<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607</id><updated>2009-12-12T13:24:46.576-02:00</updated><title type='text'>POSSE HAUSA</title><subtitle type='html'>HIP-HOP COM RESPONSABILIDADE RACIAL!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-3817840144665917010</id><published>2009-11-17T20:34:00.002-02:00</published><updated>2009-11-17T20:49:52.641-02:00</updated><title type='text'>FORUM DE HIP-HOP DE SÃO BERNARDO CADASTRAMENTO PARA O FORUM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SwMoRpQzwtI/AAAAAAAAAEc/XwXzDoHHnrY/s1600/cartaz_verssao_impressao.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 397px; DISPLAY: block; HEIGHT: 530px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405208261373969106" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SwMoRpQzwtI/AAAAAAAAAEc/XwXzDoHHnrY/s320/cartaz_verssao_impressao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;DIA 22 DE NOVEMBRO AO LADO DA PISTA DE SKATE - VARIAS ATRAÇÕES - MUITA MUSICA NEGRA NA CABEÇA EM COMEMORAÇÃO AO DIA NACIONAL DA CONSCIENCIA NEGRA E PELO DIA MUNDIAL DO HIP-HOP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;COMPAREÇA!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-3817840144665917010?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/3817840144665917010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=3817840144665917010' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3817840144665917010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3817840144665917010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/11/forum-de-hip-hop-de-sao-bernardo.html' title='FORUM DE HIP-HOP DE SÃO BERNARDO CADASTRAMENTO PARA O FORUM'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SwMoRpQzwtI/AAAAAAAAAEc/XwXzDoHHnrY/s72-c/cartaz_verssao_impressao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-2971663059021625279</id><published>2009-10-03T06:22:00.000-03:00</published><updated>2009-10-03T06:24:33.829-03:00</updated><title type='text'>UM POUCO DE HISTORIA...DJS - SÃO PAULO</title><content type='html'>KL Jay, DJ Hum, Grandmaster Ney, Nutz e DJ King&lt;br /&gt;Uma segunda-feira fria de julho, um célebre bar na esquina mais famosa de São Paulo vê um verdadeiro panteão reúne-se ao redor de uma mesa para contar a história do DJ de hip hop no Brasil. Sentados lado a lado estavam Grandmaster Ney, precursor do hip hop nas equipes de som black dos anos 70 e 80; DJ Hum, que fez seu nome ao lado do rapper Thaíde; KL Jay, a base musical dos Racionais MCs e organizador do festival Hip Hop DJ; King, que manipula as picapes para Xis, entre outros; e Nutz, que fez seu nome ao lado do Planet Hemp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de seus trabalhos originais, todos eles são veteranos na noite paulistana e tocam em várias casas noturnas, produzindo discos e se apresentando por todo o Brasil. Ou seja: não foi fácil reunir esses caras. Mas uma vez reunidos, os caras soltaram o verbo. Primeiro, KL Jay, Hum e Ney contaram sobre os primórdios e a fase da São Bento, sempre de um ponto de vista bem-humorado e saudosista. Nutz e King participaram de leve, comentando e ajudando os três se lembrarem de datas, nomes e detalhes que cresceram ouvindo falar. Depois, os dois entraram no papo de uma vez e ajudaram a contar a história de suas vidas - e do hip hop brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ney: Eu nasci com disco no sangue. Toda minha família, os irmãos da minha mãe, organizava bailes. Meu tio, o falecido Zé Carlos Vitrola, foi o primeiro DJ a tocar só com a vitrola, separado do resto do equipamento. Daí veio o nome dele. Era uma época em que os DJs tocavam sentados. Não tinha mixer, fone, feltro no prato pra parar o disco… Nada disso. O pessoal tocava os discos no tato. Isso no final dos anos 60, quando os bailes tavam começando a tocar as coisas mais antigas, voltando pro soul e eu comecei a procurar as coisas novas.&lt;br /&gt;KL Jay - Minha mãe escutava rádio AM e ouvia muito Roberto Carlos, John Lennon, trilha de novela… Mas o pessoal começou a falar de FM, de umas rádios que tocavam um tal de funk: Excelsior, Jovem Pan, Cidade, Antena 1… Meu pai tinha um radinho que pegava FM e quando ele ia trabalhar eu botava na FM e ficava ouvindo os sons, Gap Band, One Way…&lt;br /&gt;Hum- Quando eu mudei pra Ferraz de Vasconcelos, meu tio me falou “leva uns discos” e aos poucos eu fui vendo que essa era a diversão do pessoal, tocar discos na rua, fazer bailinhos. Comecei assim, tocando em bailinhos pra arrecadar grana pra formatura da oitava série. Todo mundo começou tocando em bailinho. Eles foram a grande escola. A gente levava os discos que tinha, não tinha essa de discos mais tocados. Eu lembro que tinha o famoso questionário: você chegava no lugar e o pessoal começava a perguntar o que você tinha. “Tem o álbum tal? O meu é de 77″, “o meu é de 79″.&lt;br /&gt;Ney - Meu tio morreu de tuberculose aos 26 anos, em 73, e antes de morrer ele falava que ia me levar pros bailes que ele tocava: Maison Suíço, SP Chic, Telefunken… Mas ele morreu antes. E depois de ele morreu, eu toquei em todos essas casas que ele falou.&lt;br /&gt;Hum- Era uma época em que os DJs tocavam de costas pro público, com um espelho na frente, pro pessoal ver. Mas não encarava o público.&lt;br /&gt;Ney - Eu comecei a manipular os discos, mas eu não fui o primeiro. O primeiro foi o Paulão, que foi preso e depois sumiu… Tem muita gente que acha que eu inventei a roda, mas ele foi o primeiro. Comecei tocando em bailinhos com o meu irmão e aos poucos fui evoluindo. E as coisas também. Costumo dizer que, dos anos 70 pra cá, tudo que aconteceu de inovador veio da música negra.&lt;br /&gt;KL Jay - Tudo veio da África, tudo veio do tambor.&lt;br /&gt;Hum- Nos anos 70, o negro brasileiro tinha dois estereótipos, o carnavalesco e o que depois começou a ser chamado de black. Foi importante porque era uma época que a gente não tinha informação e as equipes de som - como a Chic Show, a Black Mad, a Zymbabwe… -, apesar de ter um lado burocrático, eram quem deixava a gente um pouco informado sobre o que acontecia lá fora.&lt;br /&gt;Ney - Foi quando as coisas começaram a mudar. Apareceu o Grandmaster Flash e ele virou meu ídolo. Eu tocava tudo quando era estilo usando as bases do Flash, as referências que eu usava eram dele. E o Mister Gil, que se apresentava comigo, começou a me chamar de Grandmaster Ney, que acabou ficando. Era uma época que ainda existiam os vendedores ambulantes de disco, eu mesmo vendi disco. A gente vendia para umas equipes e outras ficavam sem. E os discos iam ficando raros.&lt;br /&gt;Hum- As equipes eram concorrentes e todo mundo concorria com todo mundo: o melhor DJ, o melhor dançarino, a melhor rádio. Todo mundo tinha um “escutador”, pra reconhecer as músicas que os outros tocavam e pra ouvir se o equipamento de som era bom mesmo. Quando o som era bom, o tímpano voava! E ninguém se metia a ser o “escutador” do Chic Show, por causa da altura do som.&lt;br /&gt;Ney - A gente ia pro Rio comprar disco importado, que chegavam direto no porto. O Rio era o melhor mercado de disco de vinil do Brasil, o dobro de São Paulo. Na volta, a gente vinha apagando o rótulo.&lt;br /&gt;KL Jay - A fogueira das vaidades! Era o medo de informar, pra você ver!&lt;br /&gt;Ney - Tinha aquela história de subir na mesa e ficar rodando a cabeça pra conseguir ler o rótulo!&lt;br /&gt;Hum- Mas o Rio era muito organizado, até hoje ainda tem a associação de equipes de som.&lt;br /&gt;Ney - E a cultura dos bailes já era administrada pelos DJs: as equipes tinham o equipamento e chamavam os DJs que traziam o material. Uma organização absurda! Não tinha o que tinha em São Paulo, os DJs de lá trocavam informação, discos, “me empresta teu disco que eu vou tocar no meu baile”.&lt;br /&gt;Hum- Esse lance da informação começou a ser quebrado na época da São Bento, quando a gente começou a ouvir aquele funk falado, que depois a gente descobriu que era o rap.&lt;br /&gt;KL Jay - Tinha isso da troca, na São Bento. Eu comecei lá dançando break, vendo os vídeos, Beat Street, o do Malcolm McLaren, o Chic… E essa onda começou a me levar.&lt;br /&gt;Ney - Eu tocava nos bailes que não permitiam que se dançasse break, rolava discriminação. Mas eu tinha ficado fissurado naquilo, roubei a fita do Beat Street da locadora, que eu tenho até hoje.&lt;br /&gt;Hum- O pessoal do punk, que na época tava saindo da São Bento, passou muita informação pra gente, mostrou muita coisa, The Clash… A gente era vanguarda, era uma coisa diferente dos bailes.&lt;br /&gt;KL Jay - É bom frisar que o que acabou com os bailes foi a mesquinharia. O Ney era o único cara do Chic Show que não tinha o pensamento dos caras.&lt;br /&gt;Ney - Lembro do DJ Hum com toca-discos Garrard no chão, procurando um ponto de luz pra ligar e botar os caras pra dançar break. Foi quando começou o rap em São Paulo. O Nelson Triunfo (pioneiro do break no Brasil) foi praticamente o pai de tudo.&lt;br /&gt;KL Jay - O esquema da dança de soul e funk era uma espécie de protesto visual, uma auto-afirmação. Mas o hip hop era mais agressivo. O DJ pegava o disco e “falava” usando as mãos: “Polícia filha da puta!”, “Racismo o caralho!”.&lt;br /&gt;Hum- Em 82 eu vim pro Centro e vi o Nelsão dançando break, os caras tipo robôzinho… Naquela mesma noite eu ia tocar em um casório. E eu pensei em levar os caras, pra dançar na quebrada. Eu morava num lugar que se eu não fizesse nada, ou os caras passavam o dia fumando maconha ou saíam metendo bala. Então eu era meio “empresário” no lugar. Catei dois neguinhos, ensinei os caras como era a dança e levei pro casamento. Foi a pior coisa que eu fiz na vida (risos). No meio da festa - isso numa sala, o sofá de um lado, a estante do outro, o retrato de Nossa Senhora num canto… -, parei o som e disse: “Agora com vocês, dois caras que eu trouxe da cidade”, olha o 71 (risos), “que vão mostrar a nova dança, a dança do robôzinho!”. E os caras não sabiam fazer direito e neguinho ficava se perguntando: “Que palhaçada é essa?” (risos).&lt;br /&gt;Ney - Fiquei com medo quando eu vi o break na abertura da novela das oito (Partido Alto, da rede Globo). Porque era só ir pra Globo pro negócio falir, foi assim com a discoteca, com o Dancin’ Days. Pensei que o break ia morrer. Tanto que ficou um tempo meio sumido, meio parado…&lt;br /&gt;KL Jay - Rolava uma zoeira do pessoal do samba, que era mais arrumadinho e falava: “ih, lá vem aqueles caras que gostam de limpar o chão com o corpo, de fazer vuk-vuk nos discos”. Mas entre os DJs, tanto de funk quanto de hip hop sempre teve um respeito mútuo.&lt;br /&gt;Ney - Mas eu fui interrogado na São Bento, “o que é que você tá fazendo aqui?”, porque eu era da Chic Show. Mas o negócio começou a crescer tanto que foi quase mágica, logo estava em todos os lugares, tinha crescido muito. E o Luizão do Chic Show me chamou pra fazer um disco de rap, com o MC Jack e o Naldinho.&lt;br /&gt;Hum- Foi quando a gente descobriu que existia uma maquininha chamada mixer. A gente não sabia como os DJs faziam. “Como é que eles fazem isso?”.&lt;br /&gt;KL Jay - A gente achava que os caras é quem produziam o som. Só depois que a gente soube que eles pegavam músicas de 10, 20, 30 atrás.&lt;br /&gt;Hum- Todos nós copiamos o Eazy Lee, o DJ do Kool Moe Doe, que veio para o Brasil.&lt;br /&gt;Ney - Foi o que quebrou a gente. A gente nunca tinha visto um DJ fazer performance até o cara fazer os scratches com os discos do Tim Maia.&lt;br /&gt;KL Jay - Com discos de música brasileira! Eu pirei! “Você mentiu-ti-ti-tiu!”. Nossa, mano! Que mágica!&lt;br /&gt;Hum- Um dia, um cara me viu fazendo scratch e falou que eu tocava igual aos americanos. E me levou pra uma festa, a maior das equipes amadoras. E o cara anunciou: “Agora vamos trazer aqui o Humberto, que faz igual os americanos!” (risos). E eu fazendo a mixagem na mão, com a vitrola de madeira. E o cara: “Faz que nem os americanos, os caras tão aqui pra ver!” (risos). E neguinho achando que eu ia dançar break, jogar basquete (risos).&lt;br /&gt;Ney - Quando a gente tocava no interior, o Natanael (Valença, um dos fundadores da equipe Chic Show, já falecido) chegava e falava: “Faz aquelas performances!”. E eu fazia os back-to-back, pintava e bordava… E quando desligava o toca-discos, ficava todo mundo ali parado , olhando pra minha cara.&lt;br /&gt;Hum- É difícil…E show de rap? “Com vocês, Fulano de Tal!”. Podia ser quem fosse, podia estar estourado no rádio, e os caras ficavam lá, batendo o pé…&lt;br /&gt;KL Jay - Virava de costas!&lt;br /&gt;Hum- Isso quando o show era bom. Se fosse ruim, os caras tacavam coisas…&lt;br /&gt;Ney - Aí o Natanael sacou que tinha que preparar o povo, explicando: “Ele fica repetindo a mesma frase nos dois discos…” e aí sim o pessoal gostava. Mas da segunda vez não dava mais, não tinha mais novidade. Aí quando eu voltei a fazer interior, pensei: “Vou chamar outro DJ pra tocar comigo”.&lt;br /&gt;Hum- Pra fazer igual os americanos… (risos)&lt;br /&gt;Ney - A primeira vez que a gente se apresentava era legal, mas da segunda vez o povo virava e “pô, esse negócio de novo?”. Aí eu pensei em fazer algo diferente, em inovar. E convidei o Humberto pra fazer back-to-back de dois…&lt;br /&gt;Hum- Isso foi legal…&lt;br /&gt;Ney - Eu saía e o Humberto entrava, ele saía e eu entrava… E a casa veio a baixo. Mas na segunda vez, de novo, já não valia mais a pena, porque o público não gostava. Aí levamos três e a gente corria em volta da mesa! (risos) Chegou uma hora que não tinha mais o que inventar. Eu subia na mesa e mexia com o pé, que me valeu uma dor na coluna que eu tenho até hoje…&lt;br /&gt;Nutz - E não tinha aquela coisa de mexer o fader com a bunda?&lt;br /&gt;Hum- Tinha. Tinha um truque que era maior embromation, mas o pessoal gostava. O cara tirava o tênis e mexia no crossfader e a galera: “‘Ó lá, o cara fez com o tênis!”. (risos)&lt;br /&gt;Ney - O Ricardo Medrano falou que ia fazer com o pé, só que ele era deficiente físico. Aí no meio da apresentação, ele não me tira a perna mecânica pra fazer os scratches? (risos)&lt;br /&gt;KL Jay - E ainda mostrou a bunda depois da apresentação, com o Olympia lotado.&lt;br /&gt;Ney - Isso foi no segundo DMC (campeonato de DJs realizado em São Paulo entre 88 e 97). Nós três, eu, o Kléber e o Humberto, competimos nos três primeiros. O primeiro tinha só amigo da gente. Eu lembro do KL Jay ir lá na rádio que eu trabalhava e dizer que tinha um 12 polegadas do “It Takes Two”, do Robbie Bass: “Eu tenho um bagulho louco pra fazer com esse som, mas eu não tenho o outro”. Como não tem? Aí eu fui lá no case do Chic Show e roubei o álbum emprestado. E pedi: “Não coloca uma marca nesse disco, pelo amor de Deus!”. Ele fez a performance, eu devolvi o disco e até hoje ninguém sabia disso.&lt;br /&gt;Hum- Houve um estudo, um aprendizado autodidata, isso no fim dos anos 80, 88, 89… A gente fazia umas audições e ficava pensando como é que os caras faziam aquilo. A gente não sabia o que era um sampler, sampleava as coisas usando fita. Até que começou o SPDJ, no Santana Samba, que foi a primeira festa feita para DJs de hip hop, direcionada para DJs.&lt;br /&gt;Ney - Foi a época que eu saí da Chic Show. As equipes proibiam você de falar que músicas você tocava, se você fosse funcionário. Eu toquei a primeira música do Soul II Soul no Brasil por um ano e meio, sem que ninguém soubesse o que era…&lt;br /&gt;KL Jay - Mas você foi o primeiro que tocou A Tribe Called Quest em São Paulo. O Luizão do Chic Show tocou o Princess of the Posse, da Queen Latifah, quando saiu sem falar pra ninguém o que era.&lt;br /&gt;Ney - E quando você saía da equipe, você tava morto, porque os discos, os equipamentos, os contatos… Tudo era da equipe. Fora que neguinho falava que você tinha saído porque roubava. E eu que ensinei todo mundo: Duda, Eazy Nylon, Don Black… E vi uma das pessoas que montou o Chic Show, o Natanael, ser discriminado lá dentro. Aí eu entreguei os discos e saí. Eu não tinha mais como crescer ali dentro. Foi quando eu comecei a tocar nos Jardins. E o Natanael me viu saindo e tomou coragem pra sair. Foi quando começamos a tocar direto no interior, Campinas, Sorocaba, Jundiaí… E montamos o SPDJ, que era uma festa itinerante. E depois nos instalamos no Santana Samba, nas quartas-feiras, e a comunidade abraçou. As festas especiais do mês lotavam, todo mundo queria tocar, mesmos os consagrados. Eram quatro mil pessoas espremidas num cubículo, gente pendurada no exaustor.&lt;br /&gt;KL Jay - Foi a época que o CD começou a se popularizar. E a maioria do pessoal abraçou o CD. Vendeu os toca-discos! Vendeu os discos! O que você via MK2 baratinho vendendo, quase dada!&lt;br /&gt;Nutz - Eu comecei nessa época. O pessoal falava: “Não compra MK2!”. Isso em 92, 93… Antes tinha uma coisa até saudável, de ir todo o fim de semana na Truck’s ver os discos que tinham chegado. Comecei fazendo som em festas, na sexta, sétima série. A equipe chamava DJ Action e eu ouvia as coisas na 105. A equipe acabou e eu conhecia a galera, o centro, a São Bento, e continuei tocando. Comecei a tocar na noite ainda menor de idade.&lt;br /&gt;King - Eu já acompanhava o pessoal montando som, mas só fui entrar mesmo quando vi os Racionais tocando no Tom Tom, uma casa lá em Suzano, que era onde eu morava. Fiquei só olhando o Kléber e depois comecei a seguir o cara, o Humberto, o MC Jack. Como eu morava muito longe, não peguei a São Bento no início, mas ouvia a Zymbabwe, a Black Mad… Comecei nessa época, do Santana Samba, dos shows no Projeto SP. Eu pegava trem e era uma época que eu tinha que andar com um povo, porque tinha os carecas, os white power, que davam porrada. Na época eu trabalhava no banco e conheci o Ico, que tinha um programa de rádio com o Armando Martins na Manchete, e ele vendia as fitas no banco. Foi quando eu comecei a ir nos bailes da Chic Show e ver o Eazy Nylon, o Duda, o Macarrão, o Ney… Na época eu rodava o disco na mão, pra fazer como os caras. Primeiro numa CCE de plástico, depois numa Garrard de madeira.&lt;br /&gt;Hum- Aí as coisas já estavam bem populares, a cultura já era mais conhecida. E a gente montava os shows sem ter informação nenhuma, sem saber como era. A gente só entendeu quando o Public Enemy tocou no Brasil, que tinha um logo, que tinha uma produção… O show do Public Enemy marcou todo mundo.&lt;br /&gt;King - Lembro que a Kazkata’s ia sortear um mixer chorus e eu escrevi 400 cartas pra ganhar (risos). E eu fui burro, devia ter xerocado, mas não, faltei na escola a semana inteira escrevendo aquelas cartas. E quando rolou o sorteio, outro cara, que escreveu 10 cartas, foi sorteado, mas ele não já tinha ido embora. O segundo nome foi o meu e eu já fui com o RG na mão…&lt;br /&gt;KL Jay - Até que ficaram dois anos sem ter o DMC e eu, como todo DJ de hip hop, sabia que havia vários DJs bons e que a minha missão era revelar esses caras. Aí eu troquei uma idéia com o Xis ali no Ponto Chic: “Queria fazer um campeonato de DJs chamado Hip Hop DJ”. Eu tocava no Soweto e disse que as eliminatórias podiam ser lá. Isso já em 97. Perguntei: “Vamo fazer? Eu tou com um dinheiro aqui, você pode dar alguma coisa?”. Ele topou e fizemos. Foi o maior sucesso.&lt;br /&gt;Hum- É legal porque voltou a valorizar o DJ e o vinil. Hoje tem loja, como a Porte Ilegal, que só vende vinil.&lt;br /&gt;KL Jay - O mais importante é que revela muitos caras: o Cia, o próprio Nutz, o King, o Fábio Soares… E é um negócio underground. Não vai pra TV, não é divulgado como aula de DJ de drum’n'bass.&lt;br /&gt;Hum- Quem não conhece a cultura hip hop, descobriu o DJ pela eletrônica. Mas os DJs de eletrônica curtem hip hop. Ninguém fala do Marky tocando na Sound Factory, na Penha, em 98. Ou o Patife abrindo a pista de eletrônica na Toco.&lt;br /&gt;KL Jay - A música eletrônica é muito aceita na periferia.&lt;br /&gt;Hum- Acompanha o meu raciocínio: nos anos 80, o legal era ter uma banda de rock. Já nos 90, era axé e pagode. Agora, século 21, todo mundo quer ser DJ - tem oficina, curso, informação acessível… Mas como hoje não tem mais equipe de som, o pessoal não sabe por onde começar. Tem gente que nunca pegou num disco! E esse é um dos papéis do Hip Hop DJ. O DJ está começando a ser visto não só como um artista, mas como um artista de performance, como um skatista… Mas enquanto a eletrônica tem a mídia e os patrocínios, o hip hop não consegue nada.&lt;br /&gt;KL Jay - No fim a gente nem quer, porque acaba se expandindo sozinho.&lt;br /&gt;King - Hoje eu tou tocando só em casa de classe alta, com ingresso a 50 e 60 reais, em Maresias. Outro dia eu toquei numa festa e quem tava do meu lado era o Chiquinho Scarpa (risos). Sem noção. Ele olhou pra mim, me viu, assim, vestido todo colorido, e isso agrediu o cara. E eu comecei a rir: “Olha onde eu tou, olha quem tá ouvindo meu som”.&lt;br /&gt;Hum- Eu sempre repito uma frase que é do KL Jay - o hip hop pode ter tudo, mas não tem grupo mais unido que os DJs.&lt;br /&gt;King - DJ é igual judeu (risos).&lt;br /&gt;KL Jay - A gente troca idéia, cumprimenta, pergunta que som o outro tá ouvindo e tá tocando. Não tem essa entre nós, mas com os outros caras… A gente tem a mente mais aberta.&lt;br /&gt;Nutz - Pra você ter uma idéia, eu tocava numa festa, mas me tiraram para o King assumir. Não deixei de freqüentar a festa por causa disso.&lt;br /&gt;KL Jay - O DJ é como um disco, redondo, gira e vê todos os lados, em 360º, igual a Terra. Ele toca para 500, 1000, 5 mil pessoas ao mesmo tempo. E conversa com as pessoas, fala usando as mãos, os discos. A gente sabe ir e voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta entrevista foi publicada em versão ultrarreduzida na primeira edição da falecida revista Volume01, que está hibernando sabe-se lá até quando. É a primeira vez que ela é publicada na íntegra.&lt;br /&gt;fonte: - http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2006/06/19/kl-jay-dj-hum-grandmaster-ney-nutz-e-dj-king.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-2971663059021625279?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/2971663059021625279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=2971663059021625279' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/2971663059021625279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/2971663059021625279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/10/um-pouco-de-historiadjs-sao-paulo.html' title='UM POUCO DE HISTORIA...DJS - SÃO PAULO'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-7492596203375571343</id><published>2009-09-21T18:50:00.005-03:00</published><updated>2009-09-21T19:07:51.864-03:00</updated><title type='text'>ALGUNS EVENTOS DE HIP-HOP PARA ESSE FIM DE SEMANA NO ABCD - PROGRAME-SE!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf1lkxI9WI/AAAAAAAAAD0/CD7Oied7Ysk/s1600-h/gsa.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf1lkxI9WI/AAAAAAAAAD0/CD7Oied7Ysk/s320/gsa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384041905418466658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf46VLcpUI/AAAAAAAAAEE/mzip8MDlYK0/s1600-h/rap+positivo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf46VLcpUI/AAAAAAAAAEE/mzip8MDlYK0/s320/rap+positivo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384045560545977666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf5B0kaKpI/AAAAAAAAAEM/h8BltGg9VV4/s1600-h/FHOSKA+HIP-HOP+FEAST.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf5B0kaKpI/AAAAAAAAAEM/h8BltGg9VV4/s320/FHOSKA+HIP-HOP+FEAST.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384045689231256210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-7492596203375571343?