discursos dos ministros presentes e denunciou, emocionada, a violência sistemática cometida contra a sua comunidade, há 40 anos, pela Marinha do Brasil.

De acordo com ela, o quilombo Rio dos Macacos abriga, há mais de 200 anos, os descendentes dos escravos trazidos para o Brasil para trabalhar na antiga Fazenda dos Macacos, de propriedade de Coriolano Bahia. Após a abolição, eles se estabeleceram no local. Caso, por exemplo, da avó de Olinda dos Santos, de 53 anos, que a acompanha na visita à capital federal. “Minha avó contava as histórias de como começou o quilombo, muitos anos atrás, antes mesmo que a lei libertasse os negros das senzalas”, contou ela, sacando da bolsa uma fotografia bem antiga da avó, nas terras do Rio dos Macacos. “Lá no quilombo, tem uma idosa, de 111 anos, que foi nascida e criada no local”, acrescenta.

Mas, ainda conforme o relato de Rosimeire, em 1960, a prefeitura de Simão Filho doou a terra à Marinha do Brasil que, uma década depois, expulsou metade das famílias que viviam lá e iniciou a construção de uma vila naval na área. Desde então, os conflitos são constantes. “Primeiro, eles cercaram o rio e nos tiraram o direito de pescar. Depois, cercaram a comunidade e nos proibiram de plantar”, relata.

A área em que está localizada a casa das cerca de 90 famílias que resistem no quilombo foi cercada. Para ir até a sede do município, os moradores precisam passar por guaritas da Marinha, que nem sempre são mantidas abertas. “Muitas vidas se perderam porque os doentes não podiam passar pelo bloqueio nem para ir ao hospital. Eu mesma faço parte da geração perdida do quilombo, que não pode estudar porque a Marinha não permitia que deixássemos nossas casas. Hoje, ainda enfrento dificuldades para garantir que minhas quatro filhas possam freqüentar a escola”, desabafa.
Olinda, que conseguiu terminar o ensino médio pernoitando na casa de amigos da família que viviam além dos limites impostos pela Marinha, confirma a opressão a que a comunidade é submetida.

Conforme ela, no dia 4/3, fuzileiros atiraram em um dos seus irmãos, um senhor de 61 anos, que tentou furar o bloqueio para ir à cidade. “Felizmente ele escapou, mas ficou muito traumatizado”. E, garante, não foi a primeira vez que a família foi vítima. “Há alguns anos, eles espancaram meu outro irmão”.
Na verdade, já vi acontecer de tudo naquelas terras: fuzileiro tocar fogo em casa de palha, levar ônibus para recolher os homens que tentavam plantar e até espancarem crianças que tentavam colher jaca no pé. Os fuzileiros dizem que a terra não é nossa e que não podemos transitar nela ”, conta.

Uma ação transitada na 10ª Vara da Justiça Federal reconhece, de fato, que a área pertence à Marinha. E, inclusive, determina o despejo das famílias, que, desde 2010, tem enfrentado ameaças cada vez mais graves dos fuzileiros. No ano passado, um quilombola foi assassinado. Desde então, o governo federal vem tentando resolver o impasse. Mas a dinâmica da máquina pública é lenta. Só há menos de um ano o quilombo foi reconhecido como tal. E, só agora, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi para a área demarcar as terras originárias da comunidade.

“Desde o reconhecimento do quilombo, nós passamos a intervir para intermediar o diálogo com a Marinha e garantir os direitos dessa comunidade. E conseguimos negociar com a Justiça e com o governo baiano, no mês passado, um prazo de cinco meses para o cumprimento da reintegração de posse. Nossa expectativa é que, nesse período, o Incra conclua a demarcação e a gente consiga reverter o processo”, explicou a secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Presidência, Silvany Euclênio.

De acordo com a secretária, a Advocacia Geral da União (AGU) assumiu a questão judicial e o governo também está intervindo para garantir que essa comunidade, limitada no seu direito de ir e vir durantes décadas, passe a ter acesso às políticas públicas. “Nós estamos fazendo levantamento de quem tem direito à aposentadoria e às políticas de transferência de renda”, acrescentou. Rosimeire e Olinda confirmam que a pobreza é grande na área. Impedidos de plantar e até de colher frutas, os membros da comunidade que não conseguem arrumar algum bico em Salvador passam fome. “Há idosos lá que nem sabem o que é aposentadoria”, diz Olinda. “Eu não trabalho, tenho quatro filhas em idade escolar, e não recebo Bolsa Família”, acrescenta Rosimeire.

Apesar dos muitos anos de descrença no poder público, as duas mulheres têm esperanças que a quebra de protocolo durante o seminário possa ser revertida em benefícios para a comunidade. “Nós sabemos que a Marinha não é brincadeira. É um braço armado. E nós somos pequenininhas. Mas, hoje, fomos ouvidas pelos ministros. Será que um juiz pode mais do que a presidenta da república?”, questiona Olinda. Para ela, este é o momento da comunidade reagir e acabar com a opressão do quilombo. “De tanto sofrimento, não temos mais medo de nada. Sabemos que, se a gente morrer, outros irão nos substituir na luta”, afirma. “Quando a Marinha chegou na área, nós já estávamos lá. Temos prova disso. Há documentos. Não é possível que não seja feito Justiça”, completa Rosimeire.