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/7492596203375571343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=7492596203375571343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/7492596203375571343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/7492596203375571343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/09/alguns-eventos-de-hip-hop-para-esse-fim.html' title='ALGUNS EVENTOS DE HIP-HOP PARA ESSE FIM DE SEMANA NO ABCD - PROGRAME-SE!'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/Srf1lkxI9WI/AAAAAAAAAD0/CD7Oied7Ysk/s72-c/gsa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-1060290988076743324</id><published>2009-09-11T02:59:00.002-03:00</published><updated>2009-09-11T03:02:42.378-03:00</updated><title type='text'>RINHA DE MC'S com Show do Criolo Doido em prol a reposição dos equipamentos roubados do DJ DANDAN</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SqnnUFfkhUI/AAAAAAAAADk/-WmjOHR9DeE/s1600-h/RINHAESPECIAL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SqnnUFfkhUI/AAAAAAAAADk/-WmjOHR9DeE/s320/RINHAESPECIAL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380085562128762178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente dessa vez as notícias não são boas, em com tristeza que informamos que todos os aparelhos do DJ Dandan aka Cassiano Sena, foram roubados, toca discos, mixer, potência e alguns discos, um prejuízo enorme com valor quase incalculável, devido o apego sentimental, existente com cada item que foi levado indeferente a tudo isso. Quem é DJ sabe do que estamos falando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que desconhece de quem estamos falando, falamos de alguém que dedica-se a arte da discotecagem há quase 20 anos, a arte de viver Hip Hop na verdade, e que lutou para adquirir cada pedacinho dos equipamentos, desde então. Alguém que toda vez que solicitado, uma força, algum aparelho, disco ou algo assim, para realizar uma atividade na comunidade, em prol ao Hip Hop, sempre esteve a disposição, mesmo sem grana, ou sem transporte, não vê impicílios! Não foram poucas as vezes em que fomos juntos, ou nos encontramos em buzos, carregando aparelhos, para manter o Hip Hop acontecendo. Em resumo é isso, roubaram todos os aparelhos de alguém que estava realizando uma atividade gratuita, no meio de uma comunidade, onde raramente acontece algo cultural de cunho maior que bebedeiras...&lt;br /&gt;Para começar a se reparar este erro, estão sendo propostas várias ações.&lt;br /&gt;E a Primeira será a RINHA DE MC'S com Show do Criolo Doido, em prol a reposição dos equipamentos roubados do DJ DANDAN. Dia 25/09/2009. Amigos são para as piores horas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTÃO COMPAREÇAM E QUEM PUDER PROPOR NOVAS INICIATIVAS PROPONHAM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte - http://www.produttoparalelo.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-1060290988076743324?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/1060290988076743324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=1060290988076743324' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1060290988076743324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1060290988076743324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/09/rinha-de-mcs-com-show-do-criolo-doido.html' title='RINHA DE MC&apos;S com Show do Criolo Doido em prol a reposição dos equipamentos roubados do DJ DANDAN'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SqnnUFfkhUI/AAAAAAAAADk/-WmjOHR9DeE/s72-c/RINHAESPECIAL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-6233209609129470087</id><published>2009-08-29T22:52:00.000-03:00</published><updated>2009-08-29T22:54:42.314-03:00</updated><title type='text'>Intervenção Hip Hop em São Bernardo do Campo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SpnbmKKWbMI/AAAAAAAAADc/0Bo5YvVz--c/s1600-h/Cartaz+In__.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SpnbmKKWbMI/AAAAAAAAADc/0Bo5YvVz--c/s320/Cartaz+In__.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375569078852676802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde: Estacionamento do Antigo Mercado Municipal ao lado da Pista de Skate - Centro de S.B.C. - Dia: 30/08/09&lt;br /&gt;A partir das 11:00 hrs&lt;br /&gt;COMPAREÇAM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-6233209609129470087?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/6233209609129470087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=6233209609129470087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/6233209609129470087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/6233209609129470087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/08/intervencao-hip-hop-em-sao-bernardo-do.html' title='Intervenção Hip Hop em São Bernardo do Campo.'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pNGdAe0V5Ks/SpnbmKKWbMI/AAAAAAAAADc/0Bo5YvVz--c/s72-c/Cartaz+In__.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-6126139589656849634</id><published>2009-07-27T12:27:00.001-03:00</published><updated>2009-07-27T12:56:32.329-03:00</updated><title type='text'>9ª EDIÇÃO DA SEMANA DE CULTURA HIP HOP DISCUTE A SUBJETIVIDADES E RESIGNIFICAÇÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/Sm3OEBe6mtI/AAAAAAAAAWQ/_uOCQTXQz1s/s1600-h/blog_612_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363169299781032658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/Sm3OEBe6mtI/AAAAAAAAAWQ/_uOCQTXQz1s/s400/blog_612_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Segunda-feira 27 de julho de 2009&lt;br /&gt;www.acaoeducativa.org&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Começa hoje uma semana inteira com muita música, dança, artes plásticas, Rimas e muita reflexão acerca das subjetividades e Resignificações do Hip Hop.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ciranda.net/spip/auteur686.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Gildean Silva Panikinho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;9ª Semana de Cultura Hip Hop&lt;br /&gt;A Ação Educativa juntamente com mais de 10 grupos, posses e coletivos de hip hop promoverá pelo nono ano consecutivo o evento que se tornou o mais antigo e representativo da cultura hip hop em São Paulo. Realizado de forma participativa, a Semana de Cultura Hip Hop terá na sua programação um campeonato de basquete de rua , oficinas, um curso de produção musical, quatro sessões de diálogo, mostra de filmes e quatro noites de apresentações artísticas. Tudo sob o tema: O que Sou!? O que Penso!? Subjetividades e Resignificações. Será um olhar para dentro na busca da essência da cultura hip hop presente há 25 no Brasil. O evento conta com a parceria do Centro Cultural da Espanha, Ação Educativa, Sesc Consoçlação e Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato. Na noite do dia 31, sexta-feira teremos o Baile de Rua na 24 de Maio com Dom José de Barros e logo após acontecerá uma grande festa na Casa das Caldeiras para encerrar o evento e anunciar o início do II Encontro de DJs de Hip Hop que acontecerá nos dias 01 e 02 de agosto no Centro Cultural São Paulo&lt;br /&gt;9ª Semana de Cultura Hip Hop, Ação Educativa, Rua General Jardim, 660 e Sesc Consolação - Rua Dr. Vila Nova, 245, Biblioteca Infanto- Juvenil Monteiro Lobato, Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo Fone 3151 2333 ( Ação Educativa ) Gratis. Balada na Casa das Caldeiras semanahiphop@acaoeducativa.org&lt;br /&gt;Programação da 9ª Semana de Cultura Hip Hop Tema: Hip Hop. O que sou!? O que Penso!? - Subjetividades e suas resignificações&lt;br /&gt;Festival de Basquete de Rua - BIJ Monteiro Lobato das 14 às 17hs&lt;br /&gt;27/jul - segunda MH2R Atividade livre orientada Dj Feijão - MH2R Mc Felipe Magno&lt;br /&gt;28/jul - terça Os Velhinhos Atividade livre orientada Dj Feijão - MH2R Mc Felipe Magno&lt;br /&gt;29/jul - quarta Street Jampers Atividade livre orientada Dj Feijão - MH2R Mc Felipe Magno&lt;br /&gt;30/jul - Quinta MH2R Atividade livre orientada Dj Feijão - MH2R Mc Felipe Magno&lt;br /&gt;31/jul - sexta Reis da Rua Street Jampers Dj Feijão - MH2R Mc Felipe Magno&lt;br /&gt;Oficinas de Dança, Dj e Mc - Ação Educativa das 15 à 17hs&lt;br /&gt;27/jul - segunda B.Boy Ramon DJ Dandan MC Toroká&lt;br /&gt;28/jul - terça B Girl Deise DJ Preto EL MC Jairo - Periafricania&lt;br /&gt;29/jul - quarta B.Boy Dan DJ Simmone MC Luana A TAL&lt;br /&gt;30/jul - Quinta B. Girl Cris - Funk Fanáticos DJ Lord - Tribunal - Popular/D’ABC DeeJays MC Zinho Trindade&lt;br /&gt;31/jul - sexta B.Boy Jeff - Suatitude/ Luta de Estilo DJ Ralph 74 MC TON MH2R&lt;br /&gt;Mostra de Graffiti - Ação Educativa e Sesc Consolação&lt;br /&gt;Oficinas de Graffiti - BIJ Monteiro Lobato das 15 à 17hs&lt;br /&gt;27/jul - segunda Meduza&lt;br /&gt;28/jul - terça Hugone&lt;br /&gt;29/jul - quarta Ziza&lt;br /&gt;30/jul - Quinta Bozer&lt;br /&gt;31/jul - sexta Agner&lt;br /&gt;Oficinas de Noções básicas de Produção - Sesc Consolação das 15 às 17hs&lt;br /&gt;De 27/jul - segunda à 31/jul - sexta Scan Dloop - Haussa&lt;br /&gt;Mostra de Filmes - Ação Educativa das 17 às 18hs 20min&lt;br /&gt;27/jul - segunda&lt;br /&gt;"Cultura SubUrbana, Periferia de São Paulo, Brasil"&lt;br /&gt;Direção Jaime Abalde Gil&lt;br /&gt;Sinopse: O documentário exprime o olhar de um espanhol sobre a cultura suburbana em Heliópolis. Pelas mãos do rapper Liu Mr, junto com seus parceiros Rappin Hood, Johnny Mc e Fua, somos introduzidos na periferia urbana de São Paulo, assistindo a uma outra realidade que só aqueles que fazem parte dela parecem conhecer, pois é uma região a qual muitos brasileiros não tem acesso.&lt;br /&gt;28/jul - terça&lt;br /&gt;GRAFFITTI&lt;br /&gt;Direção e Produção Lilian Solá Santiago&lt;br /&gt;Sinopse: Todo graffiti tem uma história por trás. Em 2006, logo após uma série de ataques do crime organizado em São Paulo, a população está em pânico. Nessa atmosfera de medo, acompanhamos de perto o “rolê” solitário de Ale pelas ruas dessa imensa cidade, a mais grafitada do mundo.&lt;br /&gt;29/jul - quarta&lt;br /&gt;Freestyle: Um estilo de vida&lt;br /&gt;Direção e Produção Pedro Gomes&lt;br /&gt;Sinopse: Documentário, que busca desvendar a arte da rima de improviso no universo da cultura hip-hop. Como seus artistas (dj’s e mc’s) vivem, suas angústias, seu relacionamento com a música rap e como almejam uma melhoria de vida. Através de depoimentos e imagens das ‘batalhas’ o vídeo irá desvendando este universo tão rico e tão encoberto pelo preconceito.&lt;br /&gt;30/jul - Quinta&lt;br /&gt;Hip Hop: conflitos, sonhos e realizações.&lt;br /&gt;Direção e roteiro Sergio Santos e Pedro Lira&lt;br /&gt;Sinopse: O referido documentário relata as experiências de militantes e ativistas do Hip Hop, enfocando temas pertinentes aos jovens - gênero, política, cultura e a questão étnico-racial, particularmente das periferias das grandes capitais.&lt;br /&gt;31/jul - sexta&lt;br /&gt;"Hip Hop em movimento"&lt;br /&gt;Direção Márcio Brown&lt;br /&gt;Sinopse: Documentário baseado na visão de um jovem ativista do movimento Hip Hop de Sorocaba. O documentário registrou pessoas e cenários importantes que influenciaram o movimento desde o seu surgimento, com o DJ Nelson Maçã, o Clube 28 de setembro. Trazendo visões sobre o papel social, educativo, cultural e interativo do Hip Hop.&lt;br /&gt;Apresentações Artísticas - Sesc Consolação das 18:30 às 20hs&lt;br /&gt;Mestres de Cerimônia da Semana - Apresentações Artísticas Simone - DR Criolo Doido&lt;br /&gt;Artistas:&lt;br /&gt;27/jul - segunda Projeto Arte na Casa El Chojin Dj Big Edy&lt;br /&gt;28/jul - terça Harmônicas Batalhas Amandla Dj Guinho&lt;br /&gt;29/jul - quarta Kopanode Borracha Beat Box Dieguinho Beat Box Dj Ajamu&lt;br /&gt;30/jul - Quinta Batalha de Free Style 2PRA1 Sound System M2D Dj MF&lt;br /&gt;31/jul - sexta Thiago Beats Zapp Cover Projeto Educação com Arte Dj Marcia Soul&lt;br /&gt;Diálogos - Ação Educativa das 20 às 23hs&lt;br /&gt;27/jul - segunda Tema: A Subjetividade do Hip Hop - O que sou!? O que penso!? Liliane Braga Coordenadora de Hip-Hop do Centro Cultural Rio Verde e integrante da rede Sauti Yetu Gorée de ativistas de África e da diáspora africana (med) Lady Rap - Minas da Rima Mc Jack - um dos pioneiros do Hip Hop no Brasil Toni C - Nação Hip-Hop Brasil - Ponto de Cultura Hip Hop a Lápis&lt;br /&gt;28/jul - terça Tema: As Resignificações do Hip Hop. Teorias ou Práticas Sueli Chan Militante do Mov. Negro de mulheres e Mulheres negras, fundadora da Zulu Nation Brasil (med) Alessandro Buso - Escritor Dj Cortecertu Rappin’Hood&lt;br /&gt;29/jul - quarta Tema: Olhar institucional. O que penso e o que quero do Hip Hop Rapper Pirata - Fórum Hip Hop Municipal - SP (med) Honerê Al-amin Oadq Oadq - Posse Hausa e Movimento Negro Unificado - MNU Márcio Santos - Tchuck - Vocalistado grupo Rota de Colisão - Advogado - Assessor Projetos Hip Hop Secretaria Estado da Cultura Marcelo Cavanha - CUFA SP&lt;br /&gt;30/jul - Quinta Tema: Hip Hop: uma ação poílitica ou uma política de ação Gevanilda Santos - Soweto Organização Negra e Profa Mestre em Ciencias Sociais - PUCSP (med) Primo Preto Anderson 4P Markão II (Vocalista da Banda DMN e Assessor Parlamentar - Vereador Netinho de Paula)&lt;br /&gt;Encerramento: Baile de Rua - Rua 24 de Maio com Dom José de Barros das 20 às 22hs&lt;br /&gt;31/jul - sexta&lt;br /&gt;Apresentações de Spoken word com: Raquel Almeida Akins Kinte Renato de Souza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-6126139589656849634?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/6126139589656849634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=6126139589656849634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/6126139589656849634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/6126139589656849634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/07/9-edicao-da-semana-de-cultura-hip-hop.html' title='9ª EDIÇÃO DA SEMANA DE CULTURA HIP HOP DISCUTE A SUBJETIVIDADES E RESIGNIFICAÇÕES'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/Sm3OEBe6mtI/AAAAAAAAAWQ/_uOCQTXQz1s/s72-c/blog_612_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-4159077825068555871</id><published>2009-07-24T19:09:00.003-03:00</published><updated>2009-07-24T21:21:38.161-03:00</updated><title type='text'>TV AFRO AMERICANA DE DETROIT TRADUZ MATERIA DA EPOCA SOBRE O CRESCIMENTO DO ISLAM NOS GUETTOS BRASILEIROS E A HISTORIA DA POSSE HAUSA</title><content type='html'>A matéria da Revista Época sobre o crescimento do islam nas periferias brasileiras, a história da posse hausa, etc., traduzida para o inglês pelo irmão Mark Wells e tranmitida em um canal de tv afro-americano de Detroit, Michigan, EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9e17dZffAIU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9e17dZffAIU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-4159077825068555871?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/4159077825068555871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=4159077825068555871' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/4159077825068555871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/4159077825068555871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/07/traducao-da-materia-da-epoca-em-ingles.html' title='TV AFRO AMERICANA DE DETROIT TRADUZ MATERIA DA EPOCA SOBRE O CRESCIMENTO DO ISLAM NOS GUETTOS BRASILEIROS E A HISTORIA DA POSSE HAUSA'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-7316732518744250860</id><published>2009-07-17T18:53:00.005-03:00</published><updated>2009-07-18T14:17:24.487-03:00</updated><title type='text'>CLIPES HIP-HOP LIVE</title><content type='html'>Q-TIP&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9Ef2QVyNp2s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9Ef2QVyNp2s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" 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/&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ByfiFdn_Vp4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ByfiFdn_Vp4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENÉZIMO&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xgSwa_fGxB4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xgSwa_fGxB4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" 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width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rF5JNQiqZ0I&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rF5JNQiqZ0I&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5Okva21k1aQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5Okva21k1aQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-7316732518744250860?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/7316732518744250860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=7316732518744250860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/7316732518744250860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/7316732518744250860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/07/clipes-hip-hop-live-q-tip-common-talib.html' title='CLIPES HIP-HOP LIVE'/><author><name>GT PANAFRICANISTA-SBC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01230549974131546882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06530743057285374999'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-4740355422117424207</id><published>2009-07-11T06:03:00.002-03:00</published><updated>2009-07-11T06:15:09.025-03:00</updated><title type='text'>HIP-HOP É NA RUA - 16 ANOS POSSE HAUSA</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hWo4T37wy94&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed 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negros e negras que não se cansam de acreditar em um hip-hop autentico, de 5 elementos e que precisa voltar para as ruas pois é de lá que ele veio!!!&lt;br /&gt;Para isso, estaremos no Projeto Meninos E Meninas De Rua em São Bernardo do Campo com 15 atrações que estarão mostrando parte de seus trabalhos ao público presente. O evento será gratuito onde expandimos o convite a todos e todas amantes dessa cultura que abriu as portas de muitos jovens de periferia para o mundo!&lt;br /&gt;As atrações serão: &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/Sj2T8upyDcI/AAAAAAAAANk/GMWP96JLn40/s1600-h/16+ANOS+POSSE+HAUSA+FINAL.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 219px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349594603910729154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/Sj2T8upyDcI/AAAAAAAAANk/GMWP96JLn40/s320/16+ANOS+POSSE+HAUSA+FINAL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;Amandla&lt;br /&gt;Rota de Colisão&lt;br /&gt;Dugueto Shabazz e Dj Guinho&lt;br /&gt;Pau-de-dá-em-doido (10 Anos)&lt;br /&gt;Walter Limonada&lt;br /&gt;Difunção&lt;br /&gt;Facção X&lt;br /&gt;Lady Rap&lt;br /&gt;PIB&lt;br /&gt;Fator Ético&lt;br /&gt;Sharylaine&lt;br /&gt;EIP&lt;br /&gt;Khaffu&lt;br /&gt;Tribunal Popular&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No Graffiti teremos o brother&lt;strong&gt; Bonga da Tinta Loka Crew&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Djs Honerê, Simão malungo, Jamal e Lord&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Teremos estrutura para o break dance onde espero ver vários parceiros e parceiras no evento.&lt;br /&gt;Na contribuição Racial teremos uma banca voltada à produtos Afro entre eles, livros, filmes, documentários, se pá camisetas, e outros instrumentos de identificação dos pret@s que estão correndo pelo certo. Essa contribuição vem do GT Panafricanista do MNU - Movimento Negro Unificado que vem sendo grande parceiro nessa empreitada. Já o Projeto Meninos e Meninas de Rua, sem palavras...aqui no ABC um dos maiores parceiros que conheço quando o assunto é Hip-Hop por entenderem sua importância para as crianças que ali freqüentam. Valeu mesmo pela eterna parceria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rediscutir a necessidade de fazer eventos principalmente nas ruas, nas quebradas, levando o melhor de nós para nosso povo é uma necessidade eminente para a revitalização de nosso movimento. Se no final dos anos 80, eu não tivesse enxergado a oportunidade de expressar minhas idéias através do rap, e principalmente não existisse esses movimentos que abrissem a porta para os novatos como eu, a parada poderia ser bem diferente... Acho que, pelo dever da política de continuidade, daquilo que existe de melhor em nosso movimento, devemos colocar de forma organizada, qualitativa e ampliada os elementos do hip-hop no seu devido lugar....Nas Ruas!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem Vindos(as)!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;16º ANIVERSÁRIO DA POSSE HAUSA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quando:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Dia 04 de Julho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Horário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;das 10:00 as 22:00&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que vai ter:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Pocket Show de 14 artistas do Rap Nacional além de graffiti, break e banca de produtos Afro&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Local:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Projeto Menimos e Meninas de Rua &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Endereço:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Rua Jurubatuba, 1610 Centro, São Bernardo, SP&lt;br /&gt;(próximo a parada Lauro Gomes de Troleibus – Atrás da Igreja Renascer)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Informações:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;011 9832-1582 (Honerê) - 011 4339-1476 - Projeto Meninos e Meninas de Rua&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ENTRADA FRANCA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.possehausa.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;www.possehausa.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-6016511339027563997?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/6016511339027563997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=6016511339027563997' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/6016511339027563997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/6016511339027563997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/06/no-dia-4-de-julho-de-2009-estaremos.html' title='16º ANIVERSÁRIO DA POSSE HAUSA - MUITO HIP-HOP E CONSCIÊNCIA NEGRA!'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/Sj2T8upyDcI/AAAAAAAAANk/GMWP96JLn40/s72-c/16+ANOS+POSSE+HAUSA+FINAL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-5826841025080849878</id><published>2009-06-26T21:33:00.003-03:00</published><updated>2009-06-26T21:42:21.364-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MUSICA NEGRA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MICHAEL JACKSON'/><title type='text'>MICHAEL JACKSON - UMA GRANDE PERCA PARA A MUSICA NEGRA MUNDIAL!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos Hausas manifestamos aqui nossa tristeza por essa noticia tão trágica para os amantes da boa musica! Porém estamos cientes que sua contribuição ficará nas mentes e nos corações dos seus fãs mais fervorosos. Em tempos em que o racismo perfurava os corações dos jovens da minha época antes mesmo do poder do hip-hop trabalhar a auto estima de nossa juventude, ver um negro sendo praticamente adorado pelas grandes multidões e as vezes até dando a impressão de ter vencido as barreiras do racismo já que tinha fãs de todas as raças, nos servia de espelho para enfrentar muitas vezes a voz opressora daqueles que não sabiam lhe dar com as diferenças. Quem me diga os que por diversas vezes utilizaram produtos tipo JENIFER BLACK pra ficar parecido com o dele ou as jaquetas vermelhas que foram febre na minha infância...muitas saudades mais bola pra frente!!!! Até dia 4 povo preto!!! 16 anos de Posse Hausa!!! É noiz!!!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4_hz2am90Hk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4_hz2am90Hk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-5826841025080849878?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/5826841025080849878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=5826841025080849878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/5826841025080849878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/5826841025080849878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-uma-grande-perca-para.html' title='MICHAEL JACKSON - UMA GRANDE PERCA PARA A MUSICA NEGRA MUNDIAL!!!'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-1733648983992344081</id><published>2009-04-17T10:11:00.002-03:00</published><updated>2009-04-17T10:21:00.339-03:00</updated><title type='text'>HIP-HOP BASQUETE BALL NO PROJETO MENINOS E MENINAS DE RUA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SeiCI9aB-GI/AAAAAAAAANc/afomahwK20s/s1600-h/basquete+ball+abril.jpg.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325649649799919714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SeiCI9aB-GI/AAAAAAAAANc/afomahwK20s/s320/basquete+ball+abril.jpg.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-1733648983992344081?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/1733648983992344081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=1733648983992344081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1733648983992344081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1733648983992344081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/04/hip-hop-basquete-ball-no-projeto.html' title='HIP-HOP BASQUETE BALL NO PROJETO MENINOS E MENINAS DE RUA!'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SeiCI9aB-GI/AAAAAAAAANc/afomahwK20s/s72-c/basquete+ball+abril.jpg.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-5607391429550913736</id><published>2009-03-02T09:07:00.006-03:00</published><updated>2009-03-02T09:28:20.945-03:00</updated><title type='text'>memória de Angel Wainaina, surge o nascimento da organização "AngelTrust", para tornar vivo sempre a crença de um outro Mundo Possível”.</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavP5sA83QI/AAAAAAAAAM8/SmRGmJVHkZg/s1600-h/hiphop1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308565175760903426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; CURSOR: hand; HEIGHT: 73px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavP5sA83QI/AAAAAAAAAM8/SmRGmJVHkZg/s320/hiphop1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Por: Gildean Silva Panikinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 28 janeiro ouvia-se falar sobre o desaparecimento de Angel Wainaina,&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavQKF-761I/AAAAAAAAANE/laZm8iWsm3I/s1600-h/angelwainaina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308565457609681746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavQKF-761I/AAAAAAAAANE/laZm8iWsm3I/s320/angelwainaina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; uma jovem apresentadora da "Guetto Rádio" localizada em Nairóbi no Kenya,a mesma que teve como inspiração a Radio Favela de Minas Gerais, contava com uma equipe de jovens homens e mulheres talentosos, com uma forte ligação com o Hip Hop e acima de tudo ativistas pelas causas sociais e humanas. Angel, que tinha apenas 25 anos, se encontrava dentro de um supermercado de Nairóbi quando teve início um incêndio e a gerência do supermercado, leviana ou criminosamente, entendeu que deveria trancar as portas da loja para evitar possíveis saques. Essa atitude criminosa a matou juntamente com mais 40 pessoas, a notícia chocou o país. Eu tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente quando estive no Fórum Social Mundial cediado em Nairobi em janeiro de 2007, juntamente com os Hip Hoppers do Ukoo Flani Mau Mau, Buddha Blaze que organiza o Hip Hop Wapi, que é um dos maoires eventos de expressão do gênero em solo africano, onde Angel éra colaboradora. Segundo Blaze, O que há de mais triste nisso é que Angel tinha apenas começado a viagem para uma grande carreira, pois além de Apresentadora da Radio idealizada e criado por eles, ser uma Mc de muito talento expressivo, ativista do Hip Hop e de discussões ligadas às questões do direitos das mulheres,era também atriz e estreava em um popular programa de TV chamado "Esquadrão Cobra".onde representava o papel de uma sargento durona do exército Kenyano, a quem fazia duras críticas em suas composições, também contribuía muito na produção musical de grupos underground dos guetos quenianos como por ex; Big Kev, Kenyanna, Goreala, Die Hard, que se destacaram juntamente com o impulso respeitável de sua carreira. No ano passado, ela estava trabalhando em um álbum juntamente com outros rappers subterrâneo de diferentes guetos queniano intitulada "Revolução Pacífica" abordando a recente situação caótica no &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavQd9Dq5lI/AAAAAAAAANM/3PIR32K0o-w/s1600-h/Angel+with+Edgar.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308565798811002450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavQd9Dq5lI/AAAAAAAAANM/3PIR32K0o-w/s320/Angel+with+Edgar.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quênia devido atitude de políticos que exploram a juventude. Toda sua luta em tão pouco tempo, a levou adquiri muito respeito e admiração de outros ativistas par além das fronteiras de seu país, em julho de 2008, Angel esteve na Ilha de Gorée (Senegal), para um curso voltado a direitos humanos e questões de gênero. onde conheceu as brasileiras Liliane Braga, Mafoane Odara e Priscilla Ferreira, ativistas ligadas aos movimentos Negro e de mulheres negras. Angel foi enterrada no dia 23 de fevereiro de 2009, e está sendo justamente homenageada com a criação de uma organização dedicada a promover direitos humanos e o respeito à vida batizada com o nome de "Angel Trust" (algo como "a crença da Angel" ou "em que Angel acredita"). Não ha dúvidas de que sua luta fará muita falta. Que sua alma descanse em paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-5607391429550913736?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/5607391429550913736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=5607391429550913736' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/5607391429550913736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/5607391429550913736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/03/memoria-de-angel-wainaina-surge-o.html' title='memória de Angel Wainaina, surge o nascimento da organização &quot;AngelTrust&quot;, para tornar vivo sempre a crença de um outro Mundo Possível”.'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavP5sA83QI/AAAAAAAAAM8/SmRGmJVHkZg/s72-c/hiphop1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-3133717577720937726</id><published>2009-03-02T08:35:00.009-03:00</published><updated>2009-03-02T09:05:51.439-03:00</updated><title type='text'>Islã cresce na periferia das cidades do Brasil</title><content type='html'>Da revista &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25342-15228,00-ISLA+CRESCE+NA+PERIFERIA+DAS+CIDADES+DO+BRASIL.html"&gt;ÉPOCA&lt;/a&gt;: &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25342-15228,00-ISLA+CRESCE+NA+PERIFERIA+DAS+CIDADES+DO+BRASIL.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25342-15228,00-ISLA+CRESCE+NA+PERIFERIA+DAS+CIDADES+DO+BRASIL.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;30/01/2009 12:32&lt;br /&gt;Jovens negros tornam-se ativistas islâmicos como resposta à desigualdade racial. O que pensam e o que querem os muçulmanos do gueto&lt;br /&gt;Eliane Brum&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJAzhq0mI/AAAAAAAAAL8/DLrAqcXycOM/s1600-h/honere.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308557601454871138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJAzhq0mI/AAAAAAAAAL8/DLrAqcXycOM/s320/honere.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ISLÃ NA LAJE&lt;br /&gt;Carlos Soares Correia virou Honerê Al-Amin Oadq. Ele é um dos principais divulgadores muçulmanos do ABC paulista. Na foto, na periferia de São Bernardo do Campo, onde vive, reza e faz política&lt;br /&gt;Cinco vezes ao dia, os olhos ultrapassam o concreto de ruas irregulares, carentes de esgoto e de cidadania, e buscam Meca, no outro lado do mundo. É longe e, para a maioria dos brasileiros, exótico. Para homens como Honerê, Malik e Sharif, é o mais perto que conseguiram chegar de si mesmos. Eles já foram Carlos, Paulo e Ridson. Converteram-se ao islã e forjaram uma nova identidade. São pobres, são negros e, agora, são muçulmanos. Quando buscam o coração islâmico do mundo com a mente, acreditam que o Alcorão é a resposta para o que definem como um projeto de extermínio da juventude afro-brasileira: nas mãos da polícia, na guerra do tráfico, na falta de acesso à educação e à saúde. Homens como eles têm divulgado o islã nas periferias do país, especialmente em São Paulo, como instrumento de transformação política. E preparam-se para levar a mensagem do profeta Maomé aos presos nas cadeias. Ao cravar a bandeira do islã no alto da laje, vislumbram um estado muçulmano no horizonte do Brasil. E, ao explicar sua escolha, repetem uma frase com o queixo contraído e o orgulho no olhar: “Um muçulmano só baixa a cabeça para Alá – e para mais ninguém”.&lt;br /&gt;Honerê, da periferia de São Bernardo do Campo, converteu Malik, da periferia de Francisco Morato, que converteu Sharif, da periferia de Taboão, que vem convertendo outros tantos. É assim que o islã cresce no anel periférico da Grande São Paulo. Os novos muçulmanos não são numerosos, mas sua presença é forte e cada vez mais constante. Nos eventos culturais ou políticos dos guetos, há sempre algumas takiahs cobrindo a cabeça de filhos do islã cheios de atitude. Há brancos, mas a maioria é negra. “O islã não cresce de baciada, mas com qualidade e com pessoas que sabem o que estão fazendo”, diz o rapper Honerê Al-Amin Oadq, na carteira de identidade Carlos Soares Correia, de 31 anos. “Em cada quebrada, alguém me aborda: ‘Já ouvi falar de você e quero conhecer o islã’. É nossa postura que divulga a religião. O islã cresce pela consciência e pelo exemplo.”&lt;br /&gt;Em São Paulo, estima-se em centenas o número de brasileiros convertidos nas periferias nos últimos anos. No país, chegariam aos milhares. O número total de muçulmanos no Brasil é confuso. Pelo censo de 2000, haveria pouco mais de 27 mil adeptos. Pelas entidades islâmicas, o número varia entre 700 mil e 3 milhões. A diferença é um abismo que torna a presença do islã no Brasil uma incógnita. A verdade é que, até esta década, não havia interesse em estender uma lupa sobre uma religião que despertava mais atenção em novelas como O clone que no noticiário.&lt;br /&gt;O muçulmano Feres Fares, divulgador fervoroso do islamismo, tem viajado pelo Brasil para fazer um levantamento das mesquitas e mussalas (espécie de capela). Ele apresenta dados impressionantes. Nos últimos oito anos, o número de locais de oração teria quase quadruplicado no país: de 32, em 2000, para 127, em 2008. Surgiram mesquitas até mesmo em Estados do Norte, como Amapá, Amazonas e Roraima.&lt;br /&gt;Autor do livro Os muçulmanos no Brasil, o xeque iraquiano Ishan Mohammad Ali Kalandar afirma que, depois do 11 de setembro, aumentou muito o número de conversões. “Os brasileiros tomaram conhecimento da religião”, diz. “E o islã sempre foi acolhido primeiro pelos mais pobres.”&lt;br /&gt;Na interpretação de Ali Hussein El Zoghbi, diretor da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil e conselheiro da União Nacional das Entidades Islâmicas, três fatores são fundamentais para entender o fenômeno: o cruzamento de ícones do islamismo com personalidades importantes da história do movimento negro, o acesso a informações instantâneas garantido pela internet e a melhoria na estrutura das entidades brasileiras. “Os filhos dos árabes que chegaram ao Brasil no pós-guerra reuniram mais condições e conhecimento. Isso permitiu nos últimos anos o aumento do proselitismo e uma aproximação maior com a cultura brasileira”, afirma.&lt;br /&gt;Eles trazem ao islã a atitude hip-hop e a formação política do movimento negro&lt;br /&gt;A presença do islã na mídia desde a derrubada das torres gêmeas, reforçada pela invasão americana do Afeganistão e do Iraque, teria causado um duplo efeito. Por um lado, fortalecer a identidade muçulmana de descendentes de árabes afastados da religião, ao se sentir perseguidos e difamados. Por outro, atrair brasileiros sem ligações com o islamismo, mas com forte sentimento de marginalidade. Esse último fenômeno despertou a atenção da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que citou no Relatório de Liberdade Religiosa de 2008: “As conversões ao islamismo aumentaram recentemente entre os cidadãos não-árabes”.&lt;br /&gt;Os jovens convertidos trazem ao islã a atitude do hip-hop e uma formação política forjada no movimento negro. Ao prostrar-se diante de Alá, acreditam voltar para casa depois de um longo exílio, pois as raízes do islã negro estão fincadas no Brasil escravocrata. E para aflorar no Brasil contemporâneo, percorreram um caminho intrincado. O novo islã negro foi influenciado pela luta dos direitos civis dos afro-americanos, nos anos 60 e, curiosamente, por Hollywood. Cruzou então com o hip-hop do metrô São Bento, em São Paulo, nos anos 80 e 90. E ganhou impulso no 11 de setembro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJVhsK3nI/AAAAAAAAAME/bsxhIZmlVWs/s1600-h/malik.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308557957444329074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJVhsK3nI/AAAAAAAAAME/bsxhIZmlVWs/s320/malik.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ATIVISTAS&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grupo de Malik (à esq.) e Sharif sonha com um estado islâmico no Brasil, quer construir uma comunidade muçulmana na periferia e levar a religião aos presos nas cadeias&lt;br /&gt;Para contar essa história é preciso voltar a 1835, em Salvador, na Bahia, onde a revolta dos malês, liderada por negros muçulmanos, foi a rebelião de escravos urbanos mais importante da história do país. Pouco citada nos livros escolares, depois de um largo hiato ela chegou às periferias pela rima do rap. Lá, uniu-se ao legado do ativista americano Malcolm X, assimilado pela versão do filme de Spike Lee, de 1992. E ao 11 de setembro, que irrompeu na TV, mas foi colado às teorias conspiratórias que se alastram na internet.&lt;br /&gt;É esse o islã que chega para os mais novos convertidos. E com maior força em São Paulo, porque a capital paulista foi o berço duro do hip-hop no Brasil – movimento histórico de afirmação de identidade da juventude negra e pobre. A tentacular periferia paulista é, como dizem os poetas marginais, a “senzala moderna”. E cada novo convertido acredita ter dentro de si um pouco de malê. Não é à toa que Mano Brown, o mais importante rapper brasileiro, mesmo não sendo muçulmano, diz no rap “Mente de vilão”: No princípio eram trevas, Malcolm foi Lampião/Lâmpada para os pés/Negros de 2010/Fãs de Mumia Abu-Jamal, Osama, Saddam, Al-Qaeda, Talibã, Iraque, Vietnã/Contra os boys, contra o GOE, contra a Ku-Klux-Klan.&lt;br /&gt;“Fico assustado com a linguagem desses rappers, mas não tem mais jeito. Alastrou. Depois que o fogo pega no mato, vai embora. O islã caiu na boca da periferia. E não sabemos o que vai acontecer. É tudo por conta de Alá”, diz Valter Gomes, de 62 anos. Ele parece mais encantado que temeroso. Nos anos 90, “advogou” diante das organizações do movimento negro do ABC paulista e dos guetos de São Paulo com grande veemência. Defendeu que a salvação para os afro-brasileiros era a religião anunciada por Maomé quase 15 séculos atrás: “Irmãos, vocês estão querendo lutar, mas não têm objetivo. Trago para vocês um objetivo e uma bandeira. O objetivo é o paraíso, a bandeira é o islã”.&lt;br /&gt;Essas palavras encontraram material inflamável no coração de alguns rappers, que há muito procuravam um caminho que unisse Deus e ideologia. Enquanto o islamismo soou como religião étnica, trazida ao Brasil pelos imigrantes árabes a partir da segunda metade do século XIX, não houve identificação. Mas, quando o movimento negro, e depois o rap, difundiu a revolta dos malês como uma inflexão de altivez numa história marcada pela submissão, a religião passou a ser vista como raiz a ser resgatada. Os jovens muçulmanos dizem que não se convertem, mas se “revertem” – ou voltam a ser. Para eles, a palavra tem duplo significado: recuperar uma identidade sequestrada pela escravidão e pertencer a uma tradição da qual é possível ter orgulho.&lt;br /&gt;As igrejas evangélicas neopentecostais, que surgiram e se multiplicaram a partir dos anos 80, com grande penetração nas periferias e cadeias, não tinham apelo para jovens negros em busca de identidade e sem vocação para rebanho. “Na igreja evangélica da minha mãe, me incomodava aquela história de Cristo perdoar tudo. Eu já tinha apanhado de polícia pra cacete. E sempre pensava em polícia, porque o tapa na cara é literal. Então, o dia em que tiver uma necessidade de conflito, vou ter de virar o outro lado da cara?”, diz Ridson Mariano da Paixão, de 25 anos. “Eu não estava nesse espírito passivo. Pelo Malcolm X, descobri que, no islã, temos o direito de nos defender. Deus repudia a violência e não permite o ataque, mas dá direito de defesa. Foi esse ponto fundamental que me pegou também quando eu vi pela TV o 11 de setembro e achei que o mundo ia acabar.”&lt;br /&gt;Eles se inspiram em Malcolm X e acreditam que o 11 de setembro divulgou o islã entre os oprimidos&lt;br /&gt;Ridson tornou-se Dugueto Sharif Al Shabazz em 2005. Seu nome é uma síntese histórica da trajetória do islã na periferia brasileira. Ridson, o nome que deixou, foi escolhido pelo pai, um negro que gostava de piadas racistas. Dugueto é o nome do rap, para marcar a origem do gueto. Sharif é o nome do personagem de um filme de gângsteres. Shabazz foi tirado do nome islâmico de Malcolm X.&lt;br /&gt;Essa geração também não perdoa ao catolicismo sua omissão no período da escravidão africana. “Minha família é católica, mas comecei a investigar a história e descobri que a Igreja deu sustentação à escravidão. Diziam que os negros não tinham alma”, afirma Honerê. “Sem contar que Jesus era branco, os anjos eram brancos. E tudo o que era ruim era negro. Aí eu pensava: ‘Então tudo o que é ruim vem de mim?’. Isso parece pequeno, mas na cabeça de um adolescente maltrata, faz com que a gente se torne ruim, viva uma vida ruim. Então conheci o islã.”&lt;br /&gt;Honerê tornou-se um dos principais divulgadores da religião no ABC paulista. Ele é dirigente do Movimento Negro Unificado (MNU) e funcionário do Centro de Divulgação do Islam para a América Latina (CDIAL). Para ele, como para a maioria dos muçulmanos negros, não faz a menor diferença que raça não exista como conceito biológico. Raça é um conceito cultural, que determinou todas as assimetrias socioeconômicas que determinaram sua vida e hoje representa um elemento fundamental na construção de sua identidade, inclusive a religiosa. Ele narra com clareza como Carlos Soares Correia transformou-se em Honerê Al Amin Oadq, em meados dos anos 90:&lt;br /&gt;– Minha mãe era doméstica em casa de branco, muitas vezes foi chamada de “negra infeliz”. Eu percebia que, no sistema de saúde e a todo lugar que eu ia, só gente da minha cor passava por dificuldades. Eu mesmo já levei coronhada da polícia sem justificativa, já defendi mulher negra no metrô, porque branco bêbado achava que era prostituta. Não tem um negro neste país que não tenha uma história de discriminação para contar. Então fui em busca da minha história. Era o tempo em que o rap era música de preto para preto. E o rap me apresentou Malcolm X. Aos 14, 15 anos, ele se tornou a minha grande referência político-racial. Depois descobri a história dos malês. Eles estavam num nível diferente se comparar com os outros negros da senzala. Não bebiam, não fumavam, sabiam escrever, eram instruídos. Se tivessem conseguido tomar a Bahia naquele 25 de janeiro de 1835, teriam o país em suas mãos, e o Brasil seria um estado islâmico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJhKsAKSI/AAAAAAAAAMM/2gJDIkzNOC4/s1600-h/quilombo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308558157428042018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJhKsAKSI/AAAAAAAAAMM/2gJDIkzNOC4/s320/quilombo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;QUILOMBO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo, a Mesquita Bilal Al Habashi reúne 150 africanos e brasileiros nas orações da sexta-feira, principal dia islâmico&lt;br /&gt;A revolta dos malês (muçulmanos, na língua iorubá) abalou não apenas o Brasil, mas repercutiu na comunidade internacional. Jornais de Londres, Boston e Nova York publicaram notícias sobre o levante. Aumentou o tom da crítica à escravidão.Setenta rebelados morreram. Mais de 500 foram punidos com prisão, pena de morte e deportação para a África. Segundo o historiador João José Reis, em seu livro Rebelião escrava no Brasil (Companhia das Letras), numa comparação com a população atual de Salvador, isso equivaleria hoje a cerca de 24 mil negros castigados.&lt;br /&gt;A força do levante dos malês inspira os novos muçulmanos do gueto. Muitos sonham com um estado islâmico no Brasil – “ainda que seja um estado dentro do Estado”. “Acredito que daqui a dez, 15 anos, isso será possível. Há uma geração tentando fazer isso de forma organizada. O povo brasileiro é religioso. Quando percebeu erros na Igreja Católica, tornou-se evangélico. O islã hoje ainda é pequeno, mas isso pode mudar”, afirma o ex-católico Paulo Sérgio dos Santos, de 33 anos, assessor parlamentar da Câmara de Vereadores de Francisco Morato. Desde a virada do milênio, ele se tornou Abdullah Malik Shabbazz. “É óbvio que não vamos para um confronto armado. Esse caminho terá de vir pela consciência.”&lt;br /&gt;No processo de construção da identidade, os novos convertidos trocaram perguntas e lacunas por certezas. A história é resgatada naquilo que serve a uma afirmação positiva – e as contradições, quando existem, pertencem ao outro. Esses jovens não querem tataravós como Pai Tomás, o escravo humilde do romance de Harriet Beecher Stowe, um marco na abolição da escravatura nos Estados Unidos. Preferem um antepassado como Ahuna, homem-chave na rebelião dos malês. E, sensíveis aos ecos da América negra, desejam eles mesmos ser não o pacifista Martin Luther King, mas o controvertido, belicoso e muçulmano Malcolm X, cuja trajetória de desamparo, violência, prisão e, finalmente, superação é semelhante à de muitos deles. E cujo X – símbolo da identidade arrancada pela escravidão – foi preenchido com um nome islâmico. Embora afirmem que a conversão seja um resgate da tradição, não deixam de exercer o ideal moderno de criar a própria identidade, até com a liberdade de inventar um novo nome que dê conta apenas de seus desejos – e não mais do de seus pais. Agora, eles são filhos do islã. E não mais – ou não apenas – de pais humilhados.