Vilma Reis Profa. Sociologia
Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XXIII, UNEB - Seabra
Coordenação Colegiada do Programa CEAFRO
CEAO: Centro de Estudos Afro-Orientais - FFCH/UFBA
Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo 02 de Julho
Salvador/Bahia, Brasil, Cep.40.060-180
Tel. (55-71)3283-5520, Fax.(55-71)3322-2517, Cel.(55-71)9994-3749
E-mail:ceafro@ufba.br - Site:www.ceafro.ufba.br

2 de março de 2012

CARTA DE REPÚDIO - FORUM HIP-HOP - SP AO CENTRO DE JUVENTUDE CACHOEIRINHA

O Forum de Hip Hop Municipal SP

Informa que não haverá a realização Semana do Hip Hop 2012, lei instituída pela Lei nº 13.924, de 22 de novembro de 2004 e consolidada no inciso LIX do artigo 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007 , com o tema OS HEROIS NÃO MORREM, RESISTEM! DAS RUAS PARA A HISTORIA, no Centro de Juventude Cachoeirinha, CCJ, por razão da omissão participativa da gestora de cultura Karen Cunha, que se justifica que está construindo eventos de hip hop desde novembro de 2011. Mas ela descumpre a lei referente a Semana de Hip Hop e também da portaria intersecretarial* entre Secretarias de Cultura, Educação e Participação e Parceria, na qual o seu nome consta como uma das pessoas responsáveis para construção da determinada lei. Causando prejuízo em todo o projeto que está sendo elaborado desde setembro de 2011.



O Fórum Municipal iniciou o dialogo no mês de julho para construção da Semana Hip Hop 2012, com a Secretaria de Cultura, houve uma reunião referente o assunto, depois não houve mais os diálogos. Essa que se dá a perversa de negação de direitos da administração pública aos cidadãos paulistano da periferia. A lei da Semana de Hip Hop tem o proposito da garantia do direito cultural e valorização do movimento hip hop; e também manter o diálogo do poder público com a sociedade civil. para desconstrução do racismo e preconceito institucional.
Quando pessoas que têm a função de promoverem e valorizarem a cultura, e elas buscam a omissão por não entender a criação artística local, e tornam-se promoters somente facilitando para artistas que já tem espaço na mídia, com intuito de atrair público e justificarem suas ações ao seus padrões secretários, forma de não perderem seus cargos. Existe o detalhe que não serem funcionárias públicas, somente estão no cargo por indicação da equipe da gestão politica atual. Essas pessoas tem ações de apropriação dos espaços públicos tornando os privados, principalmente quando somente promovem culturas de gosto duvidosos para os moradores, que não conseguem ver seus artistas locais em espaços culturais que valorizem e trazem o sentimento de pertencimento da cultura local.
A programação e a indicação do CCJ ,partiu do movimento hip hop local da zona norte, que já sentem a dificuldade de poder fazer suas musicas, dançar, tocar e graffitar no CCJ. Essa ação de não haver uma parceria, somente a recusa sem a preocupação com os transtornos para programação da Semana de Hip Hop 2012 que é elaborada desde o mês de setembro. Mesmo se o formato da semana de hip hop não agrada diversas pessoas que estão em cargos indicados do poder público, porque são obrigados a dialogar com a sociedade civil e atendê-la, como está previsto na lei. Então a gestora cultural Karen Cunha, que tem o poder de dizer o que significa cultura na zona norte, e pior o que é hip hop; Então ela cria a agenda no CCJ, não garantindo espaços de dialogo para sociedade civil manisfestar e utilizar o patrimônio publico e imaterial cultural da região. Porque ela já construiu o seu projeto, e não há espaço para hip hop local da zona norte dos bairros Cachoeirinha, Vista Alegre, Elisa Maria, Imirim, Jardim Maracá entre outros que não fazem parte da agenda cultural do bairro Vila Madalena.
Então pedimos desculpa para o movimento hip hop e o moradores convidando-os para o Domingo 18/03/ 2012 - Zona Norte - CEU JARDIM PAULISTANO-Rua Aparecida Do Taboado, s/n - Freguesia do Ó / Brasilândia - São Paulo – 15h as 20h.



NÚCLEO ABDIAS NASCIMENTO
BATE PAPO - O GENOCÍDIO DA POPULAÇÃO PRETA
MESA PESSOA DO HIP HOP – TESTA
MESA PODER PÚBLICO –
MESA CIENTISTA SOCIAL – MILTÃO
HIPHOP COMO ELEMENTO TRANSFORMADOR
OFICINAS E APRESENTAÇÃO DOS 4 ELEMENTOS
Oficineiros: MC - Black Gero / Graffiti – Shalak / B’Boy– Danzinho - Detroit Break
DJ– Vand
Apresentações: Grupo I.G/ Ca.Ge.Be/Duck Jam e a Nação HIP HOP/ Suspeito da Norte
DJ’s: Residente: DJ Celo/ Batalha: DJ QAP & DJ Jeff
Breaking: B’Boy Chuim/ Crew Street Warriors
Graffiti: Essência Crew (Smoky, Joks e Shalak)/ Revolucionarte