&lt;br /&gt;Antes de adotar um nome muçulmano, Honerê foi um dos fundadores de uma das mais antigas posses de hip-hop em atividade, a Haussa, hoje com 15 anos de existência. As posses são grupos que reúnem pessoas com afinidades culturais e políticas para realizar metas comuns. Na história, os africanos haussás lideraram rebeliões escravas na Bahia no início do século XIX. Muçulmanos, eles vinham do que hoje é o norte da Nigéria e de uma guerra santa que forneceu muitos cativos para o tráfico negreiro. No Brasil, é provável que haussás de ambos os lados do conflito tenham se unido contra os brancos. Dois séculos depois, Haussa é uma frente só de negros, com 40 integrantes, no ABC paulista. O nome foi escolhido “porque os haussás não se deixavam domar, tinham convicções e só eram submissos a Deus”.&lt;br /&gt;Os haussás de hoje estavam entre os grupos que escutaram a preleção de Valter Gomes. Alguns, como Honerê, se converteram ao islã. “Descobrir minha história foi como ter passado a vida olhando para baixo, com a sensação de que todo mundo está te julgando e, de repente, passar a andar olhando as pessoas no olho, sem medo”, diz ele.&lt;br /&gt;Os muçulmanos compartilham a certeza de que, quanto mais difamam o islã, mais ele se fortalece. O anúncio do Vaticano, em 2008, de que o islamismo superou pela primeira vez o catolicismo no mundo em número de adeptos para eles é uma prova de que, ao forjar a ligação da religião, como um todo, ao terrorismo fundamentalista, as conversões se multiplicaram, em vez de encolher. Essa face perseguida, vilipendiada e dura tornou-se um ponto de identificação.&lt;br /&gt;Nas telas de TV, o 11 de setembro tornou o islã popular nas periferias do planeta, que vê nos Estados Unidos o símbolo de todas as opressões. No Brasil, o fenômeno se repetiu. “Para nós, aquilo foi coisa do próprio governo americano, para ter desculpa de invadir países muçulmanos. Mas o 11 de setembro ajudou pra caramba na divulgação”, diz o rapper Leandro Arruda, de 33 anos. “Todo mundo queria saber o que era o islã. Não que o Bin Laden seja um herói , mas a gente que vem do gueto tem certa rebeldia contra o governo opressor.”&lt;br /&gt;Rapper e ex-presidiário, Leandro está entre os que se interessaram pela religião ao ver a realidade imitar o cinema-catástrofe de Hollywood. “Percebi que existe um povo com uma postura diferente na Palestina, no Iraque, no Afeganistão. Comecei a procurar informação, encontrei o Malik e acabei me revertendo”, diz. “Eu e minha esposa queremos estudar para divulgar o islã. Porque ninguém melhor do que a gente, que sobe o morro, tem acesso à periferia e conhece a massa, para falar a eles. Porque, se chegar um cara lá vestido de árabe, os ‘negos’ vão dar risada.” Leandro desenvolve há um ano, numa favela da Zona Leste de São Paulo, o projeto Istambul Futebol e Educação, com 25 garotos em situação de risco. Os recursos vêm de um ativista islâmico da periferia paulista que hoje estuda na Síria.&lt;br /&gt;A atuação social responde ao projeto político, que vê no islã uma reação às estatísticas da violência. “Não temos problemas com outras cores e raças. Não nos organizamos por racismo. Só queremos que os afro-descendentes parem de morrer aos 20 anos. Quem morre jovem no Brasil são os que não conhecem suas origens nem tiveram acesso ao conhecimento. É um genocídio da população periférica que vem desde a senzala”, diz Malik. “Desde que me tornei muçulmano, não bebo, não fumo, meus filhos têm pai e mãe, educação e uma vida regrada. O islã nos dá instrumentos para combater problemas sociais que fazem com que sejamos a maioria e tenhamos menos que todos os outros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJtIv9FeI/AAAAAAAAAMU/RjpO9WylPbo/s1600-h/arauto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308558363066176994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJtIv9FeI/AAAAAAAAAMU/RjpO9WylPbo/s320/arauto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ARAUTO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Valter Gomes foi um dos principais divulgadores do islã no movimento negro. Na foto, ele ora num abatedouro halal, que segue os preceitos islâmicos&lt;br /&gt;Malik é o presidente do Núcleo de Desenvolvimento Islâmico Brasileiro (NDIB), a organização mais combativa do novo islã negro. O vice-presidente faz formação no Paquistão desde o ano passado. Pequeno, o NDIB tem apenas oito integrantes, entre eles Sharif e Leandro. Mas foi capaz de promover, no fim de 2007, um encontro entre o americano Fred Hampton Jr., o rapper Mano Brown e lideranças do movimento negro e de jovens muçulmanos, em São Paulo. Fred Hampton Jr. é o filho do líder dos Panteras Negras – organização criada nos anos 60, nos Estados Unidos, que defendia teses como o pagamento de compensação aos negros pela escravidão e o armamento daqueles que se sentissem ameaçados pela força policial.&lt;br /&gt;Ativista como o pai, Hampton Jr. passou quase nove anos preso e fundou na cadeia o Prisoners of Conscience Committee (POCC), em português Comitê dos Prisioneiros de Consciência. Nem o POCC nem Hampton Jr. se apresentam como muçulmanos. Mas a organização tem islâmicos na coordenação, com quem o NDIB mantém boas relações. O POCC defende que todos os detentos são prisioneiros políticos, porque a desigualdade racial não lhes deu escolha. As prisões seriam, para eles, um dos passos do extermínio planejado da população negra.&lt;br /&gt;Numa parceria com o Conselho Nacional de Negros e Negras Cristãos, o NDIB levou Hampton Jr. a um encontro com a comunidade afro-brasileira em Salvador, na Bahia. Suas teses têm pontos de conexão com a campanha “Reaja ou será morto, reaja ou será morta”, concebida por organizações sociais baianas, que denuncia aquilo que consideram ser o “genocídio da juventude negra brasileira pela violência do aparato repressivo do Estado” e prega “a defesa por todos os meios necessários”.&lt;br /&gt;Hampton Jr., que também conheceu os morros do Rio de Janeiro, anunciou uma conexão entre o Brasil e os Estados Unidos. “O manifesto antiterrorista não deve observar nenhuma fronteira colonial. Precisamos combater todas as formas de terrorismo que nos são impostas: o crack, a falta de políticas públicas, a aids e o ataque policial. O povo negro é a vítima preferencial”, diz. Em Salvador, ele concluiu com uma analogia: “Para nós, do POCC, cada dia é como se fosse 11 de setembro. O que os brancos sofreram com o ataque terrorista, nós, negros, sofremos todo dia”. Em São Paulo, Hampton Jr. e Mano Brown cerraram os punhos. E foram aclamados.&lt;br /&gt;O principal articulador da vinda de Hampton Jr. foi Sharif, que mantém contatos com muçulmanos dos guetos da França, do Canadá e dos Estados Unidos. Rapper, ele trabalha com a educação de crianças e faz parte do movimento de literatura periférica. Aos 25 anos, tem um texto contundente, com forte denúncia da desigualdade racial. Descendente de africanos e italianos, tem olhos verdes e pele clara, mas não tem dúvidas de que é negro. “Dizem que não existe raça e somos todos brasileiros, mas qual é a cor que predomina nas cadeias, na Febem e nas favelas? Negros”, afirma. “Não queremos vingança, só nosso lugar numa sociedade que ajudamos a construir. O islã não tem cor, é para todos. Mas somos negros numa sociedade racista. Então temos problemas à parte para resolver e nos posicionamos.”&lt;br /&gt;Os ativistas do NDIB acreditam que o islamismo pode ser uma alternativa à conversão evangélica, maciça nas prisões brasileiras. Para seu projeto político-religioso, entrar nas cadeias é estratégico, e o POCC, de Hampton Jr., é um parceiro importante. “Os presos têm virado crentes por falta de opção, porque a última escolha do presidiário é virar evangélico”, afirma Leandro. “O islã é construção de conhecimento. Queremos trabalhar levando essa consciência, construindo a história de cada um e mostrando que, independentemente do crime que cometeram, eles são presos políticos”, diz Sharif.&lt;br /&gt;Em 2009, o núcleo islâmico quer iniciar a construção de Nova Medina, uma comunidade muçulmana capaz de acolher os convertidos de vários pontos da periferia paulista. “Hoje estamos espalhados, e isso dificulta a organização”, diz Malik. “Sonhamos com um bairro muçulmano onde não existam bares com bebidas alcoólicas nas esquinas, os açougues não vendam carne de porco, nossas crianças possam estudar em escolas islâmicas e nossas mulheres não sejam chamadas de mulher-bomba.” Para isso, pensam em adquirir um pedaço de terra e fazer um loteamento. Alguns já se mudaram para a periferia de Francisco Morato, um dos municípios mais pobres da Grande São Paulo. Medina, até agora o nome mais provável, está na origem do islamismo: é a cidade da Arábia Saudita para onde o profeta Maomé migrou para escapar das perseguições que sofria em Meca. A migração marca o início do calendário islâmico.&lt;br /&gt;Eles planejam converter os presos e construir uma comunidade muçulmana na periferia paulista&lt;br /&gt;Diante de expressões de incredulidade, eles dão um sorriso malicioso: “Se, há dez anos, eu dissesse a você que um negro seria o presidente dos Estados Unidos, você acreditaria?”. Ou, como diz Valter Gomes: “Eu vi Martin Luther King morrer. E posso dizer que é uma revolução muito rápida. Um torneiro mecânico é presidente do Brasil, um índio é presidente da Bolívia e um negão com nome muçulmano é presidente do país mais poderoso do mundo. Ou é o fim do mundo ou é o começo de alguma coisa...”.&lt;br /&gt;No islã dos manos, o rap é o instrumento e a linguagem de divulgação da religião. “Muita gente ainda vai vir para o islã pelo rap. Nós ganhamos consciência pelo hip-hop, então não podemos negar nossa história. As pessoas na periferia veem aquela negrada fazendo rima e poesia, percebem sua atitude diferenciada, sua postura na vida, e querem se aproximar. Isso é o começo da reversão”, diz Honerê. “É um passo depois do outro.”&lt;br /&gt;Com uma takiah verde-amarela na cabeça – símbolo de sua condição de muçulmano brasileiro que não aceita mudar de nome –, Valter Gomes entrega tudo nas mãos de Alá. Tem os olhos úmidos quando afirma: “Alá diz no Alcorão que para cada povo há um profeta que fala a sua língua. Então, quem sabe não aparece um negrinho cheio de ginga e de rima na periferia?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJ3wYG_ZI/AAAAAAAAAMc/ANJ8fr1Wsss/s1600-h/luvas+e+coran.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308558545502272914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJ3wYG_ZI/AAAAAAAAAMc/ANJ8fr1Wsss/s320/luvas+e+coran.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;LUVAS E ALCORÃO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muhammad Al Mesquita, ex-campeão mundial de boxe, converte na academia&lt;br /&gt;O boxeador de Alá&lt;br /&gt;Na Paraíba, ex-campeão mundial tem uma mussala na academia&lt;br /&gt;Cinco vezes ao dia, toda atividade cessa na Academia Mesquita Brothers, um dos principais centros de treinamento de boxe em João Pessoa, na Paraíba. Os sacos de areia deixam de ser esmurrados sem parar. No ringue, os lutadores baixam a guarda. Produz-se, então, uma cena impressionante. Tapetes são rapidamente estendidos, e os boxeadores, liderados por Muhammad Al Mesquita, se prostram em direção a Meca. Brasileiros, recitam versos do Alcorão em árabe. Depois, voltam a bater com força e ainda mais inspiração.&lt;br /&gt;Muhammad era Francisco Mesquita, ex-campeão mundial de boxe na categoria superleve. Carioca, converteu-se ao islã em Nova York, nos anos 90. Compartilha com Muhammad Ali o boxe e a religião. “Mas não me converti por causa dele. Um amigo me convidou para ir a uma mesquita. Lá o xeque falou de Deus como eu nunca tinha ouvido”, diz. “Tocou meu coração.”&lt;br /&gt;O boxeador de Alá se esquiva de questões políticas como se fossem jabs. Confessa que sonha em transformar o Nordeste no “celeiro do islamismo”, com pelo menos uma mesquita e um xeque em cada capital. “Todos precisam saber que existe essa opção de fé, que responde a questões que outras religiões não respondem. É preciso mostrar o caminho da verdade. Aí cada um decide se quer trilhá-lo”, diz. Ele já mostrou o “caminho” a 17 jovens boxeadores.&lt;br /&gt;Marco Bahé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavKPXxSnCI/AAAAAAAAAMk/LnTTIAmkHO4/s1600-h/velha+guarda.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308558951213866018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavKPXxSnCI/AAAAAAAAAMk/LnTTIAmkHO4/s320/velha+guarda.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;VELHA-GUARDA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu Malma é um dos pioneiros do islã afro-brasileiro&lt;br /&gt;A mesquita dos negros&lt;br /&gt;No centro de São Paulo, uma África islâmica&lt;br /&gt;A Mesquita Bilal Al Habashi é um daqueles lugares que fazem de São Paulo uma cidade fascinante, apesar do trânsito e da poluição. No 9o andar do Edifício Esther, exemplar modernista do centro, estudado nas escolas de arquitetura, a mesquita acolhe imigrantes da África e brasileiros de origem africana para as cinco orações do dia. Instalada no apartamento que foi do pintor Di Cavalcanti, ela evoca uma intrigante algaravia: inglês, francês, português e dialetos tribais. As vozes só silenciam para ouvir o xeque recitar o Alcorão – em árabe. Enquanto os muçulmanos rezam, o edifício repete uma rotina caleidoscópica. Na cobertura, vive o padeiro com sotaque francês Olivier Anquier. No subsolo, um cabaré exercita outras línguas. No histórico Edifício Esther, a Bilal al Habashi tem essa sina. Cultiva o espírito, espremida entre o pão e a carne.&lt;br /&gt;Inaugurada em 2005, a mesquita tem um nome simbólico. Bilal foi um escravo abissínio torturado pelo dono para renunciar à religião. Resistiu e tornou-se o primeiro muezim do islã, encarregado de chamar os fiéis para as orações. Bilal era também o nome de um dos líderes da revolta dos malês. Assim, é um símbolo de resistência tanto para africanos no Brasil como para brasileiros com raízes na África.&lt;br /&gt;O presidente da mesquita é também uma instituição. Muhammad Ali, como o famoso boxeador, foi um dos primeiros muçulmanos sem ascendência árabe em São Paulo. Aos 17 anos, chamava-se Jair Maceió quando ouviu pela primeira vez o nome do islã junto ao Viaduto do Chá, ponto de encontro dos negros paulistanos. Jair vivia a orfandade com os pais vivos. Sem recursos para criá-lo, eles entregaram-no ao Estado. O sobrenome, Maceió, como é comum entre descendentes de escravos, indicava a terra onde o avô fora cativo. Desenraizado, a luta pelos direitos civis dos negros americanos, nos anos 60, retumbou dentro dele. Quando o boxeador Muhammad Ali se recusou a lutar no Vietnã, dizendo que aquela não era uma guerra dele, Jair acreditou ter agarrado a ponta de uma raiz comum. Parou de dançar, seu “único vício”, e tornou-se Muhammad Ali Numairi. Com esse nome, fundou a Mesquita Muçulmana Afro-Brasileira, em 1974, ao lado de Joel Azor da Silva e Abdullah Menelik Omar. O objetivo “era arrumar a sociedade negra e impedir a dissolução da família afro-brasileira pela bebida e pela droga”.&lt;br /&gt;Aos 58 anos, Seu Malma, como é conhecido, diz que o islã é para todos. Sua mesquita virou bússola para os perdidos africanos, a maioria clandestinos no Brasil. Eles dividem o espaço com “o pessoal do rap”, que tem dado dor de cabeça a Seu Malma. “Música é proibido no islã. E gueto só serve à classe dominante, que quer mantê-los lá”, diz. “Mas eles acham que o rap é importante para divulgar o islã na periferia e que eu sou da velha-guarda.” Com a “jovem guarda do islã”, Seu Malma compartilha a utopia: “Quero fazer do Brasil um país muçulmano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavKc677ZmI/AAAAAAAAAMs/OwB2qMxfuUc/s1600-h/rio+grande.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308559183992022626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavKc677ZmI/AAAAAAAAAMs/OwB2qMxfuUc/s320/rio+grande.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;DO RIO GRANDE PARA MECA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muhammad (de camisa listrada) é líder religioso de uma das mais organizadas comunidades do interior do país&lt;br /&gt;Muhammad foi ao cinema e se converteu&lt;br /&gt;Hoje, ele prepara “a base de um levante cultural”, com migrantes nordestinos e gaúchos sem-terra, em Passo Fundo&lt;br /&gt;Nivaldo Florentino de Lucena recebeu a dica de um amigo: “Tem um filme com a história de um negão que é da hora!”. O “negão” era Malcolm X. O filme era a biografia do ativista americano, dirigida por Spike Lee. Numa sessão lotada de rappers, Nivaldo, da Zona Leste de São Paulo, concluiu que o negão era da hora mesmo. Filho de uma mãe que, no censo do IBGE, se declarava “branca” e de um pai que se anunciava “pardo”, ele pertencia à geração que tinha certeza de que eram todos “negros”. Saiu do cinema decidido a encontrar uma mesquita. Era 1992. Muhammad trocou a bebida, as drogas e os pequenos crimes pelo Alcorão. Anos mais tarde, se formou em teologia islâmica na Líbia. Em 2002, desembarcou na gaúcha Passo Fundo, cidade de colonização europeia, onde loiras naturais são tão corriqueiras como o chimarrão. Tinha duas metas sob a takiah muçulmana: assumir um posto numa multinacional de frangos halal (abatidos segundo a prescrição islâmica) e divulgar o islã.&lt;br /&gt;Quando Muhammad Lucena chegou, havia três famílias muçulmanas de origem árabe. Hoje, ele conta mais de 40, a maioria composta de trabalhadores da empresa. Muhammad se tornou o imã, líder religioso, de uma comunidade com um perfil inédito: migrantes nordestinos que chegaram ao sul como mascates e gaúchos que trocaram a zona rural pela periferia da cidade. No caso de Passo Fundo, o islã disputa, no campo religioso, com a Igreja Católica e com as neopentecostais evangélicas. No campo político, com o MST. “Sempre fui peão e, como negro, fui vítima de muito preconceito aqui no Rio Grande”, diz Valdivino Bueno da Silva. “Tinha intenção de virar sem-terra, como o meu irmão, mas acabei ficando por aqui e me convertendo.” Em 2005, aos 24 anos, ele conseguiu vencer o alcoolismo e virou Abdallah.&lt;br /&gt;Tornou-se “irmão” no islã de João Paulo Silva, que deixou o sertão do Ceará para vender artigos de cama e mesa pelas ruas de Passo Fundo. “Gaúcho chama todos os nordestinos de baiano”, diz. “Era uma vida sofrida.” Aos 20 anos, mudou de sina, adotou o nome de Jaber e virou um obstinado divulgador do islã. Converteu a mulher, irmã de um pastor da cidade. E também os sogros, que abandonaram a crença evangélica e vieram do interior do Paraná para ficar perto da comunidade islâmica de Passo Fundo, em franca expansão. Ela já tem um cemitério e o terreno da futura mesquita, doado pelo governo do Kuwait.&lt;br /&gt;Muhammad, de 33 anos, casado com uma branca e pai de cinco filhos, defende um islã para todas as cores e raças. Na Líbia, conheceu Louis Farrakhan, mas não simpatiza com as “ideias radicais” do líder da Nação do Islã. Ele crê, porém, que o Brasil vive “uma nova revolução islâmica”. “Há focos do islã borbulhando em toda parte. Existem hoje brasileiros estudando na África, na Ásia e no Brasil para fazer a inserção de muçulmanos em órgãos-chave”, diz. “Já temos a base pronta, com os mais pobres. Só nos falta um líder para ter um levante. Não armado, mas cultural.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavLBk69TJI/AAAAAAAAAM0/fT393z62Yew/s1600-h/caminhos+do+islam.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308559813737532562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavLBk69TJI/AAAAAAAAAM0/fT393z62Yew/s320/caminhos+do+islam.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;CAMINHOS DO ISLÃ&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brasileiras sem ascendência árabe, Latifa, Samira e Andréia vivem na comunidade muçulmana da gaúcha Passo Fundo... e Luana, Elisângela e Dona Ilma, que cruzam o Viaduto Santa Ifigênia, no centro da capital paulista, são militantes da religião na Grande São Paulo Por trás do véu, um novo perfil de mulher islâmica Chamadas de “mulher-bomba” nos ônibus metropolitanos, elas começam a alterar o cenário urbano Ela é “Dona” Ilma. E tão dona que o dela merece maiúscula e já se integrou ao nome. Não por acaso, é a que lidera a fila na foto. Como ela mesma diz, abriu seu espaço com “punhos e conhecimento”. Ilma Maria Vieira Kanauna é uma das pioneiras no movimento islâmico afro-brasileiro, em São Paulo. Aos 53 anos, convertida há mais de duas décadas, é tratada com um temor respeitoso, porque Dona Ilma é mulher braba. Nada mais distante dela que o estereótipo da mulher árabe submissa, sempre dentro de casa, que resiste no imaginário ocidental como a realidade única da mulher no islã. Sua cartilha é a das malês, mulheres ativas no levante escravo de 1835. “A América foi edificada sobre os ombros dos homens negros e o ventre das mulheres negras”, diz com solenidade. “E o islã é o espelho em que eu me vi refletida.”&lt;br /&gt;Dona Ilma é filha de uma “tradicional família negra”, de origem matriarcal. Até os 6 anos, se criou numa área de quilombo, em Minas Gerais. Lembra a avó e a mãe sempre vestidas de preto, rezando com a janela aberta e mandando nos homens e no curso da vida. Quando a mãe morreu de parto, o pai se mudou, e ela ainda hoje diverte-se com a memória dos primeiros brancos que surgiram no seu campo de visão. “Eu e meu irmão achávamos que eram lobisomens”, diz. “Nos chamavam pra brincar, e a gente se escondia achando que iam nos comer.”&lt;br /&gt;Algumas aventuras mais tarde, porque a vida de Dona Ilma dá mesmo um romance, acabou filha adotiva de uma família de descendentes de alemães, com quem ainda hoje vive e se entende bem. Primeiro tornou-se comunista, depois muçulmana. É educadora por vocação e, por convicção, só trabalha em escolas de periferia. Compara o 11 de setembro a “uma mulher que passa a vida apanhando e um dia dá 11 tiros no marido”. E acredita que a violência no Brasil, da qual já foi vítima, é a forma de as minorias sem identidade e futuro pedirem socorro. “Nossas crianças estão perdidas, escrevendo Joaquim com ‘n’ e não se reconhecendo em espelho algum”, diz.&lt;br /&gt;A testa lisa de Dona Ilma só é contraída por uma ruga quando fala sobre a nova geração de muçulmanos. “O islã sempre trouxe cidadania para as minorias. E as periferias são as senzalas de hoje. Mas as novas gerações têm muito punho ainda, tenho medo que acabem sendo segregacionistas”, afirma. “Não precisamos mais de um discurso de raça, precisamos de cidadania. Acredito, porém, que é um ritual de passagem. Quando me converti, também era muito radical. Vamos deixar eles gritarem um pouco.”&lt;br /&gt;Na foto, ela é seguida por Elisângela Résio, de 31 anos, e Luana de Assis, de 28. Há quatro, Luana trocou a vida de “balada de segunda a segunda” e um figurino hip-hop para se tornar muçulmana. Elisângela se converteu em maio, no dia em que casou com o rapper Leandro Arruda, que conheceu num show dos Racionais MC’s. Até pouco tempo, um início de romance inusitado para uma muçulmana. “O que você acha de Jesus?”, ele perguntou. Tudo começou a dar certo quando ela disse que Jesus era um profeta – e não o filho de Deus.&lt;br /&gt;Como qualquer trabalhadora, elas pegam ônibus e trens lotados de segunda a sexta- -feira, da Grande São Paulo para a capital, e vice-versa. Nas ruas, já se habituaram a ser chamadas de “mulher-bomba” ou “prima do Bin Laden”. “O povo não está acostumado a ver muçulmanas sacolejando em ônibus e trens como qualquer mulher que precisa trabalhar”, diz Luana. “Confundem religião com cultura, acham que todo muçulmano é árabe e toda muçulmana só fica em casa.”&lt;br /&gt;Fiel às rimas de sua geração, Elisângela dá um conteúdo político próprio à indumentária islâmica. “A mídia impõe que brasileira tem de andar de minissaia ou shortinho, meio pelada. É a imposição de um estereótipo que as mulheres seguem desde criança sem nem se dar conta”, diz. “Por que minha roupa de muçulmana chama a atenção dentro do trem e a menina seminua não?” A própria Elisângela responde: “ Porque estou fora dos padrões que a mídia impõe, tenho identidade própria, fiz minha escolha”.&lt;br /&gt;Elisângela afirma que conseguiu até parar de fumar. Só demorou a aceitar que o marido possa ter outras mulheres – “direito” pouco exercido no Brasil, que pune a bigamia no Código Penal. Depois de embates internos, ela capitulou. “É um direito dele. Quem sou eu para discordar do Alcorão? ”, diz. “Prefiro que tenha uma segunda mulher do que me traia. O homem tem necessidades.”&lt;br /&gt;Essa mesma mulher traz na cabeceira O capital, de Karl Marx, e diz admirar Che Guevara com fervor revolucionário. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-3133717577720937726?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/3133717577720937726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=3133717577720937726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3133717577720937726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3133717577720937726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2009/03/isla-cresce-na-periferia-das-cidades-do.html' title='Islã cresce na periferia das cidades do Brasil'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SavJAzhq0mI/AAAAAAAAAL8/DLrAqcXycOM/s72-c/honere.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-990904656103235999</id><published>2008-09-03T09:11:00.000-03:00</published><updated>2008-09-03T09:15:36.067-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='show'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='scan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ministro da comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='black'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alquimistas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/SL5_h2xkHnI/AAAAAAAAAIQ/JXZ4vm6h8aU/s1600-h/Flyer+Alquimistas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241767235921649266" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8f0LFlsNPI/AAAAAAAAAHs/d1RzeXq-dnU/s320/coperifa+denegri+010.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;o dia 12 de dezembro aconteceu no Bar do Zé Batidão, a entrega do 3o Prêmio Cooperifa, O premio desse ano foi batizado de "Dom Quixote de La Perifa" e foi dado as pessoas e entidades que lutam por uma periferia melhor. Diversos artistas, poetas, organizações entre outros obtiveram o prêmio de muita valia devido ao trabalho realizado pelo Sarau. Para entender um pouco dessa história, em outubro de 2001, surgia a Cooperativa de Poetas da Periferia (Cooperifa). Nessa época, os saraus de poesia eram realizados no Garajão, em Taboão da Serra. Foi de três anos pra cá que as reuniões semanais voltadas à declamação de poesias passaram a acontecer no Bar do Zé Batidão, no Jardim São Luís (zona sul de São Paulo). É lá que, às quartas feiras, cerca de 300 pessoas se reúnem para declamar textos próprios e alheios. Nas palavras de Sérgio Vaz, um dos idealizadores do Sarau da Cooperifa ao lado de Marco Pezão, “é um quilombo cultural, onde as pessoas não precisam limpar o pé pra entrar. E não são tiradas por aquilo que pensam. É o movimento dos sem palco”.&lt;br /&gt;Nesse 3º prêmio tivemos a um grupo musical chamado DENEGRI (foto) onde sua formação é de 4 muçulmanos e uma irmã ativista das lutas sociais, Lena afirma inclusive que seu primeiro contato com a religião foi com seus parceiros de palco. Em seu depoimento o irmão Duguetto Shabbazz diz que conheceu o Islam através das várias referências que Allah pois em seu caminho. Em sua militância social ele teve como uma grande figura o irmão Malcolm X que fez com que a palavra “Islam” fosse implantada na mente das pessoas pelo mundo além das referências que existiram aqui no Brasil de pessoas que professaram o Islam e que contribuíram na luta por liberdade em nosso país como no caso do Levante dos Malês. Ele afirma que pretende trazer através da musica uma pequena contribuição para levar essas verdades para nossa comunidade. Abdu Karin reconhece o grupo como uma família maravilhosa que junto ao Islam lhe garante a felicidade em que vive atualmente. Ele coloca a religião como um agente que viabilizou muitas coisas para sua vida. Já o irmão Karin James Bantu conheceu a religião por algumas palavras de seu pai a qual ele diz que nunca sairá de sua cabeça “Um dia, nós teremos que voltar para as nossas raízes” Seu pai, natural da Guiana Inglesa está no Brasil por volta de 28 anos. Muçulmano, sempre procurou falar da religião para ele, mas por causa da resistência que a juventude tem, sua compreensão demorou para acontecer. Com o tempo, ele encontrou outros jovens muçulmanos que estavam seguindo a senda reta que facilitaram seu retorno ao islam. Em sua fala ele afirma: “O único auxilio só vem de Allah, na dificuldade você só pode contar com Allah, quando todos virarem as costas pra você, só Allah vai lhe estender as mãos, e depois disso, depois da verdade absoluta, não tem mais duvida, não tem inverdade, não tem mais livre arbítrio, só tem o certo e o errado e eu estou aqui pelo certo” &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8f04FlsNQI/AAAAAAAAAH0/sWRvAO6YZ0I/s1600-h/coperifa+denegrir+007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172371941468419330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8f04FlsNQI/AAAAAAAAAH0/sWRvAO6YZ0I/s320/coperifa+denegrir+007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro vocalista do grupo Abdu Khalik disse que conheceu a religião através de sua pesquisa sobre o levante dos malês e com a aproximação dele com o irmão Duguetto Shabbazz. O mesmo acredita que a musica, no caso do hip-hop tem um papel diferenciado por seu teor político fazendo com que não seja caracterizado como Haram.&lt;br /&gt;Dessa forma, através dos ensinamentos de nosso Profeta Mohamad (SAAS) onde era ensinado a religião para as pessoas de diversos povos e culturas para que a religião fosse apresentada na linguagem típica de cada nação, que vemos no exemplo desses jovens um esforço necessário para trazer nossa religião as periferias das grandes cidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KBKaf5CtI8E" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-1479222559893499745?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/1479222559893499745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=1479222559893499745' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1479222559893499745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1479222559893499745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2008/02/hausa-entrevista-grupo-denegri-na.html' title='HAUSA ENTREVISTA GRUPO DENEGRI NA PREMIAÇÃO DO SARAU COOPERIFA'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8f0LFlsNPI/AAAAAAAAAHs/d1RzeXq-dnU/s72-c/coperifa+denegri+010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-8929085257848274562</id><published>2008-02-29T08:01:00.002-03:00</published><updated>2008-02-29T08:40:56.458-03:00</updated><title type='text'>Núcleo de Desenvolvimento Islâmico Brasileiro traz Fred Hamptom JR a São Paulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fqQVlsNHI/AAAAAAAAAGs/NC_JuRHox4o/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172360263452341362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fqQVlsNHI/AAAAAAAAAGs/NC_JuRHox4o/s320/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia 19 de novembro de 2007 na ONG Ação Educativa situada no centro da Capital Paulista encontravam-se membros do movimento hip-hop, movimento negros/sociais engajados na luta por uma mudança em nossa sociedade, para um encontro que tinha por objetivo dialogar saídas e socializar experiências vividas com um dos mais respeitados lideres afro Americanos da atualidade, Fred Hampton JR. Filho de Fred Hampton fundador do movimento Black Panthers. A mesa também contou com a presença do irmão Honerê Al-amin Oadq do Centro de Divulgação do Islam para América Latina, MNU e Posse Hausa, Mano Brown dos Racionais MC’S, Anderson 4p vereador de Francisco Morato pelo Movimento Hip-Hop, Eugênio da Frente 3 de fevereiro, e posteriormente a quilombola Kathiara do coletivo Kilombagem de Sto André.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8frMFlsNII/AAAAAAAAAG0/Rb9HNsBcgyo/s1600-h/P1010101.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172361289949525122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8frMFlsNII/AAAAAAAAAG0/Rb9HNsBcgyo/s320/P1010101.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O evento foi uma realização do Núcleo de Desenvolvimento Islâmico Brasileiro (NDIB) tendo a frente nosso irmão Abdullah Malik Shabbazz  onde foi garantido um debate qualitativo devido ao conteúdo das falas e da participação de ícones da militância negra por 4 horas de encontro. Durante todo o instante a platéia se demonstrava atenciosa observando e apreciando as falas. O evento contou com aproximadamente 120 pessoas.&lt;br /&gt;Essa agenda foi criada a 3 meses antes do evento em São Paulo, foram feitas através de uma conexão entre Bahia / São Paulo / Rio de Janeiro sendo a parte logística e cultural responsabilidade da NDIB. A presença de um remanescente do partido dos panteras negras é um dos mais respeitados ativistas na complexidade relacionada a políticas publicas, ele representa uma ONG &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8frgFlsNJI/AAAAAAAAAG8/yYNsf82UqtI/s1600-h/P1010121.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172361633546908818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8frgFlsNJI/AAAAAAAAAG8/yYNsf82UqtI/s320/P1010121.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;chamada Comitê dos Prisioneiros da Consciência ( POCC ) e vem mundo a fora denunciando o terrorismo estatal sobre a população negra praticada pelo sionismo e seus colaboradores. Na base de seus dirigentes, existem muçulmanos que fizeram parte dessa comitiva que veio ao Brasil. Fred Hamptom JR nos trouxe uma grave denuncia do governo Norte americano de ser colaborador de uma perversidade aos cidadãos de nova Orleans. Como já não bastassem os efeitos naturais na qual causou catástrofes, há provas de que o governo aproveitou o fato estourando com bombas uma represa para piorar ainda mais a situação. Tudo isso por interesse imobiliário no qual os favorecidos seriam pessoas e organizações do ciclo de amizades financeiras da família Bush. O descaso &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fuZllsNOI/AAAAAAAAAHk/lr3-ALFb7M8/s1600-h/420720_orleans2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172364820412642530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fuZllsNOI/AAAAAAAAAHk/lr3-ALFb7M8/s320/420720_orleans2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;incluindo maus tratos, separação das famílias no momento de deslocá-las para outros lugares que deveriam ser seguros mais que pelo contrário, agravou a saúde dessas pessoas entre outras atrocidades que expõe o descaso e falta de empenho das AUTORIDADES daquele estado e do País.&lt;br /&gt;Outros participantes como mano Brown ícone do movimento hip-hop brasileiro também trouxe na sua fala a importância da organização do movimento nas comunidades.&lt;br /&gt;Honerê Al-amin Oadq entregou nas mãos da comitiva do POCC um dossiê referente as reais condições vividas nos presídios baianos onde essas pessoas se encontram em condições desumanas além das estatísticas que comprovam um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira. Tais fatos foram levantados pelo militante Hamilton Borgues Walê do Movimento Negro Unificado, sessão Bahia junto com a Campanha “Reaja ou Será Morto, Reaja ou será Morta” que mobiliza as comunidades periféricas do estado da Bahia. O projeto de intervenção nas penitenciarias baianas também foi um aliado na avaliação das reais condições dos presídios locais. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fsV1lsNLI/AAAAAAAAAHM/wCU2wvxDvVk/s1600-h/P1010114.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172362556964877490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fsV1lsNLI/AAAAAAAAAHM/wCU2wvxDvVk/s320/P1010114.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em sua fala, Honerê avalia a destruição da família negra pelos mais diversos mecanismos fomentados pela nossa sociedade através da introdução dos vícios (Drogas licitas e ilícitas), da perca dos valores familiares ligados a falta de respeito dos filhos para com os pais que em sua avaliação diz que resistiram a tudo, com todas as dificuldades para garantir a continuidade do nosso povo, de uma orientação religiosa que em suas principais bases resguarda os valores familiares, e principalmente no resgate de nossa história desde África onde milenarmente as famílias foram o alicerce de resistência africana. Anderson4p destacou o papel da política publica e como viabiliza - lá através do conhecimento dos direitos do estado e com uma cobrança maior através dos mecanismos legislativo. Fala também relevante foi de Eugenio da frente 3 de fevereiro criado a partir do caso do dentista Flavio assassinado por policiais que vem usando sua mobilização para denunciar os abusos de autoridades a população de baixa renda. Atividade como essa foi única. A tempos que não se via intercambio tão importante como esse principalmente pela conjuntura, pela resistência e pela lutas em busca de uma sociedade mais justa e igualitária. Dentro disso tudo, o islã e os mulçumanos não podiam se ausentar e deixar de oferecer sua contribuição para um modelo de sociedade na qual acreditamos, mesmo não sendo um evento com um totalidade mulçumana foi idealizado e executado pelos próprios com a vontade de trazer a perfectiva mais real de transformação de um governo que se aproxime dos moldes islâmico formando uma sociedade na qual se distinga pela fé.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fsxllsNMI/AAAAAAAAAHU/k4sj2j4twlA/s1600-h/P1010109.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172363033706247362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fsxllsNMI/AAAAAAAAAHU/k4sj2j4twlA/s320/P1010109.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A participação de vários mulçumanos em atividades políticas de interesse da sociedade brasileira, nos traz um aspecto diferenciado já que deixamos de ocupar um papel de omissão para tomarmos frente as principais demandas sociais em que vivemos hoje. O racismo e suas manifestações discriminatórias e preconceituosas devem ser banidos de nossa sociedade e para tal as pessoas precisam recuperar o senso de humanidade perdido por interesses alheios as palavras vindas de nosso Criador. Estar nesses espaços se torna importante quando nossas ações, intenções e intervenções venham sempre baseadas nos aprendizados obtidos através da Sunna de nosso Profeta Mohamad (SAAS) e do Alcorão Sagrado levando a palavra de ALLAH como fonte de vida. Também estivemos participando das afetividades da avenida paulista onde se concentrou no MASP cerca de 30 mil pessoas na 4ª marcha do Movimento Negro Paulista em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra onde podemos deixar nosso recado enquanto mulçumanos e a importância da nossa luta em relação aos direitos dos cidadãos.&lt;br /&gt;Abdullah Malik Shabbazz – presidente do Núcleo de Desenvolvimento Islâmico Brasileiro (NDIB)&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8ftGllsNNI/AAAAAAAAAHc/L7KVMqZh058/s1600-h/anderson4p,+airton,mano+brow,honere,+fred+hampton+jr,+abu+shakur,eugenio,A.malik+shabbazz.JPG"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172363394483500242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8ftGllsNNI/AAAAAAAAAHc/L7KVMqZh058/s320/anderson4p,+airton,mano+brow,honere,+fred+hampton+jr,+abu+shakur,eugenio,A.malik+shabbazz.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-8929085257848274562?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/8929085257848274562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=8929085257848274562' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8929085257848274562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8929085257848274562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2008/02/ncleo-de-desenvolvimento-islmico.html' title='Núcleo de Desenvolvimento Islâmico Brasileiro traz Fred Hamptom JR a São Paulo'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R8fqQVlsNHI/AAAAAAAAAGs/NC_JuRHox4o/s72-c/4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-3131237643364143593</id><published>2008-01-22T23:49:00.000-02:00</published><updated>2008-01-23T00:12:37.551-02:00</updated><title type='text'>A REVOLTA DOS MALÊS EM 1835</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5aeKEUIa8I/AAAAAAAAAGE/oEyP-y4CMXs/s1600-h/25dejaneiro052.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5aeKEUIa8I/AAAAAAAAAGE/oEyP-y4CMXs/s320/25dejaneiro052.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158484318993542082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A REVOLTA DOS MALÊS EM 1835&lt;br /&gt;João José Reis&lt;br /&gt;Universidade Federal da Bahia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada de 25 de janeiro de 1835, um domingo, aconteceu em Salvador ma&lt;br /&gt;revolta de escravos africanos. O movimento de 1835 é conhecido como Revolta dos Malês,  por serem assim chamados os negros muçulmanos que o organizaram. A expressão male vem de imalê, que na língua iorubá significa muçulmano. Portanto os malês eram especificamente os muçulmanos de língua iorubá, conhecidos como nagôs na Bahia. Outros grupos, até mais islamizados como os haussás, também participaram, porém contribuindo com muito menor número de rebeldes.&lt;br /&gt;A revolta envolveu cerca de 600 homens, o que parece pouco, mas esse número equivale a 24 mil pessoas nos dias de hoje. Os rebeldes tinham planejado o levante para acontecer nas primeiras horas da manhã do dia 25, mas foram denunciados. Uma patrulha chegou a uma casa na ladeira da Praça onde estava reunido um grupo de rebeldes. Ao tentar forçar a porta para entrarem, os soldados foram surpreendidos com a repentina saída de cerca de sessenta guerreiros africanos. Uma pequena batalha aconteceu na ladeira da Praça, e em seguida os rebeldes se dirigiram à Câmara Municipal, que funcionava no mesmo local onde funciona ainda hoje.&lt;br /&gt;A Câmara foi atacada porque em seu subsolo existia uma prisão onde se encontrava preso um dos líderes malês mais estimados, o idoso Pacifico Licutan, cujo nome muçulmano era Bilal. Este escravo não estava preso por rebeldia, mas porque seu senhor tinha dívidas vencidas e seus bens, inclusive Licutan, foram confiscados para irem a leilão em benefício dos credores. O ataque à prisão não foi bem sucedido. O grupo foi surpreendido no fogo cruzado entre os carcereiros e a guarda do palácio do governo, localizado na mesma praça. Daí este primeiro grupo de rebeldes saiu pelas ruas da cidade aos gritos, tentando acordar os escravos da cidade para se unirem a eles. Dirigiram-se à Vitória onde havia um&lt;br /&gt;outro grupo numeroso de malês que eram escravos dos negociantes estrangeiros ali residentes. Após se unirem nas imediações do Campo Grande, os rebeldes atravessaram em frente ao Forte de São Pedro sob fogo cerrado dos soldados, indo dar nas Mercês, de onde retornaram para o centro da cidade. Aqui atacaram um posto policial ao lado do Mosteiro de São Bento, outro na atual Rua Joana Angélica (imediações do Colégio Central), lutaram também no Terreiro de Jesus e outras partes da cidade. Em seguida desceram o Pelourinho, seguiram pela Ladeira do Taboão e foram dar na Cidade Baixa. Daqui tentaram seguir na direção do Cabrito, onde tinham marcado encontro com escravos de engenho. Mas foram barrados no guartel da cavalaria em Água de Meninos. Neste local se deu a última batalha do levante, sendo os malês massacrados. Alguns que tentaram fugir a nado terminaram se afogando. A revolta deixou a cidade em polvorosa durante algumas horas, tendo sido vencida com a morte de mais de 70 rebeldes e uns dez oponentes. Mas o medo de que um novo levante pudesse acontecer se instalou durante muitos anos entre os seus habitantes livres. Um medo que, aliás, se difundiu pelas demais províncias do Império do Brasil. Em quase todas elas, principalmente na capital do país, o Rio de Janeiro, os jornais publicaram notícias sobre o acontecido na Bahia e as autoridades submeteram a população africana a uma vigilância cuidadosa e muitas vezes a uma repressão abusiva. Salvador tinha na época da revolta em torno de 65.500 habitantes, dos quais cerca de 40 por cento eram escravos. Entre a população não-escrava a maioria era também formada por africanos e seus descentes, chamados na época de crioulos quando eram negros nascidos no Brasil, além dos mestiços de branco e negro, chamados de pardos, mulatos e cabras. Juntando os negros e mestiços escravos e livres, os afro-descendentes representavam 78 por cento da população. Os brancos não passavam de 22 por cento. Entre os escravos, a grande maioria (63 por cento) era nascida na África, chegando a 80 por cento na região dos engenhos de açúcar, o Recôncavo.  Esses escravos eram trazidos de diversos portos da costa africana. Um grande número vinha de Luanda, Benguela, Cabinda, mas na época da revolta de 1835 a grande maioria era embarcada nos portos do golfo do Benim (portos de Ajudá, Porto Novo, Badagri, Lagos).&lt;br /&gt;Foram alguns desses últimos grupos os mais diretamente ligados à revolta. Eles podiam ser  de diversas origens, segundo a língua que falavam: iorubá, haussá, fon, mahi, nupes, bornus  etc. Na Bahia a maioria desses escravos era conhecida por nomes diferentes daqueles que tinham na África: os de língua iorubá chamavam-se nagôs, os fon e mahi eram conhecidos como jejes, os nupes como tapas.&lt;br /&gt;Em 1835 a grande maioria dos escravos da Bahia nascidos na África era realmente de língua iorubá, cerca de 30 por cento. Eram como nagôs. Muitos deles professavam a religião muçulmana, embora a maioria dos nagôs fosse de fato adepta do candomblé dos orixás. A cidade de Salvador tinha uma economia baseada na escravidão, que girava em torno da cana-de-açúcar produzida na região denominada de Recôncavo, terras que circundam a Baía de Todos os Santos. Ali também se plantava o fumo, que era exportado para a Europa e para a África. Na África o fumo era utilizado na compra de escravos. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5agDEUIa9I/AAAAAAAAAGM/kxKavmePjBM/s1600-h/exposi%C3%A7%C3%A3o+105.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5agDEUIa9I/AAAAAAAAAGM/kxKavmePjBM/s320/exposi%C3%A7%C3%A3o+105.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158486397757713362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No Recôncavo, os escravos eram empregados em todo tipo de atividade rural, não apenas no setor açucareiro e fumageiro. Eles também labutavam na criação de gado e no cultivo da mandioca. A farinha de mandioca já era naquela época um item fundamental da dieta de ricos e pobres, senhores e escravos. Como o fumo, a farinha estava também ligada ao tráfico, pois constituía um dos principais alimentos a bordo dos navios negreiros. Da mesma forma, os escravos eram utilizados nas vilas e cidades, sobretudo na capital, onde se ocupavam no trabalho doméstico, nos diversos ofícios (pedreiro, sapateiro, ferreiro), nas atividades do mar (marinheiro, remador, canoeiro, pescador). Eles lavravam a terra em pequenas plantações existentes na periferia da cidade, trabalhavam em variados tipos de construção pública e privada, vendiam uma grande variedade de pequenas mercadorias, principalmente comida pronta, verduras, peixe, carne. E eram empregados no transporte de volumes grandes e pequenos, como caixas de açúcar, barris de cachaça, mercadorias importadas, água de gasto e potável, dejetos humanos, balaios de compras e até cartas eram levadas ao correio por escravos. Eles também transportavam pessoas nas cadeiras de arruar, talvez a mais típica atividade dos escravos nas ruas de Salvador.