Portaria Intersecretarial



I - Constituir Comissão Intersecretarial para a realização anual da Semana Hip Hop instituída pela Lei nº 13.924, de 22 de novembro de 2004 e consolidada no inciso LIX do artigo 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, composta dos seguintes membros:
Secretaria Municipal de Participação e Parceria - SMPP:
Titular- Maria Aparecida Laia, RF 552.211-1
Suplente- Kelli A. Fernandes dos Santos, RF 751.508.1.01
Secretaria Municipal de Educação - SME
Titular- Celso Seabra Santiago, RF 754.699.8-1
Suplente- Elisabeth Fernandes Sousa, RF 546.212.6-4
Secretaria Municipal de Cultura - SMC
Titular- Karen Cunha de Oliveira, RF 777.269.6
Suplente- Ananda Stücker, RF 792.498.4
II -A coordenação da Comissão Intersecretarial caberá ao representante da Secretaria Municipal de Participação e Parceria. III - Qualquer alteração da composição dos membros listados no item I deverá ser comunicada, através de Ofício, para a Secretaria Municipal de Participação e Parceria, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis a contar da alteração, contendo nome completo, telefone, e-mail, Registro Funcional e para qual vaga (titular ou suplente) está sendo indicado o novo integrante.
IV -A Secretaria Municipal de Participação e Parceria deverá, a cada ano, promover a atuação conjunta das Coordenadorias da Juventude e dos Assuntos da População Negra, mediante a integração das ações desenvolvidas na temática aqui objetivada, para o melhor resultado dos trabalhos da Comissão Intersecretarial na realização anual da "Semana do Hip Hop".
V -À Comissão Intersecretarial competirá:
1- Planejar, coordenar e supervisionar as atividades referentes ao evento, ano a ano;
2- Promover, de forma a alcançar os objetivos traçados na Lei 14.485/07, a participação de:
a) movimento Hip Hop, através dos seus quatro elementos: o Break, o Graffit, o DJ e o Bboys;
b) ativistas de organizações não-governamentais que desenvolvam trabalhos sociais voltados para o combate ao racismo; c) alunos da rede municipal de ensino;
d) demais munícipes;
3- Fixar o calendário de realização em cada ano, incluindo, obrigatoriamente, o dia 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial;
4- Estabelecer contato com a iniciativa privada para eventual realização de parceria, colaboração ou apoio, nos termos da legislação vigente, bem como com os demais órgãos da Municipalidade, em especial da CET e da SPTuris;
5- Divulgar o evento;
6- Baixar instruções ou normas complementares que se fizerem necessárias.
VI -Durante a "Semana do Hip Hop" poderão ser realizadas, entre outras e a critério da Comissão Intersecretarial, as seguintes atividades:
a) seminários temáticos sobre o movimento Hip Hop e ações afirmativas sobre o combate a discriminação racial e a inclusão social;
b) oficinas destinadas ao público jovem;
c) apresentações de Hip Hop em seus quatro elementos (Break, Graffit, DJ e Bboys);
d) visitas monitoradas a edifícios, obras escultóricas e logradouros públicos que integrem o patrimônio histórico e cultural do Município de São Paulo e estejam sob a guarda do Poder Público Municipal, que promovam a cultura afro-brasileira.
VII-Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
FRANCISCO BUONAFINA
Secretário Municipal de Participação e Parceria - SMPP
ALEXANDRE ALVES SCHNEIDER
Secretário Municipal de Educação - SME
JOSÉ ROBERTO SADEK
Secretário Municipal de Cultura Substituto - SMC

1 de março de 2012

Campanha “Somos Quilombo Rio dos Macacos”

Nota Pública
Nós, comunidade e organizações de movimento social em defesa da permanência do Quilombo Rio dos Macacos trazemos aqui ao público o nosso entendimento sobre a reunião realizada no dia 27 de fevereiro de 2012 com a Secretaria Geral da Presidência da República, representada por Diogo Santana.
Foi afirmado, na referida reunião, pelo Governo Federal que o Quilombo do Rio do Macaco não seria expulso do seu território. No entanto, na prática a União Federal, através da Advocacia Geral da União, contrariando o que se comprometeu com o Quilombo Rio do Macaco, se limitou a fazer um pedido nas ações judiciais que move contra a comunidade de adiamento da expulsão do Quilombo por mais 5 meses. Segundo a União esse seria o prazo necessário para garantir uma retirada pacífica dos quilombolas. Por isso, reafirmamos que o Quilombo Rio do Macaco e seus apoiadores continuam lutando para garantir o direito de permanência da mesma em suas terras, pois querem continuar em seu território tradicional e não vão sair pacificamente. É necessário nos manter em estado de alerta, articulad@s para que o caso não caia no esquecimento e os poderes instituídos se sintam a vontade para tomar as terras do quilombo sem resistência organizada. Afirmamos aqui que não aceitaremos as tais “condições para uma saída pacífica da comunidade" através de crédito fundiário para aquisição de outra área ou qualquer que seja a alternativa. Nenhum direito à menos!!! O Quilombo é nosso antes da Marinha do Brasil chegar a aquelas terras.
O apoio dado pela Fundação Cultural Palmares e pelo Incra ainda é insuficiente. Embora a Fundação Palmares tenha certificado a comunidade como quilombola e o INCRA tenha iniciado o procedimento de regularização, ambos ainda não interviram no processo judicial em defesa da quilombo, o que é fundamental para garantir a posse da comunidade sobre seu território. Consideramos lamentável a postura do Governo Federal, da Presidenta, em particular, que como comandante-chefe das Forças Armadas teria poder para averiguar as violações aos direitos humanos por parte da Marinha e os contínuos abusos e ameaças sofridos pelos quilombolas daquela comunidade, e, principalmente, desistir das ações judiciais que visam a retirada forçada do quilombo de nossas terras.

Nesta reunião realizada dentro da comunidade no ultimo dia 27 de fevereiro, representantes do governo federal, parlamentares, imprensa e movimentos sociais puderam ver com seus próprios olhos as condições as quais os moradores do Quilombo Rio dos Macacos, estão sendo submetidos todos os dias. As pessoas foram listadas e fotografadas na entrada, e a imprensa foi impedida de entrar pelo posto da Marinha sendo desta forma obrigada a contornar toda área do quilombo e pular a cerca para acompanhar a reunião.
As violações aos diretos humanos continuam fazendo parte do cotidiano dentro do quilombo. Nós - @s quilombolas - continuamos impedid@s de plantar e pescar, de ter acesso à energia elétrica, à água potável e ao saneamento básico. Continuamos sendo intimidados e violentados, além de termos sérias limitações ao nosso direito de ir e vir, o que gera uma situação de instabilidade, insegurança e temor na comunidade; a maioria de noss@s filh@s são analfabet@s porque a entrada e saída da comunidade é continuamente inviabilizada.
Apontamos ainda a necessidade de imediata instauração de uma Câmara de Negociação (prevista no decreto 4887/2003), a qual deve ser responsável por conciliar os diversos interesses envolvidos, garantindo necessariamente a permanência de toda a comunidade em nosso território tradicional.
Diante da situação grave de insegurança alimentar - já que há muito não podemos plantar nem pescar na região, como faziam nossos antepassados - a Campanha Somos Quilombo Rio dos Macacos está organizando uma coleta de alimentos para doação no Bar Sankofa, na quarta-feira, dia 29/02,no Sarau Bem Black, às 19h e no CEPAIA, sábado, dia 3/03, às 14h, no debate com as comunidades quilombolas de Marambaia (RJ), Alcântara (MA) e Quilombo Família Silva (RS). No dia 04 de março será realizado um ato na comunidade para a entrega dos alimentos arrecadados. A concentração do ato está marcada para as 09 horas no posto Inema, onde continuaremos a arrecadação e entregaremos alimentos.
Por último, queremos reafirmar que dignidade não se negocia, nosso quilombo também não. Os nossos antepassados nos veriam como traidores se negociássemos nossas terras. Continuaremos em luta pois esta se configura como mais uma batalha no enfrentamento ao processo de genocídio a qual é historicamente submetido o povo negro neste país.

FRENTE AO GENOCÌDIO DO POVO NEGRO, NENHUM PASSO ATRÁS!!!

Comunidade do Quilombo Rio dos Macacos
Campanha Somos Quilombo Rio dos Macacos

5 de fevereiro de 2012

Minhas experiências com o “Caso Pinheirinho” por - Felipe “Choco

Toni Silva. No alojamento Vale do Sol com sua poesia sobre a reintegração

Texto para refletir e agir!

Reaja a Violencia Racial!
Valeu meu irmão por socializar as reflexões!

Minhas experiências com o “Caso Pinheirinho”

Se fossemos categorizar o que humanamente representa um choque, poderemos dizer que temos dois tipos, ou duas fases: há aquele choque que de tão forte, nos gruda, nos derrete, nos paralisa. Outro tipo é o choque que nos expele, quase como em uma catapulta, que consciente ou inconscientemente nos mobiliza, tira-nos da inércia do corpo parado, sem movimento.
A invasão das polícias e guardas locais e estaduais de São Paulo no bairro Pinheirinho em São Jose dos Campos (SJC) foi um Choque para além da Tropa. Mentiras, conversas e informações desencontradas, traições criminosas por parte do governo do Estado, quebra de pacto federativo, documentos judiciais praticamente adulterados, arbitrariedade e declaração de guerra, dentro do que foi calculado como um “estupro social” e a nítida expressão do “ódio ao povo trabalhador, pobre”.
O que dizer a uma criança que aos 10 anos vê o seu querido cachorro de estimação ser alvejado a sangue frio por um homem de farda, respaldado por poderes inimagináveis pela mente infantil? Aos dez anos de vida pouco importam as razões para tal. Algo que se tinha afeto morreu. E de forma brutal.
O que dizer sobre a impotência de um adolescente de 13 anos ao tentar defender o teto de sua família, seu espaço onde “cair vivo”, portando apenas um estilingue com uma mochila cheia de pedras, contra 2.000 policiais, dois helicópteros, sprays de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, armas menos letais – com balas de borracha – e armas extremamente letais – com balas de ferro e pólvora?
Oito anos de construção da vida – no bairro. Oito mil pessoas – no barro. Oito dias após esse ataque de guerra do governo de São Paulo em 22 de Janeiro de 2012, contra o fruto do desenvolvimento desigual e combinado do sistema do capital, netos da Lei de Terras e do pós-abolição, 507 relatos foram colhidos dos moradores socializados na igualdade de estarem sem moradias, por homens e mulheres embebidos da inércia do corpo em movimento, após o choque da invasão. Bom, seja a parcela que tomou posição a favor ou contrária à invasão orquestrada pelo maestro Geraldo Alckmin, o que é fato é que não se pode ficar indiferente. “É a ideologia, estúpido!”, nos diria Slavoj Zizek no seu livro “Primeiro como Tragédia, Segundo como Farsa”. Há ainda quem duvide disto?
Se engana quem pensa que a justiça é cega. Cega ela nunca foi, porque sempre olhou muito bem para seus protegidos. Classista, pró proprietários. Mudam-se os nomes e ramos dos beneficiados, porém, a parte que os cabem nesse latifúndio está, na maior parte das vezes, muito bem protegida. Donos de terras, bancos e empresas. Vários. Empresários!
O senhor Naji Nahas, libanês com cidadania brasileira, grande especulador financeiro, pivô da quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989, dono da Selecta, conglomerado de 27 empresas, estranha proprietária da área que compreende o que restou do bairro Pinheirinho, sabe bem o que é justiça. Como não saberia, já que mais uma vez a justiça lhe devolveu o que é seu, digamos, pelo Direito. Com a reintegração da posse do terreno – que inicialmente a polícia disse aos moradores que era apenas uma operação “pente fino”, até acionarem o “pente do chumbo grosso” – esse senhor ganha e muito com a venda do mesmo, para que se desconte da dívida com a prefeitura, parte de sua massa falida. Aliás, o que são 1.600 famílias de trabalhadores, perto de um empresário e dos possíveis rendimentos dessas terras?
Bom, palavras são coisas, são representações do real; e no momento o que é comum aos refugiados do Pinheirinho é que todos ficaram sem palavras!
Com o objetivo de ir contra esse fator, que retomo a ideia posta acima sobre a coleta dos relatos da ação criminosa, a fim de apurar os fatos, a partir de quem vivenciou e estava desarmado nisso tudo. Dentro de uma ação respeitosamente articulada pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE), durante praticamente toda a segunda-feira do dia 30 de Janeiro de 2012, em SJC, onde voluntários doaram seu tempo para o objetivo de apurar a verdade do que ocorreu, tendo como ponto máximo a Audiência Pública na Câmara dos Vereadores da cidade, a qual contou com a presença e de relatos que chocavam a cada palavra desde pessoas até então anônimas para a nossa república federativa, até representantes do movimento dos moradores, parlamentares e representantes diretos do governo federal.
Até um procurador da república, secretário nacional de articulação social, relatou em referência ao dia da invasão covarde, que estava no local pelo motivo de ter uma reunião agendada as 09:00h com os interessados no futuro da área e das famílias em questão, crente de que estava vigorando a liminar que dava mais 15 dias de respiro para os moradores, teve de correr dos policiais durante a invasão e retornar com a lembrança de seu próprio ferimento causado por um tiro de arma menos letal – de bala de borracha.
Ouvir que a ordem dada aos funcionários do Hospital Público Municipal de São José dos Campos era de receber todos os feridos enquanto indigentes e liberá-los enquanto indigentes, dói aos ouvidos e causa um rebuliço no estômago. Mesmo quando já esperamos tal atitude.
Saber que guardas civis municipais deram tiros com armas de fogo em direção da população, sem distinção, da mesma forma em que o sistema do capital abstrai a individualidade dos indivíduos que produzem as riquezas sociais, e exploram sem distinção desde que a valorização do valor (capital) seja garantida, nos demonstra que naquele momento, qualquer bala perdida encontrada no corpo de qualquer ser humano indesejável cumpriria sua função. Nisso, um corajoso indivíduo de nome David, encontra-se num hospital se recuperando do resultado de uma dessas balas sem distinção que atingiram ligamentos de seu corpo próximo à região da coluna vertebral, deixando-o com a perna esquerda sem os movimentos. Fato que ocorreu quando tentava proteger a vida de seu filho.
Ouvir relatos de pessoas dizendo que perderam seus empregos por terem faltado apenas um dia para o exercício de sua função, em razão da confusão que gerou a reintegração, simplesmente por serem “descobertos” como “ex-moradores do Pinheirinho”, no momento em que mais necessitam de uma seguridade financeira, é de balançar qualquer estrutura emocional! O emprego a ser perdido deveria ser dos mandantes e executores dessa barbárie.
Por parte do governo federal, espera-se mais que a lamentação, sobre o que em 1977 Fela Kuti cantou em referência ao fruto da invasão da polícia nigeriana à Comuna de Kalakuta, isto é, tristeza, lágrimas e sangue (sorow, tears and blood). Desapropriar o terreno e atrelá-lo a um projeto habitacional passa a ser a medida cabível e legalmente possível. Primeira dose do remédio anti-trauma. Inclusive, muitos apontaram que tal medida já está atrasada. Pois poderia ter evitado esse episódio catastrófico.
Se para Gyorgy Lukács o ponto mais alto do ser humano é a arte, por expressar o empírico da existência individual vivida no cotidiano, em conexão com a experiência humana genérica, geral nas suas relações e expressões, podemos dizer que a arte da guerra, pintada por Eduardo Cury (prefeito de SJC), Geraldo Alckmin (governador de SP), juíza Márcia Loureiro, juiz estadual Rodrigo Capez e Coronel Messias, contra a população excedente (para as empresas e governo), contra os indesejáveis de São José, pode ser colocado como o ponto mais baixo do que se pode chamar de humanidade, ao se referir à figura dessas pessoas e instituições representadas.
Como bem nos alarmou Istvan Meszaros quando em sua última passagem por São Paulo, em julho de 2011, o que nos resta é: “Socialismo, ou, Barbárie se tivermos sorte”. Nisso, a vida segue, mas traumas permanecem. Porém, a melhor citação que caberia para o momento seria a do grande rábula (advogado não diplomado do século XIX) Luiz Gama, um dos melhores, senão o melhor entre os abolicionistas em sua época, quando proferiu publicamente: “O escravo que mata o seu senhor, em quais circunstâncias for, o faz em legítima defesa!”
Muitas águas ainda estão para rolar no seguimento do fevereiro que é carnaval, e das águas de março. Audiências públicas, relatórios a serem entregues às instâncias municipal, estadual, federal e aos órgãos internacionais, a fim de que os bárbaros causadores da barbárie sejam responsabilizados. Há muitas outras informações que não estão escritas nesse texto. Escrevê-las todas não é o objetivo do que está sendo exposto, até porque relatórios contendo a integridade dos fatos, inclusive das articulações de bastidores, estão sendo produzidos para tornarem-se públicos. O que deve ser entendido nessas linhas é que a tragédia está posta, só tomemos muito cuidado com as farsas!                
Felipe “Choco”, 01 de Fevereiro de 2012
*Educador / Técnico – CEDECA Sapopemba
Membro do Grupo Kilombagem e
Fórum de Hip-Hop de São Bernardo do Campo