&lt;br /&gt;Uma cadeira de arruar do século XIX. Museu de Arte da Bahia.  As ocupações dos presos por suspeita de participação na revolta de 1835 refletem a variedade de atividades desempenhadas pelos escravos urbanos. Havia entre eles lavradores, remadores, domésticos, pedreiros, sapateiros, alfaiates, ferreiros, armeiros, barbeiros, vendedores ambulantes, carregadores de cadeira, entre outras atividades. A grande maioria dos rebeldes se empregava em ocupações tipicamente urbanas. Foram pouquíssimos os ocupados na lavoura, por exemplo. Um ou outro tinha vindo do Recôncavo para participar do levante em Salvador. Na escravidão urbana os cativos gozavam de maior independência do que na escravidão rural, e isso facilitou muito a organização do movimento de 1835. Em geral, os escravos percorriam por toda a cidade trabalhando para seus próprios senhores ou, principalmente, contratados por terceiros para serviços eventuais. Muitos escravos sequer moravam na casa senhorial. Chamados negros ou negras de ganho, e também de ganhadores ou ganhadeiras, esses homens e mulheres escravizados contratavam com seus senhores entregar certa quantia diária ou semanal de dinheiro, e tudo que ultrapassasse esta quantia podiam embolsar. O escravo que trabalhasse muito e poupasse muito podia após cerca de nove longos anos comprar sua liberdade, e muitos assim o fizeram. Alguns chegavam se tornar prósperos homens de negócio, que era a ocupação mais comum dos que prosperavam. Muitos africanos, depois de libertos da escravidão, tornavam-se eles próprios senhores de escravos. Calcula-se em cerca de 7 por cento a proporção dos africanos libertos na população de Salvador na época da revolta dos malês. Eles representariam em torno de 25 por cento da população africana na cidade. &lt;br /&gt;Africanos escravos e libertos com freqüência trabalhavam e viviam juntos, desempenhando as mesmas tarefas, morando nas mesmas casas. No trabalho de rua organizavam se em associações chamadas cantos de trabalho, nos quais se reuniam principalmente os da mesma etnia chefiados por um “capitão” encarregado de acertar os serviços desempenhados pelo grupo. Assim associados enfrentavam o trabalho diário e desenvolviam laços de amizade e solidariedade que constantemente se desdobravam em ações políticas. Esses grupos de trabalho foram essenciais na mobilização dos africanos para a revolta em 1835 e em outras ocasiões. Enquanto esperavam por serviço nas esquinas onde se reuniam, os africanos iam formulando e aperfeiçoando suas idéias de liberdade e de ataque à escravidão na Bahia. Infelizmente não sabemos detalhes do que planejavam fazer os rebeldes depois de vitoriosos. Há indícios de que não tinham planos amigáveis para as pessoas nascidas no Brasil, fossem estas brancas, negras ou mestiças. Umas seriam mortas, outras escravizadas pelos vitoriosos malês. Isso refletia as tensões existentes no seio da população escrava entre aqueles nascidos na África e aqueles nascidos no Brasil. Que fique bem claro: os negros nascidos no Brasil, e por isso chamados crioulos, não participaram da revolta, que foi feita exclusivamente por africanos. Por isso, se o levante tivesse sido um sucesso, a Bahia malê seria uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os muçulmanos. Talvez a Bahia se transformasse num país islâmico ortodoxo, talvez num país onde as outras religiões predominantes entre os africanos e crioulos (o candomblé e o catolicismo) fossem toleradas. De toda maneira a revolta não foi um levante sem direção, um simples ato de desespero, mas sim um movimento político, no sentido de que tomar o governo constituía um dos principais objetivos&lt;br /&gt;dos rebeldes. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5agfUUIa-I/AAAAAAAAAGU/Xy4bO8XZd8k/s1600-h/06%5B1%5D._Mu_ulmano_marabout.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5agfUUIa-I/AAAAAAAAAGU/Xy4bO8XZd8k/s320/06%5B1%5D._Mu_ulmano_marabout.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158486883089017826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de apoiados por africanos não-muçulmanos, que também entraram na luta, os malês foram os responsáveis por planejar e mobilizar os rebeldes. Suas reuniões — feitas nas casas de libertos, nas senzalas urbanas, nos cantos de trabalho — misturavam conspiração, rezas e aulas em que se exercitavam a recitação, a memorização e a escrita de passagens do Corão, o livro sagrado do islamismo. O próprio levante foi marcado para acontecer no final do mês sagrado do Ramadã, o mês do jejum dos muçulmanos. Os malês foram para as ruas guerrear usando um abadá branco, espécie de camisolão tipicamente muçulmano, além de também carregar em volta do pescoço e nos bolsos amuletos protetores, que eram cópias em papel de rezas e passagens do Corão dobradas e enfiadas em bolsinhas de couro ou pano. Esses amuletos eram confeccionados por mestres muçulmanos, muitos deles líderes da revolta, que teriam dado a seus seguidores suas bênçãos e a certeza da vitória. Cientes de que constituíam minoria na comunidade africana da Bahia, composta de escravos e libertos de diferentes grupos étnicos e religiosos, os malês não hesitaram em convidar escravos não-muçulmanos para o levante. Neste sentido, a identidade e a solidariedade étnicas constituíram um outro fator de mobilização a entrar em jogo.&lt;br /&gt;De fato identidade étnica e religiosa foi muito importante para deslanchar o movimento. A maioria dos muçulmanos que viviam na Bahia em 1835 era nagô. Apesar de na África, e mesmo no Brasil, outros grupos, como os haussás, serem mais islamizados do que os nagôs, coube a estes o predomínio no movimento de 1835. Os nagôs islamizados não só constituíram a maioria dos combatentes, como a maioria dos líderes. Mais de 80 por cento dos réus escravos em 1835 eram nagôs, sendo eles apenas 30 por cento dos africanos de Salvador; dos sete líderes identificados, pelo menos cinco eram nagôs. Eram nagôs os seguintes líderes: os escravos Ahuna, Pacifico Licutan, Sule ou Nicobé, Dassalu ou Damalu e Gustard. Também nagô era o liberto Manoel Calafate. Os outros eram o escravo tapa Luís Sanim e o liberto haussá Elesbão do Carmo ou Dandará, que negociava com fumo.&lt;br /&gt;Vistos enquanto grupo étnico os nagôs eram na sua maioria não-muçulmanos, e sim devotos dos orixás, embora fizessem incursões no campo muçulmano. Por exemplo usavam os famosos amuletos malês, considerados de grande poder protetor, e provavelmente recorriam a adivinhos malês, entre outras práticas. Ou seja, naquela fronteira em que as duas religiões se encontrava, os nagôs como um todo, malês e filhos de orixá, também se encontravam. E se encontravam como entidade étnica, como pessoas que falavam a mesma língua, tinham histórias comuns, em muitos casos haviam obedecido aos mesmos reis africanos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5ahvUUIa_I/AAAAAAAAAGc/nvMHzOf5Bco/s1600-h/nago.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5ahvUUIa_I/AAAAAAAAAGc/nvMHzOf5Bco/s320/nago.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158488257478552562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essas convergências facilitaram a mobilização em 1835 para além das colunas muçulmanas. Africano Nagô, que pode ser identificado pelas marcas étnicas no rosto. Os nagôs vinham de uma parte específica da África, qual seja a região sudeste da atual Nigéria e a parte leste da atual República do Benin. Eram de diversos reinos espalhados por esse território, como Oió, Queto, Egba, Yagba, Ijexá, Ijebu, Ifé entre outros. Esses reinos durante muito tempo viveram sob a égide do reino de Oió, embora numa espécie de federação imperial. Na época do levante de 1835 essa federação dominada por Oió estava em franca desintegração em função de lutas intestinas generalizadas. Os malês especificamente tiveram sua origem principalmente em Ilorin, que era uma dependência do reino de Oió que se rebelou sob a liderança de Afonjá. Este homem se aliou aos muçulmanos haussás, fulanis e iorubás contra o alafin, que era o título do rei de Oió. Essas guerras foram responsáveis pela transformação de milhares dos habitantes locais em prisioneiros, que eram vendidos como escravos aos traficantes do litoral, e daí exportados para a Bahia. Embora a grande maioria dos interrogados em 1835 respondesse que era apenas “nagô”, alguns fizeram questão de ser mais precisos, indicando também o local específico de onde vinham. O carregador de cadeira Joaquim de Mattos, por exemplo, respondeu ser de “nação Nagô Gexá”, quer dizer de origem Ijexá, um grupo étnico do leste do território iorubá. Joaquim havia se alforriado há pelo menos sete anos e portanto deveria estar na Bahia há cerca de nove anos no mínimo. A liberta Edum disse ser de “nação nagô-bá” e um outro africano interrogado disse ser ela apenas “Bá”, significando ser oriunda de Egba ou Yagba. O liberto Lobão Machado foi bem claro: era de nação “Nagô-Ebá”, ou seja de Egba. Francisco, cerca de 25 anos de idade, escravo doméstico e comprador, que vivia em Salvador há cerca de 6 anos, era Yaba, ou, segundo suas próprias palavras, “Nagô-Abá”. E o escravo José se disse “nagô jabu”, provavelmente natural de Ijebu. A expressão nagô remetia à África descoberta no Brasil, pois só aqui eles se tornariam conhecidos por aquela expressão, enquanto Ijebu, Egba, Yagba, Oyo, Ijexá (ou Ilesha) representavam a África deixada do lado de lá do Atlântico. O escravo nagô Antônio, doméstico e carregador de cadeira, resumiu bem a questão quando afirmou: “ainda que todos são Nagôs, cada um tem sua terra”.&lt;br /&gt;Ao deporem sobre o grau de envolvimento com o islamismo, muitos interrogados se reportaram a suas experiências africanas. Alguns disseram abertamente que haviam recebido instrução islâmica na África, possivelmente em escolas corânicas ou madrasas. O nagô Pedro, ao ser perguntado sobre um livro e vários manuscritos em árabe encontrados em seu poder, respondeu: “o livro continha rezas de sua terra e os papéis várias doutrinas cuja linguagem e sua ciência ele sabia antes de vir de sua terra”. Pompeo da Silva, nagô forro, com cerca de 30 anos de idade, “perguntado se ele sabia ou entendia das letras arábicas que usavam os Nagôs, disse, que tendo aprendido em sua terra pequenino que agora quase nada se lembrava”. Antônio, escravo Haussá, pescador, disse que sabia escrever em árabe, mas só escrevia “orações segundo o cisma de sua terra”. Ou seja, não escrevia coisas subversivas, políticas, só orações. Acrescentou que “quando pequeno em sua terra andava na escola”.&lt;br /&gt;Amuleto male O escravo nagô Gaspar, preso com grande quantidade de escritos árabes, amuletos, um tessubá (o rosário malê) etc, disse ter sido ele autor dos escritos, e que aprendera o árabe em sua terra. Ele leu trechos do que havia escrito, embora alegasse não saber traduzir para o português. Observamos em todas essas declarações as lembranças de uma educação muçulmana na África, às vezes lembranças de quando estes escravos eram ainda crianças. Isso acontecia mesmo no caso dos nagôs, que vinham de um lugar onde o islamismo era adotado por uma minoria, ao contrário do país haussá, onde a religião estava arraigada há tempos. Outras tradições islâmicas também atravessaram o Atlântico, como o já mencionado uso do amuleto. O liberto Lobão Machado acima mencionado, quando preso, levava diversos amuletos protetores em volta do pescoço. Perguntado para que usava aquilo, disse ser para proteger contra o vento. Provavelmente referia-se ao jinn ou anjonu, espécie de espíritos&lt;br /&gt;malês. Outros interrogados responderam como ele que os amuletos eram para proteger do vento. Pela quantidade de amuletos apreendidos pela polícia em 1835, muita gente se protegia desta forma contra espíritos malignos. O escravo haussá Antônio acima mencionado usava a educação muçulmana recebida em sua terra para escrever amuletos, que vendia por bom preço — equivalente ao jornal de um escravo de aluguel — a africanos que também desejavam se proteger dessas forças espirituais que haviam acompanhado os africanos ao Novo Mundo. Tais informações têm o valor de explicitar, através da fala dos interrogados, tradições aprendidas na África e mantidas na Bahia. Estes depoimentos mostram com muita nitidez uma projeção da história africana na história brasileira. É preciso esclarecer que nem todos os africanos muçulmanos existentes na Bahia em 1835 participaram da revolta. As autoridades, porém, usaram a posse de papéis malês como prova de rebeldia e por isso muitos inocentes foram presos e condenados. Os malês receberam diversos tipos de sentença. Foram elas: prisão simples, prisão com trabalho, açoite, morte e deportação para a África. Esta última pena foi atribuída a muitos libertos presos como suspeitos mas contra os quais nenhuma prova definitiva foi encontrada. Mesmo assim, apesar de absolvidos, foram expulsos do país. A pena de açoites variava de 300 até 1.200 chicotadas, que foram distribuídas ao longo de vários dias. O idoso Pacifico Licutan foi sentenciado a 1.200 chibatadas. Sabe-se de pelo menos um condenado que morreu em decorrência desta pena de tortura, o escravo nagô Narciso. A pena de morte, foi imposta, inicialmente a 16 acusados, mas posteriormente 12 deles conseguiram sua comutação. Quatro foram no final executados. Eram eles o liberto Jorge da Cruz Barbosa, cujo nome iorubá era Ajahi, carregador de cal; Pedro, nagô, carregador de cadeira, escravo de um negociante inglês; Gonçalo e Joaquim, ambos escravos nagôs. Todos quatro foram executados por um pelotão de fuzilamento no Campo da Pólvora, no dia 14 de maio de 1835. E assim se findava um dos episódios mais empolgantes da resistência escrava no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5aiF0UIbAI/AAAAAAAAAGk/L-blBQ57JuY/s1600-h/HAUSA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5aiF0UIbAI/AAAAAAAAAGk/L-blBQ57JuY/s320/HAUSA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158488644025609218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;Sobre a África dos malês, ler Robin Law, The Oyo Empire, c. 1600-c. 1836: A West&lt;br /&gt;African Imperialism in the Era of the Atlantic Slave Trade, Oxford: Claredon, 1977; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Lovejoy, A escravidão na África, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003, capítulo 9;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre Verger, Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o golfo do Benim e a Bahia de Todos os Santos, Salvador, Corrupio, 1987; e Alberto da Costa e Silva, A manilha e o libambo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2002, pp. 451-562.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre trabalho escravo urbano, alforria e africanos libertos na Bahia, leia Maria Inês C. de Oliveira, O liberto: seu mundo e os outros, Salvador, Corrupio, 1988; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João José Reis, “A greve negra de 1857 na Bahia”, Revista USP, nº 18 (1993), pp. 6-29; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stuart B. Schwartz, “A Manumissão dos escravos no Brasil Colonial – Bahia 1684-1745, Anais de Historia, nº 6&lt;br /&gt;(1974), pp. 71-114; Kátia M. de Queirós Mattoso, “A propósito de cartas de alforria”, Anais de História, nº 4 (1972), pp. 23-52.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Revolta dos Malês especificamente, ler Joâo José Reis, Rebelião escrava no&lt;br /&gt;Brasil: a história do levante dos malês em 1835, São Paulo, Companhia das Letras, 2003;&lt;br /&gt;Décio Freitas, Insurreições escravas, Porto Alegre, Movimento, 1976; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Pierre Verger, Fluxo e refluxo, capítulo IX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os depoimentos dos malês presos em 1835 se encontram nos inquéritos policiais e&lt;br /&gt;processos judiciais depositados no Arquivo Público do Estado da Bahia. Esses documentos já foram publicados em diversos números dos Anais do Arquivo do Estado da Bahia. Também estão sob a guarda do Arquivo o que sobrou dos documentos escritos em árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESCONSTRUINDO OS MITOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpretação do Alcorão por parte dos pesquisadores: (Utilizar exemplos)&lt;br /&gt;Arthur Ramos em “Introdução à Antropologia Brasileira” em relação à circuncisão dos rapazes, prática realmente islâmica, e “a excisão do clitóris da menina” como uma assimilação feita pelos grupos Mandinga da civilização muçulmana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum atribuir-se tal prática à religião islâmica. Entretanto, trata-se de um costume tribal africano que se iniciou na Eritréia pré-monoteísta e se espalhou depois para a Etiópia, Somália, Sudão,  Egito e outras regiões da África,  afetando tanto as meninas muçulmanas quanto as cristãs ou de religiões animistas, indiscriminadamente. Apesar de sua permanência, este costume contraria ensinamentos básicos da religião islâmica, que prega o prazer sexual dentro do casamento igualmente para homens e mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João José dos Reis no livro “Rebelião Escrava no Brasil”  “É bem conhecida a posição subalterna das mulheres no mundo islâmico...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O versículo citado em questão refere-se primeiramente à liderança familiar, masculina, que não se estende à outras esferas da vida. No trecho “...porque Alá fez uns superiores aos outros...” não significa, como aparenta na tradução, a superioridade absoluta dos homens em relação às mulheres, mas na superioridade recíproca entre homens e mulheres em determinados aspectos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à proibição das mulheres participarem de rituais religiosos,&lt;br /&gt;Ato totalmente repudiado pelo profeta Mohamad (SAAS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Arthur Ramos, João José dos Reis não compartilha das teorias “jihadistas” que afirmam que os malês organizaram sua rebelião com o propósito de  repetir uma “guerra santa” na Bahia, lutando indiscriminadamente contra africanos, brancos e crioulos “pagãos”.  Como afirma João José dos Reis, a presença de escravos não-islamizados na luta demonstra que esta intenção não existia e que o objetivo maior era a luta pela liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência do Islam na cultura africana é inegável e pode ser constatada através de comportamentos específicos dos escravos malês. A mais marcante seria a rebeldia constante contra a condição de escravo que sempre os caracterizou. Não que os escravos não-islamizados aceitassem passivamente a escravidão, mas diferiam muitas vezes na maneira de resistir a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Esta rebeldia, se analisada pelo âmbito religioso, teria origem na crença de todo muçulmano de que deve se submeter somente a Deus. Dentro desta perspectiva, seria mais digno morrer lutando para ser um homem livre que viver como escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Afirmações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aspecto do levante dos Malês,a rebelião ocorrida em 1835 na Bahia no qual as principais lideranças eram os africanos muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A religião foi talvez a força ideológica-cultural mais poderosa de moderação das diferenças étnicas sociais no interior da comunidade africana, embora tenha falhado em unir africanos e crioulos. Pelo fato de haver ter sido um meio de solidariedade inter-étnica, o islã ajudou a promover a unidade entre muitos escravizados e libertos africanos. O islã representou um forte fator de mobilização e, obviamente, organizou os rebeldes de maneira sofisticada. Ao mesmo tempo, os lideres malês não negligenciaram a busca de aliados fora do campo muçulmano, no que foram favorecidos pela etnicidade. Nagôs muçulmanos e não muçulmanos participaram do levante de 1835.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O Islã foi uma poderosa força ideológica e organizacional, e articulou politicamente a ira dos escravizados e libertos africanos contra os beneficiários da exploração de classe  e da opressão étnica. A religião esteve entrelaçada com classe e etnia e todas devem ser consideradas como fatores dinâmicos que possibilitaram a rebelião de 1835.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          As guerras de nações, muitas vezes inspiradas em deuses étnicos guerreiros, antecederam e sucederam o expansionismo muçulmano na África Ocidental. Na Bahia os malês tentaram aproveitar a militância “tribal” dos escravizados vindos da África e não há evidência de que seu projeto de rebelião tivesse como objetivo a imposição do islã sobre outros africanos, e muito menos massacre destes, todos africanos foram considerados pelos malês aliados potencias, e todos os baianos, sobretudo os brancos, adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Só em salvador os africanos, escravos e libertos, representavam 33% de uma população total de aproximadamente 65 500 habitantes, em 1835. Cerca de 63 % dos escravizados eram de origem africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte do livro: Negociação e Conflito&lt;br /&gt;Autores: João José Reis e Eduardo Silva&lt;br /&gt;Editora: Companhia Das letras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-3131237643364143593?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/3131237643364143593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=3131237643364143593' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3131237643364143593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3131237643364143593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2008/01/revolta-dos-mals-em-1835.html' title='A REVOLTA DOS MALÊS EM 1835'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/R5aeKEUIa8I/AAAAAAAAAGE/oEyP-y4CMXs/s72-c/25dejaneiro052.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-8259947782365973959</id><published>2007-11-11T13:46:00.000-02:00</published><updated>2007-11-11T13:47:27.080-02:00</updated><title type='text'>O FUTURO DA HAUSA GARANTIDO!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DE GERAÇÃO A GERAÇÃO!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g-d4_uHl8-M"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/g-d4_uHl8-M" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-8259947782365973959?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/8259947782365973959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=8259947782365973959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8259947782365973959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8259947782365973959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2007/11/o-futuro-da-hausa-garantido.html' title='O FUTURO DA HAUSA GARANTIDO!'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-7170793109093683327</id><published>2007-11-10T07:53:00.000-02:00</published><updated>2007-11-10T08:52:29.381-02:00</updated><title type='text'>EXPOSIÇÃO LEVANTE DOS MALES NA UNICASTELO CAMPO II NA ABC DINDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RzWG-rJcxXI/AAAAAAAAAFc/cNgzoQUESk4/s1600-h/mal%C3%AAs+004.