20 de janeiro de 2012

Salve rapa! Se liga no som! By Posse Hausa!

S10 - Vem Com Nóis
http://www.youtube.com/watch?v=ioKRw1Vp3es&feature=related

Alquimistas - Sou Assim
http://www.youtube.com/watch?v=UHOCw5IMnHg&list=UUC2dfZNKZiALN9acgxj7w6w&index=31&feature=plcp

e dentre esses tem outros mais no canal no Youtube....
www.youtube.com/poesiainterna

e alguns do "Diretamente das Ruas"

Indicação do parceiro Aruaque - Seja bem vindos!

segue mixtape dj Honerê hip-hop underground
Até breve rapa!

28 de outubro de 2011

Rapper Preto Wiil sofre racismo na estação do metrô Campo Limpo

Repassando mais um caso absurdo de discriminação. Reaja a Violência Racial!






Preto Will foi agredido fisicamente pelos guardas do metrô Campo Limpo no final desta tarde

por Nina Fideles
colaboração Jéssica Balbino


O rapper e ativisita cultural Preto Will, do grupo Versão Popular e membro da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia) foi vítima de uma agressão física no final da tarde no metrô Campo Limpo – SP.
Quando recebemos a notícia que o rapper Preto Will, do grupo Versão Popular, e poeta da Cooperifa, sofreu uma agressão – sem sentido tal qual toda intolerância -, no metrô Campo Limpo na Zona sul paulista, muitas agressões diárias, seja ela física ou simbólica, devem ser lembradas e instigar em nós o sentimento de indignação e revolta.


Em 1° de dezembro de 1955, Rosa Sparks resolveu não ceder o seu lugar em um ônibus para um branco. São 56 anos do fato e é triste constatar que coisas semelhantes ainda acontecem. Obviamente em outro contexto, outra realidade, antes que muitos achem absurda a comparação e vejam nestas diferenças que temos de época motivos para se calarem.


Preto Will foi agredido no metrô Campo Limpo pelos seguranças, que o estavam encarando. Ele foi agarrado pelo colarinho e pelas costas com uma gravata e levado para fora da estação. O segurança ainda disse que se ele quisesse que pegasse o ônibus, pois de metrô ele não iria. Ele passou pelo hospital e está bem. Após ter passado dez dias ininterruptos promovendo a cultura, a arte da periferia com a realização da 4° Mostra Cooperifa, isso acontece.


Um caso entre muitos que acontecem cotidianamente e ficam apagados e passam despercebidos por muitos motivos. Preto Will é nosso amigo, militante da cultura negra, da cultura periférica, e canta a favor desta periferia e suas famílias. Pelo James Bantu que também foi humilhado em uma agência no Banco do Brasil ainda este ano. Por muitos os casos. Segue a pergunta: até quando a cor da pele pagará o preço pelo seu valor?

Que estes seguranças passem por constrangimentos públicos e paguem o que a justiça lhes preparar. E que atitudes de racismo sejam denunciadas nas ruas, nas redes sociais, em todo e qualquer lugar, pois este mau se fortalece quando nos calamos e cruzamos os braços, fingindo não ser comigo ou com você. Racismo é doença e precisa ser combatido.


Neste momento, ele está no Hospital do Campo Limpo fazendo o exame de corpo de delito. Há algumas escoriações pelo corpo do músico.

Assim que for liberado, ele deve retornar a 37ª Delegacia de Polícia no Campo Limpo, onde deverá prestar mais depoimentos.


Ativistas culturais de todo país estão mobilizados para exigir retratação diante do caso. Uma mobilização, pelo twitter, já começou, com a disseminação da hashtag #RacismonoMetrôCampoLimpo.



15 de março de 2011

MOBILIZAÇÃO CONTRA O GENOCÍDIO DA POPULAÇÃO NEGRA - ATO PÚBLICO DIA 21/3/2011

Para aqueles que ainda duvidam a respeito do genocidio de nosso povo...
Mais de 500 mil pessoas foram mortas no Brasil entre 1997 e 2007

21 de Março, Segunda Feira
Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial

Local: Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal - Centro - SP
Concentração e agitação a partir das 12h – a tarde toda

Ato político-cultural às 18h

Todos contra o Genocídio da População Negra!

E desde já fica convocada a próxima reunião do COMITÊ para a próxima sexta-feira, dia 18 de Março, às 18h, na Rua Abolição, 176 - Bela Vista – SP (Escritório Central da UNEafro-Brasil)

TODOS/AS CONVIDADOS/AS!

ORGANIZAÇÕES DO MOVIMENTO NEGRO E DO MOVIMENTO POPULAR, POSSES E GRUPOS DE HIP-HOP, SINDICATOS, IGREJAS, ASSOCIAÇÕES COMUNITÁRIAS, ORGANIZAÇÕES ESTUDANTIS E LUTADORES POPULARES, TODOS/AS CONVIDADOS A CONSTRUIR!

Organizações representadas em reunião de 11/03:
Apropuc
Assembléia Popular
Círculo Palmarino,
Comitê Paulista para imigrantes e refugiados
CMP
Construção Coletiva
Consulta Popular
MMC
MNU
Mandato Ver. Carlos Neder (PT)
MH2O
Movimento Anarco Punk de SP
Ouvidoria da Policia de SP
Revista Debate Socialista
Sindicato dos Advogados de SP
Tribunal Popular
UJR
UNEafro-Brasil

2 de março de 2011

SEMANA DO HIP HOP 2011 – HIP HOP COMBATENDO A VIOLÊNCIA CONTRA A JUVENTUDE NEGRA


Hip Hop paulistano diga Oooh! Diga Oooh!

SEMANA DO HIP HOP 2011 – HIP HOP COMBATENDO A VIOLÊNCIA CONTRA A JUVENTUDE NEGRA.

O Fórum de Hip Hop Municipal SP em parceria com a prefeitura, representada pelas secretarias de Cultura, Educação e Participação Parceira realizarão a Semana do Hip Hop 2011, lei municipal 14.485/2007, que será executada de 13 á 21 de março, na cidade de São Paulo. Nas mesas de bate papo o Movimento Hip Hop junto com a sociedade civil e poder público dialogarão sobre o tema Hip Hop Contra a Violência. As atividades acontecerão na Câmara Municipal de São Paulo, Galeria Olido, quatro CÉUS, e Boulevard São João para finalizar atividades. Além das apresentações artísticas haverão workshop´s dos quatros elementos, produção musical, moda, literatura. Você não pode ficar fora dessa, venha fazer barulhoooo!

Apesar da Semana do Hip Hop 2011 representar uma conquista do Movimento Hip Hop, não teremos somente atividades festivas ou comemorativas. A organização preparou consideráveis intervenções reflexivas e de diálogo com o poder público em importantes espaços paulistanos, na periferia e no centro.

Fórum Hip Hop Municipal SP
Criado em 2005 é um espaço e canal de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública municipal com objetivo de discutir políticas públicas e criar critérios públicos que direcionem a relação entre o poder público e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores.

Os encontros e discussões do Fórum ocorrem a partir de 8 eixos temáticos:
  • Difundir o Hip Hop
  • Elaborar políticas públicas de juventude
  • Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação
  • Combater a discriminação de gênero
  • Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade
  • Combater a discriminação racial
  • Atuar contra a violência policial
  • Debater geração de emprego e renda

Programação

Domingo dia 13/03/2011 Zona Central - Horário: 12:00hs/20:00hs
Tema Principal:“O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra”
Local: Galeria Olido -  Avenida São João, 473
12:00hs/13:30hs - Tema “O Hip-Hop em São Paulo: Genocídio, violência, movimento, auto-estima”
13:40hs/15:00hs - Tema “História viva do Hip-Hop em São Paulo”
15:10hs/16:30hs - “Debate Hip-Hop em ação: Periferia, Políticas, Cultura, Educação, Geração de renda”
16:40hs/18:00hs - “Debate Produção de Hip-Hop: Literatura, Vídeo, Moda, Internet e Possibilidades”
18:00hs/20:00hs - Apresentações Freestyle: Toca discos, microfones e pistas livres