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RzWG-rJcxXI/AAAAAAAAAFc/cNgzoQUESk4/s320/mal%C3%AAs+004.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131155761750918514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EXPOSIÇÃO LEVANTE DOS MALÊS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE 9.11.2007 A 24.11.2007 NA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNICASTELO - Campus São Paulo (Campo II) Procurar ABC Dinda&lt;br /&gt;Rua Carolina Fonseca, 235 - Itaquera Info 6170-0230 Willians&lt;br /&gt;São Paulo - SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o termino da exposição teremos um debate sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veja o video de divulgação:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cnln2b2oOr4"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cnln2b2oOr4" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;APOIO CENTRO DE DIVULGAÇÃO DO ISLAM PARA AMÉRICA LATINA&lt;br /&gt;MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO - MNU&lt;br /&gt;POSSE HAUSA - HIP-HOP COM RESPONSABILIDADE RACIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RzWJTrJcxYI/AAAAAAAAAFk/-NY0Srn3EkE/s1600-h/mal%C3%AAs+001.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; 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&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z-K05hL54mg"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Z-K05hL54mg" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO BANZO BANTU - REPARAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y91fTFmj2WE"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/y91fTFmj2WE" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO - AMANDLA - bonecas brancas para meninas pretas&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_HHy3uJcgXc"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_HHy3uJcgXc" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO - AMANDLA - É A LUTA NEGRA QUE NÃO SE CALA!&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u-oOSEcXjfk"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u-oOSEcXjfk" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHERES NEGRAS&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G7zzlCER_L8"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/G7zzlCER_L8" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO AFRO VERSOS - ESCALA RICHTER&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/myV0P6C_YJM"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/myV0P6C_YJM" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO AFRO VERSOS - AQUER&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/C1RmzsTXk2o"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C1RmzsTXk2o" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO - PIB &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Vz0-8i5c58U"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Vz0-8i5c58U" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO - PIB NOVA ESCOLA&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xS8g28laUTk"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xS8g28laUTk" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTICIPAÇÃO - PIB POR QUE MC'S?&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TxfDDNP5CfE"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TxfDDNP5CfE" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO AFRO VERSOS - DENEGRINDO O SENÁRIO&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zuhxluVLsZo"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zuhxluVLsZo" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO AFRO VERSOS - ARTE DA SIMPLICIDADE&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lnEEKBZPB2g"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lnEEKBZPB2g" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FALAS DE ABERTURA DO CICLO CULTURAL O LEVANTE DOS MALÊS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HONERÊ AL-AMIN OADQ&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G80I_-EiKN4"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/G80I_-EiKN4" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMBAIXADOR DE SENEGAL FALANDO EM NOME DOS POVOS AFRICANOS&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9QXN-eObfZA"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9QXN-eObfZA" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NINO BROWN&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1BEw3XdGU6c"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1BEw3XdGU6c" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARQUINHOS FUNK SOUL&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IxKgs41w_0o"&gt; &lt;/param&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IxKgs41w_0o" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt; &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-8102661784494967909?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/8102661784494967909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=8102661784494967909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8102661784494967909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8102661784494967909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2007/08/zenzele-amigos.html' title='APRESENTAÇÃO CICLO CULTURAL LEVANTE DOS MALÊS JANEIRO 2007 - POSSE HAUSA'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-8169112714796724285</id><published>2007-07-16T07:06:00.000-03:00</published><updated>2007-07-22T20:20:22.436-03:00</updated><title type='text'>POSSE HAUSA - HIP-HOP É NA RUA!</title><content type='html'>POSSE HAUSA - HIP-HOP É NA RUA!&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fusWBduXiN4"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fusWBduXiN4" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;E DIA 12 DE AGOSTO...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RqPmBobY8CI/AAAAAAAAAFU/EYj5OcO2b-w/s1600-h/CAMPEONATO+DE+TRINCA.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RqPmBobY8CI/AAAAAAAAAFU/EYj5OcO2b-w/s320/CAMPEONATO+DE+TRINCA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090164919565348898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seja bem vindo!&lt;br /&gt;info: simao@malungo.com.br&lt;br /&gt;possehausa@yahoo.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-8169112714796724285?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/8169112714796724285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=8169112714796724285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8169112714796724285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/8169112714796724285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2007/07/posse-hausa-hip-hop-na-rua.html' title='POSSE HAUSA - HIP-HOP É NA RUA!'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RqPmBobY8CI/AAAAAAAAAFU/EYj5OcO2b-w/s72-c/CAMPEONATO+DE+TRINCA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-1176964615779998312</id><published>2007-06-28T00:39:00.000-03:00</published><updated>2007-06-28T02:26:43.036-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='14 anos de posse hausa'/><title type='text'>26.06.2007 - POSSE HAUSA - 14 ANOS DE HISTÓRIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMuDcdmXhI/AAAAAAAAADo/Mv2V351Bb_g/s1600-h/amin+na+posse+hausa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080955441318878738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMuDcdmXhI/AAAAAAAAADo/Mv2V351Bb_g/s320/amin+na+posse+hausa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Gente preta desse Brasil a fora!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lá vamos nós de novo! 14 anos...Veja só o que o Hip-Hop pode fazer com um "bando de neguinhos e neguinhas"! Como falava os boys da época que odiavam rap e tudo que vinha desse segmento. Som de preto, estilo de preto. Hoje nos imitam por ai e ganham dinheiro com isso mais blz, esse não é o tema desse texto... Vim agradecer meus parceiros e parceiras de correria. Que há anos também nos tolera. Os que correram diversas vezes atrás de caixas de som, de microfones, dos Shells, pra tocar nas polivox / gradiente mesmo, mais na maior alegria e satisfação! Mil &lt;a href="mailto:parceir@s"&gt;parceir@s&lt;/a&gt; envolvidos, vários eventos! Aquelas fitas de subir em poste e fazer ligação loka pra ligar nossa parafernália musical. Ver o Black Alquimista montando um varal de lâmpadas para garantir a permanência do evento durante a noite...O Nekaffi Edaz de trança (hehehe), DJ Pqno que já foi MC, acho que até break rolou da parte dele... e seu grande irmão locutor BIG e seu saudoso programa de R&amp;B e Charme, O SAN politicamente correto em seus documentos e correrias. Até hoje lembro de suas musicas (Grupo de extermino que extermina a raça...) Nosso produtor mor Scan Cavaleiro Negro com seus bits e samplers eloqüentes e desconcertantes, Os Ofícios ao Projeto Meninos e Meninas de Rua e nossa histórica parceria seja ela cultural e política, as minas que não diferente de nós manos, seguraram varias ondas para garantir aqueles eventos de mil grupos pra cantar...quem lembra disso? Vix.... Os manos e minas com suas bases na mão esperando sua vez....O estress do sorteio pra cantar....( O problema era quanto 90% dos grupos vinha cantar na mesma base tipo DR DRE, BDP, hehehe) &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMvf8dmXiI/AAAAAAAAADw/UIzHYdg5xEY/s1600-h/REUNIÃO+HAUSA+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080957030456778274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMvf8dmXiI/AAAAAAAAADw/UIzHYdg5xEY/s320/REUNI%C3%83O+HAUSA+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Rapa que vinha da ZL, o (Marquinhos Funk Soul – História viva da Hausa), O pequeno Guriz conhecido por juninho que tivemos a oportunidade de vê-lo crescer em nosso meio e tornar um MC linha de frente conquistando o respeito merecido, O velho conhecido do cenário underground, mister carioca (BIG FILHO) um dos percussores do estilo aqui no abc se marcar em sampa também, os parceiros e parceiras que ganharam o mundo com o RAP e que já viveu esse perrei com a gente... O Rappin Hood que nos diga...Quantas vezes em parceiro? O Dexter, DJ Lord (também fundador da Hausa), A tristeza de ver nosso irmão Cristian ( Afro X) ir preso, os mano tudo falando... Seu irmão BAD No seu estilo VL dando linha nas rimas e nos corres (como até hoje), A Rappa do Ideologia Radical- Negralha, Edinho, muitas histórias..., Manos MC´S, King Nino Brown – Outra Lenda Viva! Lembra do Nosso 1º ZINE? Relembro e homenageio aqui também o MNU – Movimento Negro Unificado a qual faço parte até hoje e ocupo atualmente um cargo na coordenação nacional, através de algumas pessoas que tem ligação direta com as nossas vidas: - Nosso irmão Adilson, Adomair Ogunbiyi e sua companheira Dona Ilma Fátima de Jesus por sua intervenção em nossa formação, por ter sido como pais para muito de nós por diversas vezes já que essa formação ultrapassou os limites políticos e que resultou na posse um conteúdo qualitativo em nossas musicas em nossas atitudes cotidianas. A elevação da nossa auto estima, reconhecimento histórico de nossa ancestralidade e principalmente nossa compreensão do papel que temos diante dessa sociedade e nosso poder para mudar as coisas.&lt;br /&gt;Voltando um pouco mais ao passado, Minha imagem da época...hahaha a pior possível, magrelo com calça até o peito hehehe um palmo apenas de camiseta..., que tempo loko! Tava aprendendo ainda muita coisa nessa época...vix quantas fitas...quantas histórias! Fala ai!!! Essas paradas parecem que não voltam mais né não? Lembra da parceria que se deu com o Ketu do MNU com &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMwNcdmXjI/AAAAAAAAAD4/d9_mIZSbntQ/s1600-h/curso+santos+006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080957812140826162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMwNcdmXjI/AAAAAAAAAD4/d9_mIZSbntQ/s320/curso+santos+006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;galera da pista de skate, do CREC? Transformamos o cara em um MC versátil (Diz ai Nekaffi Edaz), Do lançamento do 1º livro de Hip-Hop do Brasil, (ABC RAP) tem até vídeo da posse fazendo Freestyle com Racionais, Thaide e DJ Hum no palco! Outra fita... Em 95 lá no &lt;strong&gt;SHOPPAPPO (Saudoso SHOPAPPO...)&lt;/strong&gt; – Onde o DMN da antiga formação (Marcão II tb da nova formação tava lá), Facção Central, grupos da Posse Hausa e das oficinas de Hip-Hop de Diadema ( a qual me orgulho em ter participado do inicio das construções e correrias das oficinas de hip-hop e da organização do movimento na cidade), entre outros para garantir a ida de 2 delegados do Hip-Hop da Cidade de Diadema ao encontro internacional de juventude em Cuba, onde vi que &lt;a href="mailto:pret@s"&gt;pret@s&lt;/a&gt;, conforme a clareza de sua pele terem condições de vida melhores que os demais e conforme aumentada a pigmentação da pessoa, piorava suas condições de vida chegando ver uma enorme favela onde nosso povo, não diferente das outras diásporas, vem sendo vitimas das seqüelas do racismo que cerca esse mundo de ações covardes e perversas...&lt;strong&gt;SEJA PELA ESQUERDA OU PELA DIREITA!!!&lt;/strong&gt; Mais o Movimento HIP-HOP foi nossa base...ops, É NOSSA BASE!!! Muitas coisas foram aprendidas com essas pessoas desse movimento que conjuntamente e mutuamente transformaram esses garotos e garotas em adultos de responsabilidade com o Hip-Hop e com o povo negro a qual fazemos parte e temos o compromisso de permanecer resistindo a violência racial seguindo uma herança ancestral que não acaba nunca. Quero agradecer a Simão Malungo E Indoque dos Planos que pra mim simboliza a nova geração dentro desse coletivo e que nos dá incentivos contínuos para fortalecer o Hip-Hop e que estão nesse momento fazendo quinzenalmente um projeto deles em nome da Hausa que é levar os &lt;strong&gt;5 elementos&lt;/strong&gt; do hip hop para seu devido lugar.....&lt;strong&gt;NAS RUAS!!!! NAS COMUNIDADES!!!! TOCA DISCOS, MIXERS, MICROFONES, GRAFFITI, DANÇA DE RUA E MUITA INFORMAÇÃO NA LINHA DE FRENTE&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMxbsdmXlI/AAAAAAAAAEI/D12yebJd53U/s1600-h/25dejaneiro052.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080959156465589842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMxbsdmXlI/AAAAAAAAAEI/D12yebJd53U/s320/25dejaneiro052.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pra encher os olhos da molecada que InshaAllah (se Deus quiser) poderá seguir outra trilha, diferente as de tantos que não tiveram a oportunidade de segui-las e escrever uma nova história em suas vidas. Agradeço pela ampliação dos horizontes dessa Posse que foi nascida em São Bernardo City e que hoje em dia trouxe Mulheres guerreiras como Luana (Nossa presidenta), Claudia nossa pedagoga militante, Minha irmã Thais Duvida que irá ser mãe e que desejo todo o bem do mundo para vc e para essa nova vida que está por vir, Minha outra irmã Fabiana a qual devo muito respeito por tudo que ela vem fazendo a minha família...(Valeu mesmo!), A Rose e BENE do Centro de Sampa (Sou o 1º DJ a levar a sogra pro movimento H2), TOM Panafricanista que vem somar politicamente nas ações do coletivo e sua parceira Selma a quem consideramos muito, irmãos como Marcelinho Malê (O mais enrolado de todos ) e Akan Oadq de Diadema que foi meu parceiro na viajem a Cuba e que pelo povo negro já provou seu comprometimento, nosso irmão Malik Shabbazz de Francisco Morato que vem fazendo um papel muito loko nessa conjuntura toda. Nyce de Mauá que muito contribuiu e contribui para o desenvolvimento do hip-hop local, já minha esposa Rosana – (Grupo Zenzelê fundado dentro da Hausa), sem palavras....Ainda bem que Deus lhe o&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMwosdmXkI/AAAAAAAAAEA/XO7W3fze17k/s1600-h/males3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;fertou paciência suficiente pra tolerar essa vida que venho levando através dos processos políticos vivenciados no MNU, na Posse, no ENJUNE...São 10 anos de amor, amizade e parceria que espero que dure por longos e longos anos! (TE AMO MUITO NEGRA MULHER DA PELE PRETA!) &lt;strong&gt;Gente, não é todo dia que se faz 14 anos de uma organização afro juvenil como essa!&lt;/strong&gt; Fico feliz em ver nossa escapada das estatísticas que nos perseguem e poder na medida do possível continuar contribuindo nas lutas raciais e na ampliação do hip-hop raiz nesse país. Essa semana estaremos em Francisco Morato, junto com o Guerreiro Hausa Malik Shabbazz para o &lt;strong&gt;II ENCONTRO DE LITERATURA PERIFÉRICA DE FRANCISCO MORATO” &lt;/strong&gt;O evento terá uma mesa com o tema &lt;strong&gt;“LETRAS PRETAS: LITERATURA, CONHECIMENTO E ORGANIZAÇÃO PRO REVIDE”.&lt;/strong&gt; Na mesa estarão KL Jay ( Racionais MC´s), Gaspar (Záfrica Brasil), Lílian Santiago (Cineasta, diretora de ‘Família Alcântara´) e Allan da Rosa (Edições Toró) Ainda as apresentações musicais de S.A.V, RVA e o rap violado do Denegri. Mais a dança afro do Balé Koteban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMzS8dmXmI/AAAAAAAAAEQ/dWiweW7zVqA/s1600-h/afroverso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080961205164990050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMzS8dmXmI/AAAAAAAAAEQ/dWiweW7zVqA/s320/afroverso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Quando: 28/06, quinta-feira, das 18 às 22hs&lt;br /&gt;Onde: No Espaço Cultural Dom Paco&lt;br /&gt;R.Progresso, 59 ou R.Gerônimo Caetano Garcia, 70 – Shopping Casa Grande, centro de Francisco Morato, colado na estação de trem.&lt;br /&gt;Info: 4488-8881 ou 7630-2266 (com Malik)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E nesse domingo a Posse Hausa dará continuidade no evento &lt;strong&gt;“HIP-HOP É NA RUA”&lt;/strong&gt; que acontece quinzenalmente com muito basquete, hip-hop e informação, Esse projeto é idealizado pelos MCs do grupo PIB (Sala 10), Endoque dos Planos, Nekaffi Edaz e DJ Simão Malungo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando: 01/07/2007, domingo das 12:00 AS 17:00 HS&lt;br /&gt;Onde: Escola Estadual Profº. Walker da Costa Barbosa&lt;br /&gt;Endereço: - Avenida Luiz Pequini, S/N – Jd. Nascimento, em São Bernardo do Campo – SP, (próximo ao parque são Bernardo / Vila São Pedro) Onibus linha 03, 9B e 51 –descer no terminal de troleibus de São Bernardo e pegar esses ônibus na rua dos Vianas ao lado da Igreja Universal (antigo SHOPPAPPO). Info: 8373-1232&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse relato nos serve de avaliação de como conseguimos crescer juntos, nos ajudar mutuamente, nos incentivar a buscar o melhor de nós mesmos em beneficio de nossas famílias e das pessoas que estão a nosso redor. Sou o que sou graças a tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMzw8dmXnI/AAAAAAAAAEY/GhMFvz0LS-M/s1600-h/todos+da+posse.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080961720561065586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMzw8dmXnI/AAAAAAAAAEY/GhMFvz0LS-M/s320/todos+da+posse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje estamos para o ENJUNE onde a Hausa vem desde o inicio dessas articulações ajudando a construir com os demais coletivos esse processo político importante para nossa juventude, na produção de bases através de nossos irmãos Nekaffi, Scan, Black Alquimistas e Indoque dos Planos, (entre outros) No lançamento oficial do Novo play do Grupo ALQUIMISTAS (há,há,há,há, - AL-QUI-MISTAS!!! ) E a retomada das ações do Grupo Zenzelê, O trampo solo de Guriz e assim por diante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novidade pra rapa... A Escola Leandro de Itaquera, histórica escola de samba da zona leste, em detrimento a nossa exposição (Em parceria com o Centro de Divulgação do Islam para América Latina) a qual parte da diretoria da escola pôde ter acesso, acabou escolhendo como tema do carnaval 2008 o Levante dos Malês e isso tb é fruto de um trabalho sério que envolveu hip-hop e formação. Nossa exposição irá para a quadra onde ficará por um período indeterminado além de palestras e seminários sobre o tema serão feitos para toda a comunidade que ali freqüente. Terça feira (3/7/2007) estaremos na quadra para começar o ciclo de palestras e todos/todas estão convidados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoM0YsdmXoI/AAAAAAAAAEg/nBZLHebHOmk/s1600-h/CÃ³pia+de+bolo+da+posse.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoM4rsdmXsI/AAAAAAAAAFA/wgWQGTY6fUQ/s1600-h/flolheto+da+posse.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080967127924891330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoM4rsdmXsI/AAAAAAAAAFA/wgWQGTY6fUQ/s320/flolheto+da+posse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Então povo, dedico esse momento importante e coletivo da Posse as nossas mães e pais que foram e são tolerantes conosco devido as nossas convicções e também em memória de nossa querida Irmã Kizzy que muito nos ensinou principalmente pelo seu carisma e por sua atitude (entre elas a que fez deixar de consumir bebidas alcoólicas depois de nos conhecer e ingressar a Hausa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus nos guie para o melhor caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honerê Al-amin Oadq – Amor pelo que faço! Orgulho de ser Hausa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.possehausa.blogspot.com/"&gt;http://www.possehausa.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:possehausa@yahoo.com.br"&gt;possehausa@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;MARCHA ZUMBI 300 ANOS (1995)&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080962579554524818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoM0i8dmXpI/AAAAAAAAAEo/b9qf7mcmZFk/s320/5499023.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;BOLO NIVER HAUSA - Por Oubi Inaê Kibuko&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080963477202689698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoM1XMdmXqI/AAAAAAAAAEw/yPSwQf6xXUw/s320/C%C3%B3pia+de+bolo+da+posse.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;EM MEMORIA...KIZZY&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080965938218950322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoM3mcdmXrI/AAAAAAAAAE4/jR8cdzMVnHc/s320/cris+posse+hausa.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-1176964615779998312?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/1176964615779998312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=1176964615779998312' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1176964615779998312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/1176964615779998312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2007/06/26062007-posse-hausa-14-anos-de-histria.html' title='26.06.2007 - POSSE HAUSA - 14 ANOS DE HISTÓRIA'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RoMuDcdmXhI/AAAAAAAAADo/Mv2V351Bb_g/s72-c/amin+na+posse+hausa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-3157862082333115008</id><published>2007-05-08T07:25:00.000-03:00</published><updated>2007-05-08T08:20:15.960-03:00</updated><title type='text'>Carta aberta à sociedade Pela liberdade de manifestação da juventude negra</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Carta aberta à sociedade brasileira e internacional&lt;br /&gt;Em repúdio à violência policial:&lt;br /&gt;“Reaja ou será morto! Reaja ou será morta!”