Segunda-Feira dia 14/03/2011- Horário: 15:00hs/17:00hs
Tema Principal: “O Hip-Hop combatendo a violência contra juventude negra”
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacarei, 100 - Auditório Prestes Maia - 1ºandar

Horário: 19:00hs/21:00hs
Cine/Projeção de Clipes Hip-Hop Produção Brasileira - Sala Mario Pedrosa (Espaço Expositivo – Sobreloja)
Local: Galeria Olido -  Avenida São João, 473
19:00hs/21:00hs Inicio das apresentações artísticas
Apresentações Freestyle: Toca discos, microfones e pistas livres

Terça-feira dia 15/03/2011 Zona Leste
Tema Principal: “O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: “Mulher – Saúde Educação”
Local: CEU Jambeiro - Rua Manuel Calhamares, 21500
16:00hs/17:30hs – Workshops Quatro Elementos
18:00hs/19:30hs- “O Hip-Hop combatendo a violência contra juventude negra:Mulher – Saúde – Educação”
19:30hs-21:25 : Apresentações artisticas dos quatro elementos

Quarta-feira dia 16/03/2011 Zona Sul
Tema Principal: “O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: “Drogas – Geração de renda – Segurança Pública”
Local:CEU Casa Blanca - Rua João Damasceno, 21500- Vila das Belezas
16:00hs/17:30hs – Workshops Quatro Elementos
18:00hs/19:30hs-“O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: “Drogas- Geração de renda – Segurança Pública”
19:30hs-21:25 : Apresentações artisticas dos quatro elementos

Quinta-feira dia 17/03/2011 Zona Oeste
Tema Principal: “O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: “Racismo – Exclusão – Descaso Urbano”
Local:CEU Perus
Rua Bernardo José de Lorena, s/n
16:00hs/17:30hs – Workshops Quatro Elementos
18:00hs/19:30hs-“O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: Racismo – Exclusão – Descaso Urbano”
19:30hs-21:25 : Apresentações artisticas dos quatro elementos

Sexta-feira dia 18/03/2011 Zona Norte
Tema Principal: “O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: “Políticas Públicas (Federal, Estadual, Municipal) – Qualificação – Implementação - Acesso”
Local:CEU Jaçanã -Rua Antônio César Neto, 105
16:00hs/17:30hs – Workshops Quatro Elementos
18:00hs/19:30hs-“O Hip-Hop combatendo a violência contra a juventude negra: “Políticas Públicas (Federal, Estadual, Municipal) – Qualificação – Implementação - Acesso”
19:30hs-21:25 : Apresentações artisticas dos quatro elementos

Sábado dia 19/03/2011 Zona Central Horário: 09:00hs/21:00hs
Local: Galeria Olido -  Avenida São João, 473
Workshop: 10:00hs/ 13:00hs
13:00hs/21:00hs – Apresentações de encerramento.

Imprensa:
André Luiz dos Santos (Rapper Pirata)
Fone: 11 8216 2160
rapperpirata@gmail.com
Mtb:41831/SP
Geraldo Brito
Fone: 11 9556 1766
geraldoreportagem@yahoo.com.br
Mtb: 49219/SP

Informações: 
forumhiphopeopoderpublico.blogspot.com

20 de dezembro de 2010

IMAGENS DA EXPOSIÇÃO DO LEVANTE DOS MALÊS NA FEIRA PRETA

Assalamu Waleikum!

Só é escravo quem tem medo de morrer! A luta e constante para o resgate de nossa identidade, doa a quem doer, será algo constante para nós! Estaremos seguindo nossa continua contribuição em socializar conhecimento levando ao nosso povo uma visão muitas vezes negligenciada pelo próprio movimento negro sobre essa importante referencia de luta e resistência negra que foi o levante dos malês. Não existe em nossa história escravidão sem resistência, sem luta e sem vitorias diante a guerra desproporcional a qual estávamos submetidos. As conquistas de hoje deve-se a resistência ancestral que jamais deverá ser esquecida por sua descendência. Nos Hausas, e do coletivo Pan-africanista do MNU com apoio do Centro de Divulgação do Islam para América Latina tem orgulho em dispor a todos/todas essa exposição. Caso queira obtê-la ou agendar sua exibição em sua escola, faculdade, ONG, sindicatos, prefeituras e outras instituições diversas, favor entrar em contato no fone 011 7846-8847 nextel 1*5822 / 011 4122-2400 CDIAL falar com Honerê Al-amin Oadq. Sejam bem vindos! Segue algumas fotos da Feira Preta onde estivemos no Espaço Reflexão através do convite do Coletivo Malungos - USP LESTE (Valeu Renato!) com palestras e debates de primeira com muitos ícones da luta negra brasileira. Logo abaixo as imagens do evento na USP Leste na 2ª Semana da Consciência Negra da USP-LESTE com o Tema Histórias não Contadas, primeiro lugar onde foi exposto nosso novo trabalho. Informo que essa exposição é diferente da 1ª feita em 2007. Desta vez fizemos um olhar especifico islâmico e de movimento negro pois até então não existia um material desse porte que nos contemplávamos sempre (lógico) sem fugir das fontes seguras e de novas linhas de pesquisa que abrilhantaram ainda mais o resultado desse trabalho.

E desse jeito! Força e resistência Sempre!

Honerê Al-amin Oadq

oadq@hotmail.com


ROSANGELA DO CDIAL RECEBENDO NOSSOS VISITANTES
UMA DAS MESAS COMPOSTAS PELO COLETIVOMALUNGOS
QUILOMBOJE NA SALA REFLEXÃO
ALTO GRAU DE CONTEUDO
VISITANTES DA EXPOSIÇÃO

RENATO-ORGANIZADOR DO ESPAÇO REFLEXÃO
(PARABÉNS IRMÃO! TAMO JUNTO!)

EXPOSIÇÃO LEVANTE DOS MALÊS - RESISTÊNCIA AFRICANA MUÇULMANA NO BRASIL- SEC XIX

fotos da EXPOSIÇÃO NO PROJETO 2ª SEMANA DA CONSIENCIA NEGRA DA USP-LESTE - HISTÓRIAS NÃO CONTADAS (VALEU RENATO E EQUIPE PELO HONROSO CONVITE!)