&lt;br /&gt;Pela liberdade de manifestação da juventude negra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos dias 05 e 06 de maio aconteceu em São Bernardo do Campo o Encontro Regional de Juventude Negra do ABC, preparatório para o Encontro Estadual e o Encontro Nacional de Juventude Negra (ENJUNE). O evento foi aberto com o Ato Público em Repúdio ao Genocídio da Juventude Negra, como parte da campanha “Reaja ou será morto! Reaja ou será morta!”, que já é impulsionada há dois anos na Bahia. Nossas principais bandeiras no ato foram: contra a redução da maioridade penal, contra a violência policial que tem a juventude negra como principal alvo e por emprego para a população negra. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBY-oQUihI/AAAAAAAAADA/PUjsKcgr2jM/s1600-h/passeata+enjune+067.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062143814145444370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBY-oQUihI/AAAAAAAAADA/PUjsKcgr2jM/s320/passeata+enjune+067.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para a realização do ato, informamos a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), mas tivemos que alterar nosso trajeto já que a Igreja da Matriz não aceitou nossa solicitação, feita com antecedência, para que o encerramento do ato acontecesse na Praça da Matriz – local utilizado historicamente para as manifestações públicas da região do ABC.&lt;br /&gt;Quando chegamos a uma rua menos movimentada, o carro de som (que foi cedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) foi parado pela polícia militar, que arrancou alguns dos nossos cartazes e exigiu que o ato fosse encerrado naquele momento. Quando os manifestantes já estavam na calçada, a polícia levou quatro manifestantes ao 1º Distrito Policial de São Bernardo sem dizer por qual motivo. Quando Mara do Hip Hop, uma das manifestantes, perguntou ao policial por qual motivo tinha que ir para a delegacia, o policial disse que se ela não fosse, ele a arrastaria pelos cabelos. Na delegacia foi registrado Boletim de Ocorrência contra Gilson Negão e Mara do Hip Hop, por “desacato”.&lt;br /&gt;Durante as várias horas que ficamos em frente à delegacia aguardando a liberação dos quatro manifestantes (Eduardo, militante do coletivo Rosas Negra de Mauá; Gilson Negão, assessor do deputado federal Vicentinho; Luciana do coletivo de resgate afro-indígena Quilomboca de Ribeirão Pires; e Mara do Hip Hop, da Corrente Operária do PSOL e da Casa de Cultura e &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBSwYQUiaI/AAAAAAAAACI/Cu7rmxJQHNA/s1600-h/passeata+enjune+125.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062136972262541730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBSwYQUiaI/AAAAAAAAACI/Cu7rmxJQHNA/s320/passeata+enjune+125.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Política do ABC), recebemos a solidariedade ativa de parlamentares, organizações, militantes e estudantes. Estiveram no local: o deputado federal Vicentinho, Paulo Dias do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, MNU - Movimento Negro Unificado, Melão da Comissão de Fábrica da Volkswagen, Anderson Mangolin do PSOL, Espaço Socialista, Liga Estratégia Revolucionária, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Coletivo Rosas Negra, Posse Kilombagem, Coletivo Quilomboca, Posse Hausa, Corrente Operária do PSOL, Casa de Cultura e Política do ABC, Movimento Tendência Sindical Classista e Socialista, CEUPES-USP (centro acadêmico de ciências sociais), estudantes que estão ocupando a reitoria da USP (contra os ataques do governo Serra à educação), DCE-USP, CMP-SP, Núcleo Cultural Força Ativa , Centro Acadêmico de Ciências Sociais da PUC, Juventude e Revolução e um militante do PSTU. Recebemos ainda a solidariedade dos deputados estaduais José Cândido (PT), Raul Marcelo (PSOL) e da vereadora Elzinha (PT) de Ribeirão Pires.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBSf4QUiZI/AAAAAAAAACA/E-2Rz1YRNyw/s1600-h/passeata+enjune+087.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062136688794700178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBSf4QUiZI/AAAAAAAAACA/E-2Rz1YRNyw/s320/passeata+enjune+087.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No estado de São Paulo está explícita a linha dura do governo de José Serra com uma repressão policial brutal. Somente nesse fim de semana, além do que aconteceu no ABC, vimos a repressão policial na Favela da Bela Vista, na zona norte de São Paulo, e na Praça da Sé, durante o show do Racionais (momento da Virada Cultural em que havia maior concentração de jovens negros) com bombas e cassetetes. Seguimos denunciando a violência policial que tem a juventude negra como o principal alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nenhuma punição aos manifestantes do ato do dia 05!&lt;br /&gt;Basta de violência policial contra a juventude negra!&lt;br /&gt;Contra a criminalização do movimento negro!&lt;br /&gt;REAJA OU SERÁ MORTO! REAJA OU SERÁ MORTA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinam:&lt;br /&gt;Fórum de Juventude Negra do ABC, Comissão de Combate ao Racismo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Coletivo Rosas Negra, Posse Hausa, Coletivo de Resgate Afro-Indígena Quilomboca, Posse Kilombagem, Corrente Operária do PSOL, Casa de Cultura e Política do ABC, Organização Manos de Paz, Liga Estratégia Revolucionária, Movimento negro Unificado - MNU.&lt;br /&gt;______________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ENJUNE ABC - UMA PRÉVIA DO QUE ESTÁ POR VIR...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Pré ENJUNE aqui no ABC tomou proporções que para muitos servirá de reafirmação que o estado brasileiro, através de seus mecanismo de repressão, não aceitaram da nossa parte, do povo negro, da juventude negra, uma reação a violência racial, o medo se espalha no sentido de que mais pessoas se despertem dessa anestesia racista que faz com que muitos ainda não enxerguem que esse genocídio que vem acontecendo nas periferias tem objetivos específicos e tem ligação direta com a nossa característica étnico / racial. Essa é a segunda vez que invadimos as ruas de São Bernardo do Campo pára Denunciar o Racismo! Em 97 Fomos 300 jovens na mesma avenida, pautar as demandas da juventude Negra. 10 anos depois, Um numero menor de pessoas mais com uma demanda racista muito mais genocida para denunciar e combater, viabilizamos uma sena que se repete no resto do país. Onde quer que se junte negros e negras, seja em suas manifestações culturais, seja em manifestação legitimas, estaremos sujeitos ao enfrentamento ao estado que manda seus cães de guarda para espancar, inibir e demonstrar seu ódio racial e sua indignação a qualquer levante que o povo negro fizer. O pior desse processo todo onde vivenciamos nesse ultimo sábado 5/5/2007 e ver a argumentação &lt;strong&gt;da parte da policia que se sentiu “OFENDIDA”&lt;/strong&gt; por ter sido chamada de racista. Talvez a corporação precisa acompanhar mais suas próprias ações e rever o que as estatísticas nacionais e regionais apontam. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBVU4QUieI/AAAAAAAAACo/BkXbkbZvQzo/s1600-h/passeata+enjune+036.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062139798351022562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBVU4QUieI/AAAAAAAAACo/BkXbkbZvQzo/s320/passeata+enjune+036.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem tem o direito de estar ofendido e reagir a violência racial &lt;strong&gt;SOMOS NÓS&lt;/strong&gt; que chegamos a ser 70% de seu explicito genocídio. Não bastando, esse estado nos nega o básico para o desenvolvimento de nosso povo como trabalho, saúde, moradia, EDUCAÇÂO, etc. Vende uma falsa idéia de “planejamento familiar” mais que no fim das contas prevê uma esterilização das mulheres negras em longa escala e em plena idade fértil, diminui a maioridade penal hoje para 16, e amanhã só Deus sabe mais em breve já nasceremos enjaulados se é que nos darão o direito de nascer, Facilitam na cara larga a chegada das drogas e armas nas favelas colocando mais lenha nesse caldeirão desigual objetivando com isso desenvolver justificativas para suas ações genocidas. Apesar de tudo isso, ainda não nos dão o direito de nos manifestar e ficam “indignados” com as acusações!!! Me poupe... &lt;strong&gt;ESSE ESTADO SÓ SERVE PARA PROTEGER NÃO NEGROS!&lt;/strong&gt; Se são brancos nas ruas para protestar o que for, eles fazem escolta... Pra preto/preta &lt;strong&gt;a política é&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;BORACHADA e cadeia&lt;/strong&gt;. Mais para a infelicidade dos grupos racistas desse país estaremos cada vez mais nas ruas denunciando o racismo e suas manifestações discriminatórias e preconceituosas! Lamento Informar que isso não fará com que nós deixemos de &lt;strong&gt;REAGIR A VIOLENCIA RACIAL POR TODOS OS MEIOS NECESSÁRIOS!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve salve Gilson Negão, Mara, Eduardo rosa, Marquinhos, Neia, Ketu, Vicente, Deivison, Weber, O Fórum de Juventude Negra do ABC que se constituiu no Pré Enjune ABC e as organizações pretas que estão constantemente na luta! Tamo junto e misturado!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa cara é ir pras ruas!&lt;/strong&gt; Utilizando da oralidade que a ancestralidade africana nos ensina para polarizar a denuncia ao racismo aonde quer que nosso povo estiver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desse geito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honerê Al-amin Oadq&lt;br /&gt;Posse Hausa - minha familia, minha base!&lt;br /&gt;MNU De onde sou centralizado politicamente!&lt;br /&gt;ENJUNE Uma reposta coletiva a violência racial!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue texto de Hamilton Walê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reaja ou Será Mort@&lt;br /&gt;Uma Campanha para Além da Conjuntura&lt;br /&gt;Nada Mudou, vamos lutar!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“Criaram no Brasil o Delito de Ser Negro”.&lt;br /&gt;Abdias do Nascimento&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBVoYQUifI/AAAAAAAAACw/5tLW5XmFPmg/s1600-h/passeata+enjune+121.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062140133358471666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBVoYQUifI/AAAAAAAAACw/5tLW5XmFPmg/s320/passeata+enjune+121.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem em São Bernardo do Campo, São Paulo os jovens, Negros e Negras que articulam e organizam o Iº Encontro Nacional da Juventude Negra foram alvo da brutalidade policial, do racismo do Estado Brasileiro, do neo-colonialismo tacanho das elites intelectuais que ficam acomodadas em sua manutenção de privilégios nos centros acadêmicos e nos editorias de jornais enquanto os órgãos de repressão nos atacam numa franca guerra aberta contra os pretos e pretas.&lt;br /&gt;Os pretos e pretas de São Bernardo do Campo e toda região do ABCD em São Paulo ousaram reagir fora do roteiro estabelecido pelos brancos. Sem a boa educação exigida aos pretos acomodados que lotam as salas ventiladas onde preparam nosso abate e onde esses traidores falam manso e baixinho.&lt;br /&gt;Os Pretos e Pretas do ABCD em São Bernardo do Campo saíram às ruas enfurecidos para lutar contra a violência , a brutalidade e o genocídio que nos acomete e foram acusados pelos policiais de fazerem “apologia contra a policia”.Vejam bem: eles falavam para a sociedade , na frente de uma polícia que mata, que a polícia mata e foram presos e presas.... se nós não reagirmos nacionalmente eles e elas podem ser mortos.&lt;br /&gt;Há 2 anos, nós do Movimento Negro Unificado de Salvador, chamamos uma reunião com mais de 18 representações do Movimento Negro e comunitário locais e fomos atendidos em nossa proposta de lançarmos uma Campanha contra o Racismo, contra o Sexismo, contra a homofobia e pela vida. E gritamos nas ruas como os Jovens de São Bernardo Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta.&lt;br /&gt;Como os jovens de São Bernardo fomos perseguidos pelos órgãos repressivos, fomos acusados de desacato e por pensarmos com autonomia e exigir nosso protagonismo negro nessa campanha, excluindo de sua coordenação os partidos políticos com sua bandeiras e sua tática de nos desqualificar e dividir, de nos menosprezar e dirigir e no final nos oferecer tudo pela metade.&lt;br /&gt;Fomos acusados de não ampliar o movimento, de não termos diplomacia, de não captarmos o volume necessário de recursos, de não nos tornarmos ONG, fomos acusados de má educação, de radicalismo e de só denunciar e de não apresentarmos propostas.&lt;br /&gt;Somos Movimento Negro Unificado e para nós tudo isso soa como elogio, pois o que queremos é uma outra sociedade, uma outra política e uma a outra alternativa de luta como nos mostraram os jovens negros e negras de São Bernardo, os mesmos que nos exigem uma postura cada vez mais dura contra o racismo sem concessão alguma. Se nada Mudou vamos lutar!!&lt;br /&gt;O Estado brasileiro mantém em vigência uma política de segurança pública que conserva a mesma tradição republicana racista de criminalização do Povo Negro. Nossa epiderme continua sendo "a prova do crime". A celeridade utilizada pelos setores racistas no Congresso Nacional para aprovarem a redução da maioridade penal na CCJ do senado demonstra a disposição destes setores em ratificarem seus propósitos mais radicais,na defesa da elite branca brasileira,aproveitando-se de um clima de comoção nacional ,em função da utilização sensacionalista de alguns fatos que na prática revelam flashes de uma realidade que é cotidiana para nossa gente.&lt;br /&gt;E os Jovens de São Bernardo sabem disso!!!&lt;br /&gt;Nada mudou na conjuntura político racial nesses mais de 35 anos de luta direta do Movimento Negro e dois anos de enfretamento e denúncia dessa Campanha Pela Vida, contra o Racismo, o Sexismo e a Homofobia.&lt;br /&gt;Na Bahia mudou a política de governo, mas a brutalidade, o extermínio e a arrogância racista do Estado tem uma continuidade univitelina, faces da mesma moeda que o racismo faz circular no revezamento do poder dos brancos. Mesmo sendo maioria no estado não ocupamos nem um terço dos postos de comando. Esse poder que nos mata há cinco séculos tem a mesma origem no colonialismo que pretende aprisionar nossos espíritos e nos tirar de combate. Exigem de nós uma paciência que não temos, querem nos impor um silêncio enquanto nos matam como se fossemos baratas.&lt;br /&gt;Começamos o ano de 2007 nas ruas, tomando a iniciativa de lutar pela preservação de nossas vidas, mais de 250 pessoas mortas pela polícia ou com a tolerância da policia, a maioria negra. São dados de uma guerra que denunciamos em 2005 quando morreram 631 pessoas de janeiro a setembro daquele ano. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBa44QUijI/AAAAAAAAADQ/QIpGeYBATvw/s1600-h/passeata+enjune+027.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062145914384452146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBa44QUijI/AAAAAAAAADQ/QIpGeYBATvw/s320/passeata+enjune+027.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada mudou, vamos lutar!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para que os números não se repitam, ou multipliquem-se, como é o que parece obvio, enquanto o comando da policia militar diz que um policial pisar a cabeça de um jovem negro era uma exceção, o Governador dizer que “não via ali Racismo algum”.&lt;br /&gt;Não foi exceção para o Jovem Aspirante da Marinha, Edivandro Pereira, morto por uma guarnição da Polícia Militar que deveria protegê-lo. Não foi a exceção para Clodoaldo Souza, 22 anos, morto com nove tiros frente à incapacidade do Estado em nos proteger. É bom lembrar que esse jovem era militante do Movimento Hip Hop e suas músicas tratavam diretamente da brutalidade policial.&lt;br /&gt;A invasão de uma comunidade negra, por forças policias que chegaram para extorquir, roubar, invadir, torturar. Quadrilhas oficiais em busca do dinheiro que caiu do céu de Maracangalha tendo como método o terrorismo cotidiano de Estado.&lt;br /&gt;A situação atual de C.A. única testemunha da Matança de Nova Brasília que ceifou a vida de Clodoaldo Souza, ante um compromisso não cumprido do Governo, que amarga uma peregrinação trágica pelos hospitais racistas da Bahia como grande parte de jovens negros vítimas de traumas por armas de fogo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada mudou, vamos lutar!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O cenário nacional é desesperador. Nunca se viu tanta disposição das forças conservadoras e racistas para aprovar pacotes de medidas para nos empurrar cada vez mais para fora da sociedade lotando as prisões numa lógica (in)disfarçada de criminalização da população negra, com a colaboração direta da grande imprensa que tem pautado o medo e o terror como artifício para nossa destruição.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBb94QUilI/AAAAAAAAADg/zwB8P_Iw5X8/s1600-h/passeata+enjune+089.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062147099795425874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBb94QUilI/AAAAAAAAADg/zwB8P_Iw5X8/s320/passeata+enjune+089.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A redução racista da Maioridade Penal deverá ser combatida sob o risco de se aprovarem leis que fariam de Hitler um humanista face ao controle e o desrespeito às vidas humanas.&lt;br /&gt;Na redução racista da maioridade penal para 16 anos está flagrante o projeto das elites brancas de nos eliminar, de enfraquecer nossas comunidades. Da Mesma forma a criminalização da população negra faz lotar os presídios com leis cada vez mais brutais que violam a dignidade e o direito humano.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBbboQUikI/AAAAAAAAADY/Bz-2i58sxOI/s1600-h/passeata+enjune+084.JPG"&gt;&lt;/a&gt;A violência até hoje vivida por nós negros é um caso explícito de saúde pública. Estamos sendo mortos por causas evitáveis e por omissão. Não há dúvidas, uma vez que os dados mostram que homens negros em idade produtiva tem morrido mais por causas externas e, portanto, evitáveis. Entre elas vítimas de Projétil de Arma de Fogo (PAF), morrendo mais que homens e mulheres brancos. No ano de 2004, na cidade de Salvador, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, sistema que agrega as informações sobre mortalidade do país, 1.501 pessoas negras tiveram óbito por causas externas na cidade de Salvador, enquanto que 92 pessoas brancas tiveram a mesma causa mortis. Os dados de mortalidade materna no Brasil revelam que mulheres negras morrem mais por doenças relacionadas a gestação e ao parto que mulheres brancas, ou seja, também por causas evitáveis. Isto também revela a face da falta de acesso da população negra aos serviços de saúde. Nem de posse destes dados o Estado toma medidas no sentido de reverter este crescente quadro. Ao invés disto o Estado busca medidas que vão contra os preceitos de saúde estabelecidos na Carta de Ottawa (1986) do qual o Brasil é signatário, que considera que na saúde reside o maior recurso para o desenvolvimento social e dentre estes destaca a paz, ou seja, a redução da violência, e a justiça social como recursos fundamentais para o desenvolvimento social. As várias formas de violência que temos sofrido, como exclusão, falta de acesso aos serviços, falta de políticas públicas equânimes e o racismo institucional reforçam sim uma política pública de extermínio da população negra. E foi contra isso que os jovens de São Bernardo se levantaram ai reside seu desacato.&lt;br /&gt;A redução racista da maioridade penal é mais um golpe contra a população negra: em se tratando de saúde seria o mesmo que matar a população adulta para que futuramente não haja necessidade investimento no tratamento de doenças, uma vez que o Estado não é capaz de investir na educação e prevenção de agravos evitáveis à saúde.&lt;br /&gt;Por isso estamos nas ruas. Para Reagir, para lutar para dar as mãos a quem de fato quer uma outra sociedade. Uma sociedade justa e com igualdade.&lt;br /&gt;Honerê Oadq, Mara do Hip Hop, Catiara, Jaqueline, Eduardo Rosa nós estamos na mesma trincheira. Dia 17 voltaremos às ruas, cheios de fé, cheios de esperança na luta como a que tem inspirado os jovens e as jovens do ABCD em São Bernardo do Campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hamilton Borges Walê&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reaja ou será Morto, Reaja ou Será Marta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento Negro Unificado&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062137500543519170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBTPIQUicI/AAAAAAAAACY/3hIyaMPLPms/s320/passeata+enjune+138.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062143135540611586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBYXIQUigI/AAAAAAAAAC4/eBselPhT0lE/s320/passeata+enjune+082.JPG" border="0" /&gt;  &lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062137680932145618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBTZoQUidI/AAAAAAAAACg/9y33MB23xmo/s320/passeata+enjune+150.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-3157862082333115008?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/3157862082333115008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=3157862082333115008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3157862082333115008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/3157862082333115008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2007/05/carta-aberta-sociedade-pela-liberdade.html' title='Carta aberta à sociedade Pela liberdade de manifestação da juventude negra'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RkBY-oQUihI/AAAAAAAAADA/PUjsKcgr2jM/s72-c/passeata+enjune+067.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10352607.post-4172456309639656962</id><published>2007-04-26T08:45:00.000-03:00</published><updated>2007-04-26T09:08:42.750-03:00</updated><title type='text'>PRÉ ENJUNE ABC 5 E 6 DE MAIO 2007 NO PROJETO MM DE RUA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCVMYQUiXI/AAAAAAAAABw/YWzQzc8gP_I/s1600-h/pre_enjune_abc11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057706421438941554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCVMYQUiXI/AAAAAAAAABw/YWzQzc8gP_I/s320/pre_enjune_abc11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCU9IQUiWI/AAAAAAAAABo/zv6ypD55TM4/s1600-h/pre_enjune_abc22.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057706159445936482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCU9IQUiWI/AAAAAAAAABo/zv6ypD55TM4/s320/pre_enjune_abc22.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCQ_YQUiVI/AAAAAAAAABg/BMtEAjKWDMA/s1600-h/FICHA+DE+INSCRIÃÃO+PRE+ENJUNE+ABC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057701800054131026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCQ_YQUiVI/AAAAAAAAABg/BMtEAjKWDMA/s320/FICHA+DE+INSCRI%C3%87%C3%83O+PRE+ENJUNE+ABC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10352607-4172456309639656962?l=possehausa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://possehausa.blogspot.com/feeds/4172456309639656962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10352607&amp;postID=4172456309639656962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/4172456309639656962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10352607/posts/default/4172456309639656962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://possehausa.blogspot.com/2007/04/pr-enjune-abc-5-e-6-de-maio-2007-no.html' title='PRÉ ENJUNE ABC 5 E 6 DE MAIO 2007 NO PROJETO MM DE RUA!'/><author><name>Posse Hausa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05411120620605786148</uri><email>possehausa@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16014075794444102168'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JL_JA4ltyhM/RjCVMYQUiXI/AAAAAAAAABw/YWzQzc8gP_I/s72-c/pre_enjune_abc11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>