PALESTRA JORGE PONTES

PLATEIA DA PELESTRA LEVANTE DOS MALÊS




SEGUE AGORA OS BANNERS DA EXPOSIÇÃO - BOA LEITURA!






23 de abril de 2010


Com a proposta de aproximar o Hip Hop cada vez mais da humanidade, acreditando na Sustentabilidade do Hip Hop,O Forum de Hip Hop de Sao Bernardo do Campo, sabe da importancia e de que devemos fazer nossa liçao de casa,onde todos possam ter conhecimento da Cultura Hip Hop Completa, do mesmo modo que ela surgiu e transformou geraçoes pelo Mundo, por isso eu te convido e pode chamar os vizinhos, divulgar, porque quando se faz no coletivo e a proposta é real acho que o resultado vem naturalmente, pode chegar.

Black Alquimista

20 de abril de 2010

Morre o lendário rapper Guru, pioneiro do hip-hop/Jazz


Morre o lendário rapper Guru, pioneiro do hip-hop
O MC Guru, que tinha câncer, preconizou abertura do gênero a outros ritmos e foi mentor do projeto Jazzmatazz
20 de abril de 2010 15h 34

Jonne Roriz/AEO Rapper Guru durante show no bar Mata Café - SÃO PAULO - Morreu ontem de câncer, aos 43 anos, o rapper Guru, como era conhecido o produtor e músico e MC norte-americano Keith Elam. Guru esteve no Brasil três vezes (em 1999, 2005 e 2008). Foi pioneiro na fusão de hip-hop com jazz que viria a ser o embrião do acid jazz (ou jazz rap, como preferem alguns).

O nome Guru veio das iniciais da expressão Gifted Unlimited Rhymes Universal (Abençoadas Rimas Universais sem Limites), que ele adotou no início da carreira (assinou também Keithy E. por um tempo). Nos anos 1990, com o projeto Jazzmatazz, ele preconizou um amálgama de diferentes gêneros no rap: além do jazz, R&B, soul, funk e baladas românticas. Gravou e produziu músicas com artistas de diferentes praias, como The Neptunes, Isaac Hayes, o saxofonista Donald Harrison, o flautista Najee e o DJ Premier.

Na terceira fase do projeto Jazzmatazz, ele produziu um verdadeiro inventário da música black: com os veneráveis The Roots, gravou a faixa Lift Your Fist; os vocais macios de Erikah Badu estão em Plenty; e a voz vibrante e insolente de Macy Gray encorpa All I Said. Também arquitetou faixas com Herbie Hancock, Angie Stone, Junior Reid, Kelis, Les Nubians e Amel Larrieux.

"Sempre vou em busca do produtor com o qual sonho trabalhar, e vou atrás dos vocalistas com os quais eu sonho gravar. É mais ou menos como ir a um alfaiate e pedir que ele corte um terno sob medida, algo que caiba perfeitamente em você. As pessoas vieram para gravar comigo e me deram mais do que emprestam aos seus trabalhos regulares: elas me deram sua alma", disse o artista ao Estado, em entrevista exclusiva, em 2005.

Nascido em 17 de julho de 1966 em Roxbury, Massachusetts, ele iniciou a carreira na histórica dupla de hip-hop Gang Starr, ao lado do DJ Premier - milhas de distância daquela coisa glandular do gangsta rap. Após 7 álbuns com o Gang Starr, Guru separou-se do DJ Premier e criou o próprio selo, Seven Grand. Nos anos 2000, começou a excursionar com o MC Solar e o DJ DooWop.

O produtor Solar, que foi amigo e colaborador de Guru nos últimos anos, postou uma mensagem sobre a morte do parceiro: "O mundo perdeu um dos melhores MCs e ícones do hip-hop de todos dos tempos, meu leal melhor amigo, parceiro e irmão, Guru. Guru batalhou contra o câncer por cerca de um ano e perdeu sua batalha. Esse era um assunto que Guru quis manter privado até que vencesse a parada mas, tragicamente, isso não aconteceu. O câncer o levou. Agora o mundo perdeu um grande homem e um gênio verdadeiro."

Tinha um discurso antimercantilização do rap, mas era contraditório ao mesmo tempo - chegou a vender calcinhas fio dental da marca Gang Starr durante show aqui no Na Mata Café, em 2005. Em uma de suas músicas, Hall of Fame, alertava para os riscos da cooptação mercadológica e ideológica. "Se eu vender tudo/Posso ter vendido milhões/Mas, em um minuto, tenho de abraçar bilhões/Porque depois da charada e depois da parada/Os manos têm de pagar tributo ao mestre do comércio."

Entre os colegas do gênero, era um dos mais bem informados, e sua música denunciava influências de Art Blakey e Miles Davis, Gil Scott-Heron e Grandmaster Flash, Kurtis Blow e LL Cool J.J

fonte estadão

Em uma carta direcionada aos "fãs, amigos e pessoas amadas", o rapper afirma que não autoriza o DJ Premier a atuar com o nome Gang Starr.

"Quaisquer prêmios ou homenagens devem ser aceitos, organizados e aprovados por Solar em meu nome e do meu filho, até que ele tenha idade para tomar as decisões ... Eu não tive nada a ver com ele (DJ Premier) por mais de sete anos e não quero nada com ele na morte. Solar tem minha história de vida e está bem informado sobre minha situação familiar, assim como a verdadeira razão para a separação da dupla", escreveu MC Guru.

Ao saber da notícia, DJ Premier prestou uma homenagem em seu blog, Djpremierblog.com .

"Nossas mais sinceras condolências à família do Guru e entes queridos neste momento difícil", afirmou.

O Hip-Hop no Mundo Inteiro tá de luto!

A Hausa lamenta profundamente essa grande perda!
Hip-Hop não Pára! Nossa História não se apaga!!!
Bola pra frente...